21 outubro 2014

Você é sábio ou apenas inteligente?

Sátira da globo que debocha da Igreja Adventista e gera indignação aos fieis vira notícia na mídia


Foram destaque ontem, dia 20 de outubro, no canal de notícias do IG, as matérias do blog do jornalista Michelson Borges (criacionismo) e do meu blog (Gilberto Theiss), que tratavam da sátira realizada referindo-se implicitamente à Igreja Adventista do Sétimo Dia pelo programa Zorra Total veiculado pela maior rede de comunicação televisiva do país, a rede Globo. As matérias destes blog, incluindo o desabafo de Augusto Simões, publicado no blog Gilberto Theiss, originalmente encontrado em seu perfil do facebook, destacam a pobreza intelectual desse programa e sua iniciativa de baixar ainda mais o nível para alcançar pontos no ibope. 

O renomado filósofo Allan Bloom, que viveu até a década de 80 nos EUA, declarado por alguns como ateu, em seu livro intitulado “O Declínio da Cultura Ocidental”, afirmou que há uma prevalecente decadência da intelectualidade, da educação, do ensino, do ato de pensar, que tem levado a mídia, a sociedade e até as instituições de ensino a valorizarem o que é fútil e a desvalorizar aquilo que é de valor. Falando a respeito de cultura, Bloom foi contundente ao afirmar que até a falta de cultura tem sido encarado como cultura. 

O programa Zorra Total, da suposta poderosa rede Globo, é uma clara evidência da realidade das palavras desse filósofo que, ao expor estas ideias, não tinha compromisso nenhum com valores religiosos. Creio que a rede Globo, além de massificar ideias tão pobres, sem conteúdo e preconceituosas, ultrapassou os limites do respeito, da ética e do bom senso, uma vez que, como a maioria bem conhece, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que está presente em mais de 215 países em todo o mundo, é uma das igrejas mais sérias, comprometidas com o bem-estar da sociedade e plenamente envolvida com projetos sociais/humanitários/educacionais que visam o aprimoramento social, moral e espiritual da sociedade. 

Qualquer pessoa que tenha sido atendida em um hospital adventista, centros de saúde e recuperação, escola adventista, ou mesmo que tenha tido acesso aos diversos programas que a igreja oferece através da sua rede de comunicação, TV e rádio Novo Tempo, claramente compreende o valor que esta igreja representa para a sociedade. Portanto, foi tremendamente infeliz a sátira feita de maneira tão inconsequente que de forma latente diluirá o respeito por esta igreja aumentando a intolerância, preconceito e, por que não dizer, o ódio no coração de alguns poucos quanto ao papel missionário/evangelístico desta organização mundial. 

Este efeito ocorre, e aqui eu faço uso do argumento de Bloom, pra afirmar que as maioria das pessoas de nossa geração, infelizmente se satisfazem com a mera propaganda sem consultar as suas fontes. Ele afirma que “a falta de cultura leva simplesmente os estudantes a procurar informações onde elas estejam disponíveis, sem capacidade para distinguir entre o sublime e o reles, o conhecimento profundo e a propaganda.” (Bloom, o Declínio da Cultura ocidental, p. 80). Portanto, deixo aqui os meus parabéns ao jornalista Daniel Ribeiro do canal de notícias do IG por dar atenção a esse ocorrido, valorizando o pensamento e identificando o mal-estar criado ao público adventista, que é heroicamente envolvido na salvação das pessoas, tanto no aspecto físico quanto espiritual.

Pr. Gilberto Theiss – Bacharel em Teologia e especialização em Filosofia

16 outubro 2014

Cidade do Texas aprova leis que analisam sermões de pastores contra gays e enfrenta críticas

RIO - Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, vive uma batalha nos tribunais que pode indicar como o país deve se comportar no futuro em relação aos direitos homossexuais e transgêneros. 

O alvo da disputa são leis em vigor desde junho deste ano preveem o exame de sermões de padres e pastores para saber se eles discriminam o público LGBT em todo o Texas. As normas agora estão sendo contestadas na justiça pelos religiosos.

As leis foram parcialmente aprovada em junho por Annise Parker, prefeita de Houston que é lésbica, mas encontrou forte oposição nos círculos religiosos. Líderes de igrejas formaram uma coalizão chamada Alliance Defending Freedom (ADF), que entrou com uma ação contra a cidade e a própria Parker. Um escritório de advocacia que representa quatro pastores argumenta que as medidas são "demasiado ampla, demasiado morosos, ofensivo e vexatório".

A advogada Christina Holcomb chegou a tachar as normas municipais de "uma inquisição projetada para abafar qualquer crítica".

- Comentário político e social não é um crime. Ele é protegida pela Primeira Emenda - disse ela ao jornal inglês The Independent.

Membros da ADF argumentam ainda que a cidade está exigindo que pastores que nem fazem parte do processo entreguem seus sermões e outras comunicações para saber se eles estão fazendo críticas ao poder municipal.

- Vereadores deveriam ser funcionários públicos, e não senhores do 'Big Brother' que não toleraram a dissidência ou desafio. É uma caça às bruxas, e estamos pedindo ao tribunal para colocar um fim a isso – afirmou o advogado Erik Stanley.

A prefeita Annise Parker vive desde os anos 1990 com Kathy Hubbard, parceira com quem tem dois filhos adotivos. Parker assumiu o cargo no Texas em 2009:


- Esta eleição mudou o mundo para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros comunidade.


Nota Gilberto Theiss: Calma amigos, coisas piores ainda virão. Dia após dia vemos matérias que declaradamente apresentam um crescente antagonismo aos religiosos. No entanto, é importante fazer uma separação aqui neste ponto. Religioso é uma coisa, fundamentalistas, para eles, é outra coisa diferente. Religiosidade virou cultura e até os artistas, pessoas famosas de hoje dizem possuir uma certa religiosidade. Até os gays e transexuais são religiosos. Agora, fundamentalista são aqueles religiosos que levam a Bíblia ao pé da letra e que a consideram inerrante. São estes, segundo o mundo, que a sociedade precisa tomar cuidados especiais. Na medida em que o mundo religioso vai moldando a Bíblia segundo aos costumes do público, os que são fieis ao “ASSIM DIZ O SENHOR”, se tornarão cada vez mais ignorantes, ultrapassados e fundamentalistas. Uma espécie de terroristas modernos que fazem uso de ideologias ultrapassadas que se tornam uma ameaça para a paz e segurança do mundo.

