05 novembro 2014

Grupo de cientistas questiona a veracidade da evolução darwiniana

Dr. Marcos Eberlin e o papa da TDI, o bioquímico americano Michael Behe
Cientistas afirmam que a vida é resultado da ação de um projeto intencional. O assunto será discutido este mês no 1º Congresso Brasileiro de Design Inteligente
A veracidade da evolução darwiniana, considerada incontestável pela ciência durante quase 150 anos, está sendo questionada por um grupo de cientistas, que acreditam que aquilo que trouxe a vida até aqui não foi a ação exclusiva das forças dos processos naturais não guiados, e sim resultado da ação de um projeto intencional. É o que sustentam os cientistas adeptos da Teoria do Design Inteligente (TDI), segundo a qual fomos planejados por uma ação inteligente. A ideia é que há eventos do universo e aspectos da vida que nem em milhões de anos seriam viabilizados a partir da evolução, como prega a teoria darwiniana. Isso significa, entre outras coisas, que o nosso tão cantado parentesco com os chimpanzés nunca existiu (por falta de tempo e de evidências).

Marcos Eberlin, doutor em química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutor pelo Laboratório Aston de Espectrometria de Massas da Universidade Americana de Purdue (EUA), explica que os chimpanzés têm 24 pares de cromossomos e nós, apenas 23 e que os DNAs das duas espécies são 33% diferentes e as proteínas, 80%. “A fusão cromossômica que se imaginou um dia reduzir nossos cromossomos de 24 para 23 nunca ocorreu. O cromossomo é a coisa mais preservada do mundo, ninguém mexe em software. Nosso cromossomo Y é totalmente diferente do cromossomo Y dos chimpanzés, e somos tão parecidos com eles em cromossomo Y como o somos com as galinhas”, afirma o químico. O assunto será discutido durante o 1º Congresso Brasileiro de Design Inteligente, que reunirá a comunidade científica e interessados para debater a teoria, que propõe uma reinterpretação dos dados científicos sobre os eventos que deram origem à vida e ao universo. O evento ocorrerá de 14 a 16 deste mês, no resort The Royal Palm Plaza, em Campinas (São Paulo). 
“Hoje, a academia científica vive uma situação muito estranha. Desde o iluminismo que Darwin, ao investigar o universo e sua origem, propôs a sua Teoria da Evolução. Mas o que a gente tem até aqui é o efeito. Agora queremos saber quem é o autor”, diz Eberlin. Segundo ele, desde os primórdios da humanidade, sabe-se que são duas as possilidades para a origem da vida e do universo: os processos naturais não guiados ou uma ação inteligente, uma mente, um ser consciente, consistente e coerente que pode ter sua obra identificada pela ciência, embora não se saiba quem ele seja. Na avaliação do cientista, o que ocorre há 150 anos é que a ciência mundial eliminou “pré-conceituosamente” a ação sobrenatural como uma da causas proáveis para a origem da vida. 

Cunho científico
Kelson Motta T. Oliveira, doutor em fisioquímica pela Universidade de São Paulo (USP), professor de fisioquímica da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e coordenador do Grupo de Pesquisa em Química Teórica e Computacional da mesma universidade, defende que a TDI é uma abordagem de cunho científico, e não religioso, ainda que sua premissa básica seja a de que o funcionamento das coisas tal qual as vemos hoje não é fruto de colisões ao acaso e de uma evolução não racional, mas de um planejamento inteligente. Entre os membros dessa comunidade científica, existem representantes de ateus, agnósticos, católicos, batistas e de muitas outras religiões, mas isso, segundo Kelson, é irrelevante para a fundamentação teórica da TDI.

“É possível encontrar marcas desse planejamento em todos os projetos da natureza”, afirma. Por trás dessa ideia, estaria o fato de que, pela complexidade, os sistemas biológicos não podem ser reduzidos a valores inferiores, como prega a teoria darwiniana. “Se você olhar para trás e pensar na evolução, estará dizendo que os sistemas biológicos mais evoluídos e atuais são fruto de sistemas menos evoluídos. O problema é que não importa o sistema biológico, você não consegue demonstrar um sistema de complexidade mais reduzido que tonou-se mais evoluído. Só é possível encontrar sistemas biológicos irredutíveis em termos de complexidade”, esclarece Oliveira. 
O professor afirma, ainda, que a premissa darwiniana aceita que sequências de DNA e RNA foram formadas ao acaso, ao longo do tempo. Não há qualquer preocupação em comprovar tais afirmações com cálculos de variação de energia e estabilidade, os quais são relativamente fáceis de executar. Em seus cálculos, a possibilidade de duplicação ao acaso de duas cadeias idênticas de proteína, contendo cada uma 100 aminoácidos, é de 10 elevado a -130 de o evento ocorrer. Isso quer dizer que são chances desprezíveis. Para que tal fenômeno pudesse ocorrer, seriam necessárias 10.112 tentativas de duplicação a cada segundo, desde que o universo foi criado. “Somente uma fé insana e absurda explicaria esse disparate”, afirma o professor.