15 outubro 2014

Ninguém nasce gay e nem sai do armário - Os perigos da propaganda homossexual na mídia


A mídia é quem determina a cultura

No artigo Sabe de nada, inocente: Wagner Moura e censura a Compadre Washington são duas faces da mesma moeda ideológica – a praga do politicamente correto, eu mostrei como este último – o vulgo PC – é uma ferramenta revolucionária de genocídio cultural desenvolvida pela Escola de Frankfurt e destinada a desarmar a cultura ocidental para que ela não possa se defender de ataques provenientes de “minorias” internas ou de culturas concorrentes. O artigo abaixo, cuja versão em português trago em primeira mão para este blog, desfaz os mitos sobre a homossexualidade e lista algumas das barbaridades que acontecem quando uma dita “minoria” é superprotegida até mesmo pela mídia conservadora de um país como os Estados Unidos, mídia esta que deveria defendê-lo contra os incessantes ataques à família, à liberdade e à Constituição – os mesmos que estão acontecendo no Brasil (e está aí o sr. Jean Wyllys, que não me deixa mentir). Aos histéricos de plantão, um aviso: querer muito que alguma coisa seja de um jeito não quer dizer ela é, ok? De resto: o “mimimi” é livre.
Por que os conservadores na mídia compram a propaganda homossexual?
Escrito por Steve Baldwin, em maio de 2014
Tradução: Gabriel Marini, sob encomenda e revisão de Felipe Moura Brasil, da VEJA.
Nos últimos anos, testemunhamos uma corrida precipitada, por parte de muitos conservadores na mídia, para apoiar diversos aspectos da agenda homossexual. Alguns deles já eram totalmente liberais em questões sociais e alguns parecem ser impelidos a tal posição pela 
pressão de colegas ou das corporações midiáticas em que trabalham. Independentemente, é perturbador testemunhar a disposição deles em acompanhar essa tendência sem sequer questionar o impacto cultural trazido por tais questões. Francamente, causa embaraço a ignorância de muitas das “nossas” estrelas conservadoras na mídia quando se trata da agenda homossexual.
De fato, até a Fox News ignorou grandes notícias que refletiram negativamente o movimento homossexual e, nas poucas oportunidades em que cobriram tais notícias, foram muitas vezes reportadas de maneira imprecisa ou incompleta. Eu franzo meu semblante enquanto assisto a Bill O’Reilly, Tucker Carlson, Dana Perino, Bernie Goldberg, Mary Catherine Hamm, Megyn Kelly, Shepard Smith, Margaret Hoover e outros usarem os mesmos argumentos usados pela comunidade homossexual ao ponto de utilizarem, exatamente, as mesmas frases e as mesmas palavras de efeito. Eles deveriam se tocar.

Por exemplo, muitos conservadores na mídia, alegremente, usam o termo “gay” ou “direitos dos homossexuais”, assim como frases como ele ou ela “saiu do armário”. Entretanto, esse tipo de colocação parte do pressuposto que pessoas nascem homossexuais, um mito que nem a Associação Americana de Psiquiatras, pró-gay, apoia mais. Após anos de pesquisas, dúzias de cientistas pró-homossexuais falharam em encontrar o gene homossexual e os poucos que afirmam terem encontrado foram posteriormente desacreditados por usarem metodologias fraudulentas ou descuidadas. Além do mais, o Dr. Francis Collins, chefe do Projeto Genoma Humano, reuniu mais de 150 dos maiores geneticistas para a decodificação do genoma humano e eles não conseguiram encontrar um gene “gay”. Ele simplesmente inexiste.
Sejamos claros para que o pessoal da Fox News possa entender. Ninguém é “gay” ou nasce “gay”. Em vez disso, pessoas passam por um período de comportamento homossexual. Ninguém “sai do armário”. Em vez disso, elas simplesmente escolhem tornar público o comportamento homossexual. Outra evidência que a homossexualidade não é genética é a fluidez do comportamento homossexual. Mais de um terço dos homossexuais retorna à heterossexualidade, como Kinsey, Masters & Johnson e outros numerosos pesquisadores esquerdistas da sexualidade já reportaram.
Além disso, a própria existência de milhares de ex-homossexuais na América demonstra quão experimental realmente é a homossexualidade. E, sim, devido à natureza viciante do comportamento homossexual, alguns ex-homossexuais fraquejam, assim como alguns viciados em drogas, alcoólatras e outros escravizados por comportamentos viciantes. Nenhuma surpresa por aqui.

Entretanto, se a homossexualidade não é permanente, ela é, portanto, causada por questões ambientais e comportamentais que claramente não são comparáveis aos traços inatos como raça ou gênero. Por que estamos, então, criando uma pletora de leis baseadas em um comportamento sexual? Sejamos claros sobre as leis de “direitos homossexuais”. A maior parte delas é ilegal, no sentido de que elas criaram cenários jurídicos que, cada vez mais, violam os verdadeiros direitos constitucionais dos americanos.
Sempre que alguém cria direitos artificiais, baseados em um comportamento particular que não é de nascença, tais “direitos” aparecem à custa dos verdadeiros direitos constitucionais. Uma pessoa não saberia disso vendo ou lendo os jornais, mas o movimento dos “direitos gays” lançou o maior ataque aos nossos direitos constitucionais na história do nosso país. Deixe-me resumir, rapidamente, os diversos campos de batalha:

Liberdade de Expressão/Imprensa:

Americanos por todo o país estão recebendo ameaças de morte por se posicionarem contra o casamento gay;
Estudantes foram suspensos de escolas por darem voz a visões tradicionais sobre o casamento ou por vestirem camisetas com slogans como “orgulho hétero”. Enquanto isso, estudantes homossexuais podem vestir camisetas do “orgulho gay”;
Professores do ensino médio foram demitidos por ensinarem pontos de vista tradicionais sobre sexualidade;
Uma música do Dire Straits foi banida no Canadá por conter uma alegada difamação sobre homossexuais. Leis similares estão a caminho nos EUA;
Professores e outros trabalhadores perderam empregos pela oposição à agenda homossexual no Facebook em seus horários privados;
O site de encontros eHarmony foi processado por não incluir casais do mesmo sexo;
O Youtube tirou do ar vídeos críticos à agenda homossexual;
Uma pessoa foi detida na fronteira canadense por possuir um artigo deste autor que simplesmente reproduzia as declarações e ações pró-pedofilia de alguns líderes homossexuais;
O Departamento de Justiça [Department of Justice, equivalente ao nosso Ministério da Justiça] do governo Obama editou uma regulamentação que orienta os empregados federais a promover o “mês do orgulho gay”. Incrivelmente, ela declara que “o silêncio será interpretado como desaprovação”;
Esforços estão a caminho para banir atores e estrelas de reality shows, como Phil Robertson [do programa Duck Dinasty], por possuírem visões tradicionais sobre a sexualidade.

Direitos Eleitorais/Participação Política:

Doadores a iniciativas em prol do casamento tradicional estão sendo assediados, ameaçados de morte e perdendo empregos e empresas. Recentemente, o CEO da Mozilla [Brendan Eich] foi demitido por ter contribuído a uma iniciativa pró-casamento tradicional na Califórnia, seis anos atrás;
Em ao menos uma dúzia de estados, ativistas pró-casamento tradicional foram atacados fisicamente e feridos por distribuir material de apoio a projetos de lei pró-casamento tradicional.

Aplicando a Justiça Desigualmente:

Projetos de lei de crime de ódio estão sendo tornados leis de fato em estados por todo o país, criando um padrão com dois níveis na aplicação de nossas leis. Se uma pessoa agride uma mulher aleijada em uma cadeira de rodas e, em seguida, agride um homossexual, ela receberá uma sentença maior pelo último crime. À medida que cria diferentes penalidades para o mesmo crime, baseadas no comportamento sexual da vítima, essas leis são claramente inconstitucionais. São também baseadas no conhecimento do que está no coração da pessoa que comete o crime, algo que os promotores nunca poderão saber. Novamente, esse é um tipo de lei de polícia do pensamento e, claramente, um precedente perigoso.

Liberdade de Religião:

Por toda a América, proprietários cristãos estão sendo assediados por se recusarem a alugar imóveis a homossexuais e transexuais, apesar de suas objeções morais a tal estilo de vida;
Governos estaduais e tribunais estão forçando empresas tais como boleiros de casamento a fazer negócios com casais homossexuais. Mas ninguém está forçando empresários negros a trabalhar com racistas;
Governos estaduais multaram fotógrafos cristãos, pois eles se negaram a fotografar casamentos homossexuais. Mas um estado multaria um gráfico judeu por se recusar a imprimir uma brochura nazista? Claro que não;
Agências de adoção cristãs estão sendo obrigadas por governos estaduais a alocar crianças em famílias homossexuais, apesar das fortes evidências de que tais famílias NÃO provêm à criança as bases para o devido desenvolvimento que famílias normais provêm.
Por todo o país, pastores que pregam a moralidade tradicional estão recebendo ameaças de morte, e suas igrejas estão sendo vandalizadas;
Pastores no Canadá e na Europa estão sendo multados e/ou presos, simplesmente por pregarem o que a Bíblia claramente nos ensina sobre o comportamento homossexual. É apenas uma questão de tempo para que isso aconteça na América;
Um pastor americano está sendo processado por uma entidade homossexual estrangeira por conta de um sermão que simplesmente repetiu a proibição bíblica à homossexualidade;
Pessoas que possuem opiniões contrárias à agenda homossexual estão sendo barradas em empregos em agências governamentais. Cristãos perderam empregos no setor privado por expressarem visões contra a agenda homossexual em foro íntimo, que nada tinha a ver com seus trabalhos;
Escolas cristãs privadas estão sendo multadas por se recusarem a contratar homossexuais;
A lei federal ENDA (Employment Non-Discrimination Act, Lei de Não-Discriminação no Trabalho, que proíbe a discriminação por opção sexual ou gênero na administração de funcionários) resultará em um tsunami de processos contra empresários e empresárias cristãos por viverem suas crenças religiosas.

Segurança Pública

Escolas estão iniciando uma dúzia de novos programas pró-homossexuais, designados para promover o estilo de vida homossexual para crianças tão novas como os alunos do jardim-de-infância. Isto apesar da grande quantidade de evidências de que o estilo de vida homossexual é extremamente perigoso e pode diminuir a expectativa de vida de um dado indivíduo;
Leis estaduais estão sendo assinadas por todo o país, permitindo que homens que afirmem ter sentimentos femininos entrem em banheiros femininos, criando, portanto, situações que levarão ao abuso sexual;
A empresa Macy’s demitiu um funcionário por ter impedido um homem travesti de usar o provador feminino;
A administração Obama emitiu regulamentação federal para proibir empregadores de proibirem homens travestis de usar banheiros femininos;
Governos estaduais continuam a entregar crianças problemáticas a group homes [espécie de residência privada para jovens com problemas familiares ou problemas físicos crônicos] e outros programas do tipo que possuem longos históricos de estupros homossexuais. Esses grupos NUNCA perdem suas licenças estaduais.

Direitos de Associação:

Apesar de mais de 3.000 abusos sexuais realizados por líderes escoteiros e outros líderes da juventude, leis de “orientação sexual” estão sendo passadas em estados que forçam grupos como os Escoteiros e a YMCA [Young Men’s Christian Association, cuja ramificação brasileira é a Associação Cristã de Moços] a aceitar empregados homossexuais;
A Califórnia propôs uma lei para proibir Escoteiros de servirem como juízes, devido ao veto contra homossexuais serem líderes em tal organização;
Grupos estudantis cristãos não são reconhecidos pelas escolas caso excluam estudantes homossexuais, apesar das claras proibições bíblicas contra tal comportamento;
Estudantes do Ensino Médio foram forçados a aceitar colegas de quarto homossexuais, e um estudante que se recusou a morar com um homossexual foi multado e enviado para um treinamento de sensibilidade;
Hotéis foram processados por se recusarem a locar áreas para casamentos homossexuais.

Direitos dos Pais:

Hillary Clinton proferiu um discurso em encontro das Nações Unidas em 2011 dizendo que nossas casas deveriam ser monitoradas pelo governo por qualquer desencorajamento da homossexualidade, e os pais que se danem;
Desde já, na Europa e no Canadá, homeschoolers foram banidos de ensinar contra a homossexualidade dentro de suas próprias casas. Eu posso assegurar a vocês, isso está vindo para a América;
Estados estão passando leis que removem a necessidade de permissão dos pais para programas que promovam a homossexualidade para crianças na escola;
Pais cristãos foram impedidos de aceitar filhos adotivos porque eles possuem visões tradicionais sobre a sexualidade.