Por trás do código genético
“Um século e meio depois que foi criado esse paradigma da ciência, a gente percebe que ele não está sendo capaz de responder às questões sobre a origem da vida. A experiência fala contra os processos naturais não guiados. Isso está cada vez mais evidente”, concorda o cientista Marcos Eberlin. Segundo ele, descobertas feitas durante o projeto Genoma Humano – uma iniciativa internacional iniciada em 1990, com o objetivo de identificar e fazer o mapeamento dos genes existentes no DNA das células do corpo humano, determinar as sequências das 3 bilhões de bases químicas que compõem o DNA humano e armazenar essas informações em bancos de dados acessíveis – revelaram que existe uma inteligência “absurda” por trás do código genético.

“São, pelo menos, oito códigos embutidos dentro de um mesmo código. É como se os arquivos estivessem zipados ou mesmo encriptados, com informações interligadas em vários níveis de codificação”, explica o cientista. Segundo ele, aquilo que a evolução um dia acreditou ser “lixo” do DNA agora é considerado metainformação, ou seja, é a informação que rege a informação. “Isso quer dizer que nada menos do que 97% do DNA, que se acreditava ser resíduo deixado pela evolução, se sabe hoje que são instruções de como usar os outros 3%”, comenta.

Combinações
Marcos Eberlin explica que o código genético do DNA está disposto em quatro bases, alinhadas de três em três, o que resulta em 64 códons ou combinações. “Ocorre que temos apenas 20 aminoácidos. Acreditava-se que isso era um exagero da evolução de um processo natural não guiado, mas, hoje, já se sabe que é uma estratégia de inteligência extrema”, observa o químico. Quem fez isso, segundo relata um artigo científico recente, criou códigos diferentes para conectar na proteína, sendo formado o mesmo aminoácido, mas com velocidades diferentes, sabendo de antemão que, para cada tipo de proteína, seria necessário um tempo diferente de ligação, com o objetivo de oferecer o tempo certo para que a proteína se enovele corretamente. Um ajuste extremamente elegante e fino de velocidade de fabricação.

O que a TDI pretende é que as duas causas prováveis da origem do universo e da vida – a ação de processos naturais não guiados ou o planejamento inteligente – sejam recolocadas em pauta na mesa das discussões científicas sobre as origens do cosmos e da vida. “Para todas as outras questões, a ciência trabalha sempre com essas duas causas prováveis. Mas quando se trata da origem da vida, a ciência naturalista tem simplesmente fechado seus olhos para a segunda probabilidade”, alerta Eberlin. (ZF)

Enquanto isso...
... Princípio supremo

No início da semana passada, o papa Francisco afirmou que a Teoria da Evolução e o bigue-bangue são reais, criticando a interpretação das pessoas que leem o Gênesis, achando que Deus “tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas”. Para ele, a criação do mundo “não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo, que cria por amor” e o bigue-bangue não contradiz a intervenção criadora, mas a exige. A declaração, feita pelo pontífice na inauguração de um busto de bronze em homenagem ao papa emérito Bento XVI, repercutiu positivamente na comunidade científica.


Via (Em.com.br)

03 novembro 2014

É possível ser feliz mesmo vivendo em meio a tribulação?