Direitos dos Médicos e dos Psicólogos:

Leis estão sendo introduzidas para permitir que governos estaduais cancelem a licença de médicos especialistas em fertilidade por se recusarem a realizar inseminação artificial em lésbicas;
Psicólogos foram demitidos por se recusarem a dar conselhos pró-homossexuais a homossexuais;
Médicos sofreram retrocesso na carreira por questionarem operações de mudança de sexo;
Apesar de milhares de homossexuais terem passado, com sucesso, por terapia para mudança de comportamento, leis foram criadas para banir o direito de psicólogos realizarem esse tipo de terapia;
[Antes de ter um ataque histérico repetindo o chavão da "cura gay" - projeto, aliás, que nunca existiu -, ver "Psicólogos e psicopatas", p. 516 do nosso best seller.]
Apesar dos efeitos nocivos, já documentados, do estilo de vida homossexual, estados estão passando leis que previnem que profissionais da área médica e psicólogos digam algo a uma criança sexualmente confusa, a não ser que afirmem ou defendam o comportamento homossexual;
Organizações que aconselham homossexuais a deixarem o estilo de vida foram sujeitas a ameaças de morte, assédio e danos à propriedade;
Estudantes de universidades públicas, estudando para serem psicólogos, foram excluídos dos programas por possuírem visões tradicionais acerca da homossexualidade;
Sejamos claros: homossexuais compartilham os mesmos direitos constitucionais de todos os outros americanos (e, não, casamento NÃO é um direito constitucional), então por que nós precisamos de leis especiais para eles? É pelo motivo de que tais leis especiais não asseguram direitos que eles já possuem, ao invés disso, são usadas para promover a agenda deles. Essa é a estratégia deles, que eles admitem abertamente em seus manuais estratégicos;

Quando se trata das hipócritas leis do “bullying”, por exemplo, entenda que ofensas e ataques já são ilegais. Homossexuais não estão isentos dentro das leis existentes que protegem a todos. O que essas ditas leis do “bullying” realmente fazem é criar uma quantidade de novos programas em escolas públicas para fazer propaganda das virtudes do comportamento homossexual aos estudantes.
É simplesmente bizarro que nossas escolas gastem milhões em programas antidrogas, mas agora estão dispostas a promover programas que encorajam o estilo de vida homossexual. Isso apesar de pilhas de evidências de que tais comportamentos levam a uma expectativa de vida mais curta e de que aqueles que se envolvem neles de maneira desproporcional sofrem com uma série de escolhas negativas de estilo de vida. Isso foi confirmado por grandes estudos de longo prazo realizados com homossexuais, tanto pela Agência Canadense de Saúde quanto pelo Centro para Controle de Doenças (Center for Disease Control, CDC), mas os resultados desses estudos foram ignorados pela Fox News e por outros conservadores na mídia.
Quem declara ser um defensor da constituição – como fazem muitos conservadores –, mas ignora os massivos ataques contra nossos direitos constitucionais, simplesmente não é um defensor da constituição. A equipe da Fox News parece ter adotado argumentos libertários em muitas dessas questões, mas até os libertários se opõem aos efeitos tirânicos que essas leis têm em nossa cultura.

Pegue o exemplo do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A aceitação de leis do casamento entre pessoas do mesmo sexo liberou o poder do governo de maneiras diversas e chocantes. Pessoas estão recebendo ameaças de morte, sendo perseguidas e até perdendo empregos por falarem abertamente contra a questão. A legalização do casamento homossexual também significa que o estado reconhece o comportamento homossexual como normal. Como resultado, agências de adoção privadas estão sendo forçadas a encaminhar crianças a famílias homossexuais. O mesmo para crianças adotadas e agências de group homes. Escolas, agora, têm de ensinar que o comportamento homossexual é normal, levando centenas de estudantes ao caminho de um estilo de vida insalubre e perigoso. E, é claro, se a homossexualidade é um comportamento normal, então tudo justifica as leis de “crime de ódio”, “bullying” e as chamadas leis “antidiscriminação” que estão sendo assinadas por toda a América, que levam a um amplo ataque contra nossas liberdades constitucionais.

[Aviso que o autor agora será mais duro, falando em ser ou não "normal" a homossexualidade, o que é uma questão bastante problemática, com uma palavra igualmente problemática, que pode aumentar o ódio do leitor, como de fato aconteceu. O que mais importa aqui, contudo, é a lista dos avanços perigosos do movimento político.]

O problema, claro, é que a homossexualidade não é normal. Décadas de pesquisa mostram o oposto. E o anteriormente mencionado CDC e os estudos canadenses de longo prazo com milhares de homossexuais mostram, claramente, firmes diferenças entre homossexuais e heterossexuais em todas as categorias de estilo de vida: suicídios, abuso de drogas, atividade criminal, direção sob o efeito de drogas e álcool, prostituição, crises psicológicas, etc. Claramente, esses são sinais de um estilo de vida anormal e insalubre.
Ah!, sim, eu sei que a Associação Psiquiátrica Americana (American Psychiatric Association, APA) proclamou a homossexualidade como sendo normal, mas essa conclusão não é o resultado de um cuidadoso estudo de longo prazo dos estilos de vida homossexuais. É o resultado da tomada de um comitê, pelo qual se decidiu qual comportamento é “normal” ou não, por parte de um grupo discreto de psiquiatras homossexuais, em 1973. O comportamento homossexual foi removido do rol de comportamentos anormais por uma votação direta, através da qual os psiquiatras homossexuais prevaleceram. Não houve um debate científico ou nada parecido com isso. Não seja bobo. Foi puramente político. Mas tenha em mente que, ao mesmo tempo, a vasta maioria dos membros da APA crê na anormalidade da homossexualidade.

Ainda assim, nossos heróis conservadores da mídia ainda agem como se houvesse algum consenso científico de que a homossexualidade é um comportamento normal, advindo da genética, logo, eles aparentemente acreditam que essas batalhas pelos “direitos gays” envolvem pessoas normais que estão simplesmente tentando proteger os seus direitos dados por Deus.
Até hoje, eu nunca testemunhei qualquer personalidade ou empresa de mídia conservadora que verdadeiramente se aprofundasse na fraude da APA, no grande estudo sobre o estilo de vida homossexual do CDC/Canadense ou mesmo que fizesse uma matéria a respeito da ampla rede de ex-homossexuais na América, que prova, claramente, que a homossexualidade é um comportamento modificável. Como um resultado, parcialmente, da recusa da grande mídia e posteriormente da mídia conservadora em cobrir tais notícias nas últimas quatro décadas, agora nós nos encontramos na extremidade perdedora das batalhas dos “direitos gays” em todos os fronts.