Olá amigos. Ser feliz é uma das maiores dádivas que nosso Papai do Céu nos oferece. Deus é amor e por ser amor Ele deseja que sempre estejamos sorrindo e fazendo coisas que proporcione alegrias e satisfações constantes. Infelizmente o mundo, por causa do pecado, tende a nos roubar isso. Mas a graça do perdão, o ato de amor de Cristo e a esperança de uma vida sem dor, é que pode nos dar uma alegria tremenda mesmo em um mundo de tanta maldade. É por isso que eu consigo permanecer em pé. É por isso que consigo ainda ter muitos momentos como esse. É por isso que consigo extravasar minha satisfação de sorrir e de me divertir. É por isso, é somente por isso que consigo ser forte e perseverante. Eu sou feliz mesmo em meio a tribulação porque eu sei que vou para o céu, e ir para o céu é a aventura mais extraordinária que pode existir na vida. Como sempre digo, eu não perco o céu por nada dessa vida. Não quero o pecado, não quero ser um rebelde, não quero os prazeres da vida, não quero a satisfação que o mundo oferece. Não quero satisfazer os desejos errados do meu coração. Tudo o que eu quero é ser levado para o céu quando o meu Jesus voltar. E pode ter certeza, EU VOU ESTAR LÁ. Você gostaria de ir comigo? Então, definitivamente, pare de sonhar com as coisas dessa terra, mesmo que você tenha que sacrificar muita coisa aparentemente importante. Faça da sua vida um troféu de vitória nas mãos do nosso maravilhoso Jesus. Eu sou feliz sim, porque minhas esperanças e sonhos não estão nessa vida, mas na vida porvir. Eu sou feliz sim porque eu ancorei o meu coração nos mares da eternidade. Eu sou feliz sim porque aprendi que a minha vida é preciosa demais para ser gasta com o que é puramente passageiro e terreno. Eu sou feliz sim porque Jesus é tudo para mim. Portanto, Lembre-se, se nada nessa vida der certo, e você for para o céu, então, na verdade, tudo deu certo.

Pr. Gilberto Theiss

27 outubro 2014

Vale Tudo pelo Dinheiro: Sexo e drogas movimentam US$16,7 bi na economia do Reino Unido, revela estudo


Eles já sabem que o rock'n'roll vale a pena, por isso agora os encarregados das estatísticas da Grã-Bretanha estão começando a analisar o sexo e as drogas em uma tentativa de dar uma visão mais ampla do tamanho da economia. O resultado da pesquisa estatística é que as vendas de drogas ilícitas e de serviços sexuais adicionam cerca de 10 bilhões de libras (16,7 bilhões dólares) para a atividade econômica da Grã-Bretanha a cada ano, representando pouco menos de 1 por cento da produção total da economia.

O instituto nacional de estatísticas britânico, o Office for National Statistics (ONS), divulgou os números nesta quinta-feira com um relatório detalhado de seus métodos, em preparação para adequar as contas públicas da Grã-Bretanha ao modelo da União Europeia, em setembro.
Encontrar estimativas precisas do consumo dos britânicos de drogas e prostituição provou ser a parte mais complicada do trabalho.

"As estimativas são baseadas em dados de qualidade variável, com as estimativas da atividade ilegal relacionada às drogas marcadamente mais fortes do que as da prostituição, mas ambas definitivamente mais fracas do que as estimativas de atividade legais", disse o ONS.
A prostituição é legal na Grã-Bretanha, mas bordéis, cafetões e publicidade não são, o que dificulta a avaliação do número de prostitutas.

O ONS disse acreditar na existência de ao menos 58 mil prostitutas na Grã-Bretanha em 2004 - com base em estimativas de uma instituição beneficente sobre o número de prostitutas em Londres - e que os números, desde então, tinham aumentado em linha com a demanda, com base no aumento do número de britânicos homens com idade superior a 16 anos.

Para outras cifras, o ONS se apoiou em pesquisas holandesas sobre o número de clientes de uma prostituta por semana, bem como o quanto ela ou ele gastam com roupas para o trabalho e preservativos: 125 euros (170 dólares) por ano e 50 centavos por cliente, respectivamente. 


Nota Gilberto Theiss: O ser humano se transformou em marca publicitária e em objeto capitalista. Antigamente havia por todos os lados centros de prostituição, no entanto, devido a liberação sexual que adentrou no mundo após a década de 60 e que se expandiu  com força em nossos dias, essas casas quase que desapareceram. Na verdade, a previsão é que esses  centros de prostituição entrem em extinção. O motivo que justifica a possível extinção das casas de prostituição é que o mundo de hoje se tornou em um verdadeiro ninho de adultério e prostituição.

Certo dia, conversando com um rapaz que não tinha compromisso com nenhuma religião, afirmou o seguinte: “Para que arrumar casamento se posso ser livre e ao mesmo tempo desfrutar do sexo quantas vezes desejar e com quem desejar?” Foi contundente em afirmar que ele tinha relação com cerca de 3 mulheres diferentes em todos os fins de semana e de várias idades.