Ainda mais surpreendente é o estudo da Pew Research, sobre como a mídia cobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele mostra que a Fox News divulgou quatro vezes mais notícias favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo do que contrárias. Nem a maioria das pessoas sabe que a Fox News é uma grande patrocinadora da Associação Nacional de Jornalistas Gays e Lésbicas [na sigla em inglês: NLGLA National Lesbian and Gay Journalists Association], sendo que esta mesma organização monitora como a Fox News cobre tópicos gays e está constantemente se comunicando com personalidades da Fox News para ensiná-las a maneira “correta” de reportar sobre tópicos homossexuais. E não: a Fox News, cujo slogan é “Justa e Balanceada”, não doa dinheiro a grupos pró-valores tradicionais.
Megyn Kelly é uma superestrela da Fox News, mas, mais do que as personalidades da emissora, ela realmente bebe o kissuco [no original, Kool-Aid; supus que kissuco era uma opção melhor do que tang] da propaganda homossexual. Ela apoia o casamento homossexual e, muitas vezes, equaciona, no ar, os direitos dos negros aos direitos dos homossexuais, apesar da completa falta de evidência de que a homossexualidade é um traço de nascença, como a raça. Ela também usa as mesmas frases que ativistas homossexuais usam ao descrever a batalha pelos direitos de casamento “igualdade de casamento” , e se referiu aos opositores religiosos à agenda homossexual como “haters” [odientos], frases saídas diretamente do manual da NLGJA.
Fato desconhecido para a maior parte das pessoas, Kelly é profundamente envolvida no movimento homossexual. Ela apareceu em um número de eventos da NLGJA e, creio eu, é influenciada por um certo número de amigos homossexuais. Isso explica o motivo de quase sempre tomar o lado dos homossexuais, e quase nunca se aprofundar nos ataques do movimento homossexual aos nossos direitos constitucionais.
Outra superestrela da Fox News Bill O’Reilly é igualmente mal informado sobre esses assuntos. Inacreditavelmente, O’Reilly se mostrou favorável às chamadas leis “antidiscriminação”, que levaram a muitos dos ataques descritos anteriormente neste artigo. Ele apoia a adoção homossexual, e se referiu aos cristãos que são contrários à agenda homossexual como “carolas” e “fanáticos”.

Bill O’Reilly também não tem problema algum com o casamento homossexual ou com Obama, quando ele unilateralmente, sem legislação do Congresso, emitiu uma medida administrativa que permite pessoas publicamente homossexuais no Exército. Para um homem que se descreve como “tradicionalista” e um “guerreiro cultural”, é difícil levá-lo a sério, já que ele hasteou a bandeira branca em alguns dos maiores assuntos culturais do dia.
Então, temos Shephard Smith, que foi “saído-do-armário” pela comunidade homossexual como um deles. Não é uma surpresa. Smith fez declarações favoráveis sobre o casamento homossexual e se referiu àqueles que foram aos bandos ao Chick-Fil-A (rede de restaurantes americana que foi alvo do movimento gay por patrocinar causas tradicionais) para apoiarem a sua posição tradicional sobre casamento como sendo parte do “Dia Nacional da Intolerância”.
O especialista convidado da Fox News Bernie Goldberg também é pró-homossexual e chama conservadores que se opõem a sua agenda de “intolerantes”. Em seu blog, Goldberg até afirma que Jesus Cristo iria apoiar o casamento homossexual, uma afirmação esquisita, dadas as numerosas afirmações de Jesus e seus discípulos acerca da posição sagrada que Deus designou à família tradicional, homem-mulher. Goldberg também faz afirmações bizarras em seu site dizendo que Jesus disse que algumas pessoas nascem gays, o que obviamente é falso. Na verdade, tanto o Velho quanto o Novo Testamento são muito claros na condenação do comportamento homossexual.

Até mesmo os membros da “seleção” da Fox News, Charles Krauthammer, Stephen Hayes e George Will dão apoio à permissão de que pessoas publicamente homossexuais participem do Exército, parecem ser ignorantes sobre o grande corpo de pesquisa que documenta quanta desordem pode ser criada com o serviço de homens e mulheres abertamente homossexuais ao lado de outros em unidades pequenas, onde a coesão moral e de unidade pode significar a diferença entre vida ou morte. Pesquisas de opinião realizadas entre membros em serviço comprovam isso, mas a Fox News constantemente minimiza ou ignora a opinião daqueles que serão os mais afetados por essa política radical.
De fato, quando eu representava San Diego na legislatura estadual, eu tive acesso aos estudos realizados pelo Exército que demonstram a generalização da má-conduta por membros homossexuais em serviço (e isso antes de homossexuais serem permitidos em serviço!). Eles se envolviam mais em crime, estupro e comportamento incômodo do que os membros heterossexuais em serviço. Esse tipo de estudo interno estava varrido para debaixo da mesa quando ocorreram os debates sobre o assunto no Congresso.

O Exército NÃO é um empregador de oportunidades iguais ou um programa de empregos. É uma força de batalha que deve rejeitar qualquer política pública que solape a unidade daqueles que servem. Já chamou a minha atenção o fato de que homossexuais em serviço agora se sentindo totalmente protegidos pela Casa Branca incorrem em comportamento abertamente homossexual na frente de seus colegas. Como resultado, a coesão da unidade está desabando a olhos vistos, a moral está em frangalhos e o nosso Exército está ficando mais fraco. Infelizmente, nossa mídia, até mesmo nossa mídia conservadora, escolheu não investigar o assunto. Afinal, eles todos eram favoráveis a essa política e agora estão relutantes em mostrar como ela tem sido falha. Obrigado por destruírem nosso Exército.
Eu poderia ir adiante, e adiante, com a Fox News. Chris Wallace crê que aqueles que se opõem aos líderes gays dos Escoteiros deveriam ser comparados a racistas… Dana Perino, Kimberly Guilfoyle, Greg Gutfeld e Eric Bolling: todos eles apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, gays no Exército, e uma boa parte da agenda gay… Ex-repórter da Fox News, Margaret Hoover apoia muito da agenda de direitos gays e faz parte do conselho de duas entidades homossexuais… John Stossel se recusa a aceitar que a homossexualidade é um comportamento cambiável e se opõe aos esforços de aconselhamento psicológico a homossexuais, uma visão estranha para um libertarian amante da liberdade… Elizabeth Hasselbeck chamou a oposição do Papa ao casamento gay de “desumana”. (Pelo amor de Deus, Elizabeth, leia a Bíblia)… Sally Kohn é uma ativista lésbica que apoia de maneira velada os “direitos gays” em suas colunas no site da Fox News… E adiante, e adiante…

Na verdade, é difícil encontrar qualquer “guerreiro cultural” na Fox News que seja realmente um guerreiro cultural, que entenda as ameaças dispostas contra nossas liberdades pela agenda homossexual. Claramente, essas pessoas estão cercadas por pessoas socialmente liberais e simplesmente declamam a linha esquerdista nesses assuntos. A Fox News pode ser uma campeã em tópicos econômicos e de política externa, mas é hora de admitir que eles são ignorantes e até perigosos quando se trata dos principais assuntos sociais de nosso tempo.
E a personalidade mais conservadora da Fox News Sean Hannity aparentemente decidiu evitar esses assuntos, quase nunca os mencionando ou fazendo desses tópicos objeto de qualquer um de seus programas de rádio ou TV. Para uma pessoa que se descreve como Católico conservador, isso é muito desencorajador. Enquanto isso, escolas católicas, agências de adoção e instituições de caridade estão sendo brutalizadas pelo movimento dos “direitos gays”. E nem um pio é dado por Sean.
Alguém tem de se perguntar se o time da Fox News realmente não entende como os “direitos gays” não apenas minam a cultura cristã da América, mas também constituem um ataque direto aos mais importantes direitos dados a nós pelos nossos pais fundadores – tais como liberdade de expressão, religião, imprensa e associação.

Entretanto, isso não é muito diferente com outros conservadores na mídia fora da Fox News. Glenn Beck disse no programa de O’Reilly que o casamento homossexual não é uma “ameaça ao país”, uma declaração bizarra vinda de um alegado conservador em temas sociais. Beck também citou Thomas Jefferson para apoiar a sua posição neutra no casamento entre pessoas do mesmo sexo: “Se nem quebra a minha perna nem bate a minha carteira, qual é a diferença para mim?”
Mas Jefferson não apoiaria o casamento gay ou as táticas de estado policial que o casamento homossexual trouxe à nossa cultura. Apesar de se apresentar como um defensor da Constituição, Beck parece conhecer pouco sobre como os nossos pais fundadores estimavam a unidade familiar tradicional como chave da liberdade e da prosperidade da América. A destruição da unidade da família tradicional significa a destruição de nossa cultura e, em última instância, de nosso país. Será que Beck realmente não entende isso? Será que ele realmente não está ciente das ondas de ataques às nossas liberdades, conforme eu descrevi acima?

Ficou bastante claro, agora, que a agenda homossexual mina as nossas liberdades, nossas famílias e a nossa fé. Está transtornando nossa cultura cristã e agredindo nossos direitos constitucionais em todos os fronts concebíveis. Se você acha que isso não é exatamente o que os homossexuais planejaram conjuntamente, então você não deve ter lido os seus livros e manifestos. Hoje, existe literalmente uma centena de processos em curso em tribunais por toda a América, sendo que a maioria deles é levada adiante por um reduzido número de pequenas ONGs com dificuldades financeiras, tentando, de maneira desesperada, preservar nossas liberdades constitucionais.
Todos esses grupos legais tentam preservar nossos direitos ante esse assalto, e seria bom se nossas personalidades conservadoras na mídia começassem a cobrir essas histórias de uma maneira séria, ao invés de usar frases libertárias prontas para desacreditá-las. Eles também precisam parar com a frívola cobertura do tipo “eu também” sobre essa ou aquela estrela de Hollywood “saindo do armário” e começar a investigar os verdadeiros problemas aqui. É hora de a mídia conservadora acordar, ignorar os talking points providos pela NLGJA e começar a reportar sobre como a agenda dos direitos homossexuais está comprometendo nossos direitos constitucionais.

Nota: Eu gostaria de agradecer a Cliff Kincaid e Peter LaBarbera por desenterrarem muitas das pesquisas que tratam do envolvimento da mídia conservadora com a agenda gay. Muitas dessas informações foram obtidas da pesquisa publicada por eles em American’s Survival (www.usasurvival.org), intitulada “Injusta, desbalanceada e com medo: a crescente tendência pró-homossexual na Fox News e a Associação Nacional de Jornalistas Gays e Lésbicas”.
Steve Baldwin [que não é o ator] é fellow do IAI [Inter-American Institute] em Liderança Política Prática. Ele é ex-representante na Assembleia do Estado da Califórnia e ex-diretor executivo do Conselho pela Política Nacional e dos Jovens Americanos pela Liberdade. Já publicou em numerosos veículos e é autor de From Crayons to Condoms, The Ugly Truth About America’s Public Schools.
Artigo original: “Why Are Media Conservatives Buying The Homosexual Propaganda?“, publicado no site do Inter-American Institute e traduzido por Gabriel Marini sob encomenda e revisão de Felipe Moura Brasil, colunista da VEJA.

(Veja)

Nota Gilberto Theiss: Parabéns ao colunista pela coragem de publicar algo definitivamente coerente e fortemente embasado. Apenas reforçando a ideia do autor original, a cultura de hoje é moldada segundo os ditames da mídia. A mesma mídia que sobrevive por aquilo que mais vende. Hoje, infelizmente o que mais vende é a ponografia, violência e misticismo. Portanto, não é de se admirar que estes sejam os principais ingredientes da indústria televisiva e editorial. A mídia é dominada pelas ideias dos movimentos gays e a indústria da violência e do sexo estão quase no topo do ranque de arrecadação financeira elevando consideravelmente os PIBs dos países. Infelizmente este é o mundico que vivemos e que será cada vez pior. Não é atoa que na parábola do filho pródigo, Jesus apresenta o filho pródigo dentro de um chiqueiro se alimentando da comida dos porcos. Na verdade, o chiqueiro da narrativa representa o mundo atual com tudo o que há nele. 

13 outubro 2014

O pensamento hebraico comparado ao grego

Para entender melhor a Bíblia
Adotar uma perspectiva hebraica das Escrituras ajuda a entender o pensamento dos autores bíblicos?

Na Antiguidade, dentre as várias cosmovisões existentes, duas, em especial, se destacavam. Grécia e Israel tinham modos bem distintos de pensar. É preciso admitir que os gregos deixaram uma herança muito rica para o Ocidente, nas artes, na ciência e na cultura. Sem eles, não seríamos o que somos hoje. No entanto, do ponto de vista religioso, a influência grega trouxe mais problemas do que vantagens. Se hoje temos tanta dificuldade para entender a Bíblia, em grande parte, isso se deve à nossa mente “helenizada” (é preciso lembrar que os autores bíblicos eram, em sua maioria, hebreus e que até o Novo Testamento, escrito em grego, reflete o modo hebraico de pensar). Daí a importância de entender mais a fundo a mentalidade hebraica antiga.

O objetivo deste artigo é relacionar, de modo sucinto, algumas das principais nuances do pensamento hebraico, comparando-as ao pensamento grego, que, via de regra, é também o pensamento ocidental.

Vale lembrar que nem todos os gregos e hebreus pensavam de maneira idêntica. Havia, dentro de cada cultura, diferentes ramificações quanto à religião e à filosofia. As características abaixo representam cada modo pensar de forma geral, sem levar em consideração as diferentes subdivisões.

Concreto x abstrato

No idioma hebraico antigo (língua predominante do Antigo Testamento), ao contrário do grego, as ideias eram muito mais concretas do que abstratas. Até conceitos abstratos, como os sentimentos, costumavam ser associados a algo concreto.