Esta realidade demonstra dois fatos: primeiro, o planeta tornou-se uma verdadeira casa noturna; segundo, um número expressivo de pessoas, não sei dizer exatamente a porcentagem, por viverem na libertinagem sexual, acabam exercendo o papel de PROSTITUTOS E PROSTITUTAS funcionais.

A pergunta que surge é: pra que alguém iria até um prostíbulo pagar para ter uma noite de prazer se, pelo mundo a fora, é possível conseguir sexo de graça e com facilidade? Que situação chegou o planeta. Que situação chegou os seres humanos que se dizem racionais! Quanta insanidade e rebaixamento moral! Alguns, ainda conseguem ter a coragem de afirmar que evoluímos. Esta realidade justifica os índices de doenças mentais e o aumento considerável de suicídio.

Também justifica a realidade de tantas famílias se encontrarem em estado decadente com traços de dor, tristeza e sofrimento, além de crianças serem assassinadas através de abortos. Quantas famílias separadas e quantos filhos que vivem transtornados e desequilibrados psicologicamente por conviverem numa família destruída e com pais separados? Tudo isso com o objetivo, ou quase tudo, me desculpe a expressão, de manter a estupidez e a patifaria humana. No entanto, há esperança para aqueles que acreditam em Deus e em Sua palavra. Estes, os que têm esperança e vivem por ela, aguardam novo Céu e nova Terra onde habitará a justiça, o amor, o respeito, a pureza e a verdadeira felicidade.

Um detalhe, a violência também tornou-se um mercado ideológico.  Já parou para analisar quais seriam os motivos de haver leis que protegem bandidos (violência), além de pouco investimento em segurança pública e exagerado investimento no incentivo da violência através de filmes, novelas, programas infantis e vídeos games? Não parece haver uma agenda mercadológica por trás disso? Não se iluda meu caro, o dinheiro é tudo para o sistema e disso eles não abrem mão. A política do medo, do desespero e do sentimento de insegurança gera bilhões para os cofres dos poderosos que dominam o planeta. Para esta situação, eu tenho apenas duas coisas a declarar: “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.” (II Tm 3:13) e, “Porquanto [Deus] tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.” (At 17:31). Amém, que assim seja...

23 outubro 2014

Existência de Deus, fé e razão. Entrevista com o Pr. Gilberto Theiss

170 anos de história do adventismo

Pioneiro do adventismo
Mudanças radicais ocorreram no final do século dezoito e início do século dezenove. Muitas mudanças de cunho político, social e religioso deram uma nova abertura ao período que abrangeu o início do século dezenove. Mudanças tais que proporciaram a alavancada do movimento adventista sabatista. A revolução americana, francesa e a intensificação do período de liberdade e democracia contribuíram para que o movimento tivesse liberdade de florescer livremente, o que não ocorreria caso o movimento tivesse surgido no período medieval e moderno com as inquisições, cruzadas e intolerâncias religiosas.

O milerismo começou com um homem chamado Guilherme Miller, fazendeiro não muito comum, era o mais velho entre 15 irmãos. Por sua curiosidade e sede pelo conhecimento desenvolveu um conhecimento básico da Bíblia e através de muita leitura, desenvolveu também um bom conhecimento da história secular. Em sua jornada de estudos da Bíblia, ao perceber que os comentaristas bíblicos se diferiam largamente entre si, decidiu usar somente a “Bíblia e uma Concordância de Cruden”, e permitir que a Bíblia sozinha fosse sua própria intérprete. Guilherme Miller estudou verso por verso da Escritura partindo de Gênesis e terminando em Apocalipse, com o objetivo de, cuidadosamente, fundamentar satisfatóriamente suas interpretações. Seu parcial conhecimento de história o ajudou a compreender melhor as profecias de Daniel, podendo contribuir com muitas das interpretações que apontavam para os últimos eventos e para a segunda vinda de Cristo. 