Em hebraico, a palavra “ira” ou “raiva”, por exemplo, é ’af (Êx 4:14), a mesma que é usada para “nariz” ou “narinas” (Jó 40:24). Mas o que tem que ver nariz com raiva? Geralmente, quem fica com muita raiva respira de modo acelerado, e as narinas se dilatam. Talvez esse seja o motivo concreto por trás da relação entre as duas palavras.

Outro exemplo desse concretismo hebraico é a palavra “fé”, ’emunah (Hc 2:4), que em vez de significar apenas crença ou aceitação mental – como no grego –, expressa também qualidades como firmeza, fidelidade e estabilidade. Ter fé, na visão hebraica, é se firmar em Deus, como uma estaca fincada no chão (ver Is 22:23, onde “firme” vem do verbo’aman, a mesma raiz de ’emunah). Portanto, crer, do ponto de vista bíblico-hebraico, inclui também a ideia de se apegar a Deus e ser fiel.

Dinamismo x ócio

Na Grécia antiga, dava-se mais valor à falta de ocupação do que ao trabalho, principalmente entre os atenienses. Não ter que trabalhar e se dedicar apenas à contemplação e ao mundo das ideias era considerada a mais nobre das “atividades”. Já os hebreus eram um povo extremamente dinâmico e seu idioma refletia isso.

No português, como em outras línguas, o sujeito vem em primeiro lugar na frase, e o verbo, geralmente, é colocado logo em seguida. Exemplo: “Antônio obedeceu a seu pai.” Em hebraico, a ordem das palavras ficaria assim: “Obedeceu Antônio a seu pai.” Isso mostra o valor das ações para os hebreus.

Até substantivos que, para nós, não implicam necessariamente uma ação, para eles envolviam algum movimento. A palavra “presente” (ou “bênção”), berakah em hebraico (Gn 33:11), por exemplo, vem da raiz brk (“ajoelhar”), e significa “aquilo que se dá com o joelho dobrado”, fazendo referência ao costume de inclinar o corpo ao presentear alguém. A palavra “joelho”, berek (Is 45:23), por sua vez, significa, literalmente, “a parte do corpo que se dobra”.

O conceito hebraico de comunhão – “andar com Deus” (Gn 6:9; Mq 6:8) – também envolve movimento e significa manter um relacionamento constante com Ele. E a palavra “júbilo”,rwa‘ ou ranan (Sl 100:1; 149:5), significa “dar um grito retumbante de alegria”.

Para os hebreus, havia uma íntima relação entre aquilo que se fala e o que se faz. Entendia-se que a palavra de um homem deve corresponder às suas ações. Aliás, “palavra”, em hebraico, significa também “coisa” ou “ação”, dabar. Logo, dizer algo e não agir de acordo implicava mentira, falsidade.

Essência x aparência

Os gregos descreviam os objetos em relação à sua aparência. Os hebreus, ao contrário, consideravam mais a essência e função das coisas. Exemplo: Se nos mostrassem um lápis e nos pedissem para descrevê-lo, como seria nossa descrição? Provavelmente, diríamos: “O lápis é azul”, ou “é amarelo”; “tem ponta fina”, ou não; “é cilíndrico”, ou “é retangular”; “é curto”, ou “é comprido”; etc. Note que em todas essas características a ênfase está na aparência.

Um hebreu descreveria o mesmo lápis de forma bem mais simples e objetiva: “É feito de madeira, e eu escrevo palavras com isto.” Na cosmovisão hebraica, a essência das coisas e sua função eram mais importantes que a forma ou a aparência.

Por isso, os elogios de Salomão à sua amada no livro de Cantares parecem tão estranhos para nós, ocidentais. Dizer a uma mulher: “O teu ventre é [um] monte de trigo” (Ct 7:2) pode não soar bem hoje em dia. Mas, na cultura da época, a imagem do trigo trazia a ideia de fertilidade e fartura (função e essência), e ter muitos filhos era o sonho de toda mulher.

Outro exemplo é a descrição feita sobre a arca de Noé e o tabernáculo do Antigo Testamento (Gn 6:14-16; Êx 25-28). Qualquer um que lê o que a Bíblia diz a respeito dessas construções nota que há muito mais detalhes sobre a estrutura e os materiais empregados na confecção do que em relação à sua aparência.

Além de funcional e essencial, o estilo de descrição dos hebreus era também pessoal – o objeto era descrito de acordo com a relação dele com a pessoa. Ao descrever um dia ensolarado, em vez de dizer: “O dia está lindo”, um hebreu diria: “O sol aquece meu rosto!” Daí a descrição de Davi: “O Senhor é o meu pastor” (Sl 23:1).

Teoria x prática

Na cosmovisão grega, “saber” era mais importante do que “ser”. Para os gregos, sabedoria era o resultado sobretudo do estudo, da contemplação e do raciocínio. O conhecimento era essencialmente teórico, limitado ao mundo das ideias, e o mais importante era conhecer a si mesmo.

Para os hebreus, no entanto, o conhecimento era essencialmente prático. Conhecer era, principalmente, experimentar, se envolver com o objeto de estudo. O conhecimento de Deus era o mais importante, e a verdadeira sabedoria estava em saber ouvir, especialmente a Ele – “Ouve, ó Israel [...]” (Dt 6:4). Na mentalidade hebraica, “temer a Deus” é o primeiro passo para ser sábio (Sl 111:10; Pv 1:7).

Tempo x espaço

Quando queremos incentivar alguém a prosseguir, dizemos: “Bola pra frente!”, e quando queremos dizer que algo ficou no passado, falamos: “Ficou para trás.” Mas quem nos ensinou que o futuro está à nossa frente e o passado atrás? Possivelmente, os gregos. Eles tinham uma visão espacial do tempo, e nós herdamos isso.

Os hebreus (que valorizavam mais o tempo do que o espaço) enxergavam passado e futuro de modo diferente. Para eles, mais importante do que localizar o tempo de forma espacial era defini-lo em ações completas e incompletas (aliás, “completo” e “incompleto” são os nomes que se dá aos tempos verbais do hebraico).

Na mentalidade hebraica antiga, o passado (tempo completo) estava à frente (as palavrastemol e qedem, “ontem” ou “antigamente”, significam também “em frente”), e o futuro (tempo incompleto) estava atrás – mahar, “amanhã” ou “no futuro”, vem da raiz ’ahar, que significa, entre outras coisas, “ficar atrás”, ou “para trás”. (Veja Êx 5:14; Jó 29:2; Êx 13:14 e Dt 6:20.)

E por que eles entendiam o tempo assim? O pensamento hebraico era simples e direto. O passado já foi completado, por isso podemos olhar para ele como se estivesse diante dos nossos olhos. O futuro, porém, ainda está indefinido, incompleto, por isso, ainda é desconhecido e é como se estivéssemos de costas para ele.

História cíclica x linear

Os gregos viam o curso da história como uma espécie de roda gigante. Para eles, a história se repetia eternamente, num eterno vai e vem sem destino.

Para os hebreus, no entanto, a história era linear e climática. Deus foi quem a iniciou (Gn 1:1), e é Ele quem faz com que ela prossiga para um fim, um clímax, o chamado “Dia do Senhor” (yom Yahweh; Sf 1:7, 14; Jl 2:1; 2Pe 3:10). Mas essa descontinuidade da história será apenas o começo da eternidade (‘olam; Dn 12:2).

Deus x “eu”

Na cosmovisão grega, o “eu” (ego) era o centro de tudo. Diz a lenda que à entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, havia a frase “Conhece-te a ti mesmo”. Na cultura hebraica, por outro lado, Deus era o centro de todas as coisas. Os hebreus não dividiam a vida, como nós fazemos, em sagrada e secular. Para eles, essas duas áreas eram uma coisa só, sob o domínio de Deus.

Até mesmo as tarefas do dia a dia eram consideradas, de certa forma, sagradas. A palavra hebraica ‘abad – “servir” ou “adorar” (Sl 100:2) – pode ser também traduzida como “trabalhar”. Na lavoura, na escola ou no templo, a vida era vista como um constante ato de adoração (1Co 10:31; Cl 3:2; 1Ts 5:17). Para eles, a adoração era mais do que um evento, era um estilo de vida.

Pensamento corporativo x individualismo
           
Os gregos consideravam a individualidade um valor supremo e praticamente inegociável. Os hebreus, por sua vez, tinham uma “personalidade corporativa” e enfatizavam a vida em comunidade. Na cosmovisão hebraica, havia uma ligação inseparável entre o indivíduo e o grupo. A vitória de um era a vitória de todos, e o fracasso de um representava o de todos. Por isso, para os cristãos, se, por um lado, a falha de Adão lá no Éden representou nossa queda, por outro lado, a morte de Cristo na cruz dá a todos a oportunidade de salvação (1Co 15:22; Jo 3:16). 

Amor: decisão x emoção

No mundo grego, o amor, em suas várias formas, se resumia muitas vezes a um mero sentimento. Na visão hebraica, porém, amor é mais que isso: é uma escolha (em Ml 1:2, 3 e Rm 9:13, “amar” e “odiar” são sinônimos de “escolher” e “rejeitar”). É algo prático, traduzido em ações – a Deus e ao próximo (Mt 22:35-40).

Paz: presença x ausência

No pensamento ocidental, paz depende das circunstâncias. É a ausência de guerras, problemas e perturbações. Mas para os hebreus, paz não implicava, necessariamente, ausência, e sim presença. Só a presença de Deus pode trazer bem-estar, segurança e felicidade – que são ideias contidas na palavra shalom (Jz 6:24).

Integral x dualista

Os gregos tinham uma visão dualista da realidade. Com base nos ensinamentos de Platão, acreditavam que havia dois mundos: o das ideias (ou do espírito) e o mundo real. De acordo com essa visão, o ser humano era formado por duas partes: espírito (ou alma) e corpo. Para eles, o corpo e as coisas materiais eram ruins, e apenas o “espírito” e as coisas do “além” podiam ser considerados bons. Assim, a morte, na verdade, seria a libertação da alma, que, enquanto estivesse no corpo, estaria presa ao mundo material.

Já os hebreus tinham uma visão integral da vida. Para eles, o ser humano era completo, indivisível. Na mentalidade hebraica, alma se refere ao indivíduo como um todo (corpo, mente e emoções). De acordo com Gênesis 2:7, nós não temos uma alma, nós somos uma alma, ou seja, seres vivos (nefesh hayyah, em hebraico). Ao contrário dos gregos, que criam na imortalidade do espírito, os hebreus acreditavam na mortalidade da alma e na ressurreição (Ez 18:4; Dn 12:1, 2).

Espiritualidade x misticismo

Para os gregos, espiritualidade era algo místico. Ser espiritual significava desprezar totalmente a matéria e se conectar ao “outro mundo”. Esse desprezo das coisas materiais variava entre dois extremos. Alguns, por exemplo, renunciavam completamente os prazeres físicos, tais como a alimentação e o sexo, a ponto de mutilar seus órgãos genitais. Outros, por outro lado, se entregavam a todo tipo de sensualidade e orgia. Ambos os comportamentos tinham como base a ideia de que o corpo é mau, e que, no fim das contas, o que importa mesmo é a “alma”.

Mas para a cosmovisão hebraica, o corpo foi criado por Deus, e por isso é sagrado. A Bíblia diz que “do Senhor é a Terra” (Sl 24:1). E enquanto criava o mundo, Deus viu que este “era bom” (Gn 1:10, 12, 18, 21) – e não mau, como acreditavam os gregos. Deus fez o mundo (as coisas materiais), e deu ao ser humano a responsabilidade de cuidar dele.

Para os hebreus, portanto, espiritualidade tinha que ver, sim, com esta vida. Na cosmovisão bíblica, não é preciso se isolar em um monastério, recorrer à meditação transcendental ou entrar num estado de transe para atingir “o mundo superior”. É possível ser “santo” e desenvolver a espiritualidade no dia a dia, nas situações comuns da vida e no trato diário com as pessoas (Lv 20:7; 1Pe 1:16).

Conclusão

Embora devamos muito aos gregos como herdeiros de sua cultura, é fundamental que adotemos uma perspectiva hebraica ao estudar as Escrituras, a fim de que nossa hermenêutica se aproxime ao máximo do modo de pensar dos autores bíblicos, bem como do sentido original do texto.  

(Eduardo Rueda é bacharel em Teologia e editor associado na Casa Publicadora Brasileira) via (Criacionismo)

Fontes: Thorleif Boman, Hebrew thought compared with greek (Norton, 1970); Marvin R. Wilson, Our Father Abraham (Eerdmans, 1989); _________, “Hebrew thought in the life of the church”, The living and active word of God (Eisenbrauns, 1983); Jacques Doukhan, Hebrew for Theologians (University Press, 1993); Ferdinand O. Regalado, Hebrew thought: its implications for adventist education (Universidade Adventista das Filipinas, 2000); Daniel Lopez, doutorando em linguística pela UFF-RJ e professor de Filosofia da Educação na UFRJ; Rodrigo P. Silva, graduado em filosofia, arqueólogo e doutor em Teologia; site

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