As primeiras mensagens que Miller pregou incluíam os sinais da segunda vinda, o dia escuro de 19 de maio de 1780, o miraculoso sinal da queda das estrelas em 13 de novembro de 1833 e posteriormente a profecia das 2300 tardes e manhãs. Daniel 8:14 foi o principal ponto da esperança escatológica de Miller e de seus ouvintes mais próximos. Com base neste verso, os mileritas trataram extensivamente do santuário, das 2300 tardes e manhãs e da purificação do santuário. Os estudos e as interpretações feitas por Miller levou-o à conclusão de que a palavra “santuário”, em Daniel 8:14, seria uma referência da igreja cristã qualificada como igreja do Deus vivo ou povo de Deus em todo o mundo, além de o verdadeiro santuário que Deus havia construído através de Cristo. 

Embora Miller sustentasse até o fim de sua carreira que o santuário representava a igreja, aos poucos desenvolveu conceitos paralelos de que o santuário poderia também referir-se à Terra. Para Miller, baseado na teoria dia/ano de Ezequiel 4:6-7 e Números 14:34, os 2300 dias eram simbólicos por natureza e deveriam ser compreendidos como 2300 anos literais. Ele alegava que, ao considerar cada dia como um ano, estaria se harmonizando com os principais comentaristas protestantes, e na predisposição de que o período das “setenta semanas” de Daniel 9:24-27, que já haviam sido cumpridas como 490 anos, era apenas a primeira parte dos 2300 anos, e se a primeira parte estabeleceu seu cumprimento, a segunda e última parte que estenderia até 1843 também estabeleceria cumprimento.

Miller e seus seguidores entendiam que os 2300 dias se inciaria em 457 a.C. e findaria em 1843 d.C. Ele havia se convencido de que, a publicação do decreto de Artaxerxes para a reconstrução dos muros de Jerusalém, em 457 a.C., era a data adequada para o início do período profético. É válido lembrar que, ele se baseou dos melhores cronologistas e historiadores que pôde consultar. Os cálculos sobre as profecias do tempo não eram exclusivos de Miller, uma vez que, muitos outros estudiosos na primeira metade do século XIX também faziam uso. Como visto, Miller acreditava que a purificação do santuário consistia da purificação da terra e da igreja, que ocorreria imediatamente na segunda vinda de Cristo, no final dos 2300 anos, mais precisamente entre 1843 e 1844. 

Alberto Timm, diretor associado do White State, esclarece que, para Miller “a Terra seria “purificada pelo fogo” (2Pd. 3.7-12), e que a purificação envolvia a destruição dos ímpios da Terra, a purificação do planeta da “maldição do pecado”, e a preparação do mundo “para a recepção do estado da Nova Jerusalém”. A igreja de Deus, “seria purificada pela sua total redenção do pecado, sendo apresentada sem mácula ou ruga, e seria vestida de linho fino, puro e branco (ICo 1.7-8; Ef 5.16; Fp 3.20-21; IJo 3.2; Ap 19.8)” (TIMM, 2000). Os cálculos iniciais deste grande pregador o haviam conduzido “ao ano de 1843, aproximadamente”. No início de 1843 ele publicou  no New York tribune uma carta a Jousé V. 

Himes, tornando claro o que ele queria dizer pela expressão. Miller compreendia que o ano bíblico de 457 a.C. começara na primavera, ou mais especificamente, em 21 de março de 457 e que, portanto, o ano 2300 terminaria na primavera de 1843/1844. Desta forma, a purificação da Terra seria ou começaria em 1844. Miller anunciou no Tribune que o tempo não estaria além de alguma ocasião entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. Mais tarde, perceberam que, a profecia dos 2300 anos não podia terminar senão até o outono de 1844. Ao estudarem o santuário mais detidamente concluíram que a purificação ocorreria no décimo dia do sétimo mês (ano judeu) em 22 de outubro de 1844. Entrando no ano que ficou conhecido como o ano do fim do mundo, Miller pregaria com mais fervor as boas novas da salvação e da segunda vinda de Cristo fazendo grandes apelos aos povos para se entregarem a Cristo. Suas mensagens consistiam em arrependimento, busca do perdão e obediência à Sua palavra. 

Miller pregou a mensagem da vinda de Cristo para a data de 1844 por quase todo o mundo. Este foi sem dúvida um dos maiores desapontamentos já presenciado pelo mundo cristão. Os que aguardavam com anseio pela segunda vinda de Cristo, ficaram totalmente perplexos, angustiados e desapontados. Eles haviam firmado todas as suas esperanças neste grandioso e mais esperado acontecimento. Tal desapontamento não foi tão agudo como deveria sê-lo no dia que se seguiu 22 de outubro até a chegada de novas revelações por parte de Deus. Devido ao desapontamento, muitos abandonaram a esperança, e embora muitos tenham abandonado definitivamente a fé, com o tempo, alguns retornaram buscando suas igrejas de origem enquanto que outros buscaram alguma nova igreja.


Dentre os que mantiveram a esperança e a fé, houve entre eles, muitas subdivisões. Poderíamos citar entre eles, dois grupos principais que surgiram como resultado do desapontamento, sendo o movimento da porta fechada, que acreditava que a data de 1844 estava correta, porém o evento da volta de Cristo   estava errado. Deste grupo é que surgiu o movimento adventista sabatista que mais tarde seria conhecido como Adventistas do Sétimo Dia. Os adventistas sabatistas, com base em Daniel 7:9-14, acreditavam que a data e os cálculos de Miller estavam corretos, porém o evento estava errado. Chegaram a esta conclusão porque perceberam em Daniel 7 que Cristo havia se dirigido ao ancião de Dias e não à Terra. Passaram a entender que Jesus havia passado do lugar santo para o santíssimo no santuário celestial (Hb 8:1,2; Ap 11:19). Naquele mesmo período surgiria também o movimento denominado porta aberta. Este movimento acreditava que a data estava errada. Deste mesmo grupo se ramificariam os movimentos adventistas da mortalidade da alma e os evangélicos adventistas.

Após o desapontamento, grande confusão foi o que marcou o movimento adventista milerita. A solidez que criaram ante aos cálculos matemáticos da volta de Cristo lhes trouxe grande choque e desalinho. Devido à forte decepção, muitos abandonaram a fé e imergiram no ceticismo, enquanto que outros retornaram as suas igrejas maternas. Preponderante para o processo de reestruturação das profecias concernentes à volta de Cristo, e da resolução das primeiras crenças fundamentais foi a participação dos primeiros líderes em intensas reuniões e grupos de exame da Bíblia. Reuniram-se em lugares diferentes (Portland/ME, Washington/NH, Port Gibson/NY), com pensamentos doutrinários desconjunto que mais tarde, após alcançarem a uniformidade, começaram a integrar as devidas crenças em um sistema harmônico. Entre os primeiros pioneiros, podemos destacar de forma bem significativa, José Bates, Tiago White e Ellen G. White. 

Destes três, provavelmente José Bates tenha sido o mais importante e influente para aquele contexto, uma vez que era o mais velho, experiente e mais versátil no conhecimento bíblico. A família White, na pessoa de Tiago e Ellen, também desempenharam papel extremamente importante e significativo na formação das primeiras doutrinas adventistas. As primeiras crenças foram erigidas durante um período de três anos (1844-1847), e demandaram dos primeiros líderes, muita oração, discussão e desmedido estudo da Bíblia. Como afirmou Tiago White em 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. Constitui nossa única regra de fé e prática” (TIMM, 2000). Outros pioneiros adventistas que foram importantes para a igreja e para o seu desenvolvimento doutrinário: John Nevins Andrews (1829-1883), John Norton Loughborough (1832-1924), John Byington (1798-1887), J.H. Waggoner (1820-1889), Urias Smith (1832-1903), Anne Smith (1828-1855), Frederick Wheeler (1811-1910),  Hiran Edson (1806-1882).

Ao longo de três anos (1844-1847), algumas crenças fundamentais foram desenvolvidas e fundamentadas como resultado das intensas reuniões de estudo, oração e discussão. Estas doutrinas são de característica peculiar aos adventistas e houve uma ênfase maior em sua fundamentação devido ao confronto com outros cristãos que não compartilhavam do mesmo pensamento. Crenças como 1) A lei dos dez mandamentos e do sábado; 2) Segunda vinda de Cristo antes do milênio; 3) Ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial; 4) Imortalidade condicional da alma; e 5) da manifestação do dom profético na pessoa de Ellen White, além de serem as primeiras crenças fundamentadas e erigidas pelos primeiros líderes, foram aos poucos sendo integradas através dos dois principais blocos peculiares, a) o Santuário de Daniel 8:14; b) e as três mensagens Angélicas de Apocalipse 14:6-12.

Foi através de uma maior influência de José Bates que houve a perfilhação da crença da segunda vinda de Cristo em forma pessoal, visível e pré-milenial; da crença da imortalidade da alma; do sábado como dia de descanso bíblico; da teologia do Santuário e mais tarde, na data de 1846, ele ficou persuadido da legitimidade do dom profético na pessoa de Ellen White. Tiago White e Ellen White, ambos aceitaram significativamente as mesmas crenças abraçadas por José Bates, entretanto, há evidencias de que Tiago White só se convenceria do dom profético de Ellen somente no início de 1845.

Logo após o ano de 1846, especialmente no começo de 1847, estes líderes se encontravam conciliados nas principais crenças suscitadas, e agora remanescia o dever de esmerar e expandir o pré-sistema de doutrinas com o objetivo de transmiti-los aos outros. Dentro deste contexto, outros líderes vão reforçando o corpo teológico da igreja dando suas devidas contribuições para uma maior fundamentação das principais doutrinas adventistas. A propagação destas e outras verdades estabelecidas se deram através de dois meios, mediante a obra de publicação e das conferências bíblicas. As primeiras publicações foram divulgadas por intermédio da produção de inúmeros folhetos e pequenos livros que continham as verdades distintivas, ademais através das conferências bíblicas, especialmente as realizadas nos anos de 1848, 1849 e 1850. 

Os adventistas sabatistas, com base em Daniel 7:9-14, acreditavam que a data e os cálculos de Miller estavam corretos, porém o evento estava errado. Chegaram a esta conclusão porque perceberam em Daniel 7:13 e 14, que Cristo havia se dirigido ao ancião de Dias e não à Terra como supunha a mensagem de Miller. Também, baseado em Apocalipse 14:7, entenderam que era “chegada a hora” e não o dia do juízo. Isto os levou a compreender que naquela data Cristo, como ministro do santuário celestial, iniciaria o juízo investigativo. Portanto, os primeiros pioneiros, ao contrário da mensagem milerita, se convenceram de que o santuário que seria purificado transmitia uma realidade celestial e não terrestre. Na data de 23 de outubro de 1844, Hiram Edson, através da famosa visão no milharal, chegaria à compreensão definitiva que o santuário a ser purificado não podia ser nada que estivesse relacionado à Terra, portanto o acontecimento tinha que estar vinculado ao santuário celestial. 

Durante uma pequena caminhada ao milharal, conforme narrou Edson, “detive-me quase a meio do caminho” e “o céu parecia aberto aos meus olhos....Vi, distinta e claramente que, em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do Santíssimo do santuário celestial para vir á Terra, no décimo da do sétimo mês, no fim dos 2300 dias, Ele havia entrado pela primeira vez naquele dia no segundo compartimento daquele santuário; e que Ele tinha uma obra a realizar no Santíssimo antes de retornar à Terra” (TIMM, 2000). Estudos subsequentes estabeleceram fundamentos bíblicos para dar suporte a esta crença, e tanto Edson quanto os demais pioneiros foram convencidos por tal revelação. 

É importante compreender que não foram as visões de Edson ou de Ellen White que deram uma definição absoluta para tal crença, pois, estudos relacionados à mesma compreensão já era conhecido por alguns estudantes conservadores, liberais e dispensacionalistas da época. Portanto, assim ficou definido Daniel 8:14, que os 2300 dias/anos iniciariam com o decreto de Artaxerxes em 457 a.C. (Dn 9:25), terminando exatamente no ano de 1844. Esta predição revelaria que neste ano Cristo passaria do compartimento santo do santuário para o santíssimo, inaugurando a purificação do santuário celestial, ou seja, estaria sendo estabelecido o início da primeira fase do juízo denominado como juízo investigativo que perdurará até a segunda vinda de Jesus com o objetivo de estabelecer o juízo pré-advento e instaurar a expiação para o processo de apagamento dos pecados.

Gilberto Theiss - Bacharel em Teologia e especialização em filosofia

Referências Bibliográficas para Consulta

CASALI, Victor. Historia de las Doctrinas Adventistas. Centro de Investigación White: Universidad Adventista Del Plata.

KNIGHT, George R. Em busca de Identidade: O desenvolvimento das Doutrinas Adventistas do Sétimo dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.

KNIGHT, George R. Uma Igreja Mundial. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000.

LAND, Gary. Adventism in America: A History. Andrews University Press, Berrien Springs, USA.

THEISS, Gilberto G. A História Revelada e a Verdade Confirmada: A História do Adventismo em formato de Estudos. Feira de Santana, BA: Clínica dos Livros, 2011.

TIMM, Alberto R. História da igreja. Publicação autônoma: Institudo Adventista de Ensino. Engenheiro Coelho, IAE.

TIMM, Alberto R. O santuário e as Três Mensagens Angélicas: Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2000.

SCHARS, Richard W. e GREENLEAF, Floyd. Portadores de luz: A história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009.


21 outubro 2014

Você é sábio ou apenas inteligente?

Sátira da globo que debocha da Igreja Adventista e gera indignação aos fieis vira notícia na mídia


Foram destaque ontem, dia 20 de outubro, no canal de notícias do IG, as matérias do blog do jornalista Michelson Borges (criacionismo) e do meu blog (Gilberto Theiss), que tratavam da sátira realizada referindo-se implicitamente à Igreja Adventista do Sétimo Dia pelo programa Zorra Total veiculado pela maior rede de comunicação televisiva do país, a rede Globo. As matérias destes blog, incluindo o desabafo de Augusto Simões, publicado no blog Gilberto Theiss, originalmente encontrado em seu perfil do facebook, destacam a pobreza intelectual desse programa e sua iniciativa de baixar ainda mais o nível para alcançar pontos no ibope. 

O renomado filósofo Allan Bloom, que viveu até a década de 80 nos EUA, declarado por alguns como ateu, em seu livro intitulado “O Declínio da Cultura Ocidental”, afirmou que há uma prevalecente decadência da intelectualidade, da educação, do ensino, do ato de pensar, que tem levado a mídia, a sociedade e até as instituições de ensino a valorizarem o que é fútil e a desvalorizar aquilo que é de valor. Falando a respeito de cultura, Bloom foi contundente ao afirmar que até a falta de cultura tem sido encarado como cultura. 

O programa Zorra Total, da suposta poderosa rede Globo, é uma clara evidência da realidade das palavras desse filósofo que, ao expor estas ideias, não tinha compromisso nenhum com valores religiosos. Creio que a rede Globo, além de massificar ideias tão pobres, sem conteúdo e preconceituosas, ultrapassou os limites do respeito, da ética e do bom senso, uma vez que, como a maioria bem conhece, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que está presente em mais de 215 países em todo o mundo, é uma das igrejas mais sérias, comprometidas com o bem-estar da sociedade e plenamente envolvida com projetos sociais/humanitários/educacionais que visam o aprimoramento social, moral e espiritual da sociedade. 

Qualquer pessoa que tenha sido atendida em um hospital adventista, centros de saúde e recuperação, escola adventista, ou mesmo que tenha tido acesso aos diversos programas que a igreja oferece através da sua rede de comunicação, TV e rádio Novo Tempo, claramente compreende o valor que esta igreja representa para a sociedade. Portanto, foi tremendamente infeliz a sátira feita de maneira tão inconsequente que de forma latente diluirá o respeito por esta igreja aumentando a intolerância, preconceito e, por que não dizer, o ódio no coração de alguns poucos quanto ao papel missionário/evangelístico desta organização mundial. 

Este efeito ocorre, e aqui eu faço uso do argumento de Bloom, pra afirmar que as maioria das pessoas de nossa geração, infelizmente se satisfazem com a mera propaganda sem consultar as suas fontes. Ele afirma que “a falta de cultura leva simplesmente os estudantes a procurar informações onde elas estejam disponíveis, sem capacidade para distinguir entre o sublime e o reles, o conhecimento profundo e a propaganda.” (Bloom, o Declínio da Cultura ocidental, p. 80). Portanto, deixo aqui os meus parabéns ao jornalista Daniel Ribeiro do canal de notícias do IG por dar atenção a esse ocorrido, valorizando o pensamento e identificando o mal-estar criado ao público adventista, que é heroicamente envolvido na salvação das pessoas, tanto no aspecto físico quanto espiritual.

Pr. Gilberto Theiss – Bacharel em Teologia e especialização em Filosofia

16 outubro 2014

Cidade do Texas aprova leis que analisam sermões de pastores contra gays e enfrenta críticas

RIO - Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, vive uma batalha nos tribunais que pode indicar como o país deve se comportar no futuro em relação aos direitos homossexuais e transgêneros. 

O alvo da disputa são leis em vigor desde junho deste ano preveem o exame de sermões de padres e pastores para saber se eles discriminam o público LGBT em todo o Texas. As normas agora estão sendo contestadas na justiça pelos religiosos.

As leis foram parcialmente aprovada em junho por Annise Parker, prefeita de Houston que é lésbica, mas encontrou forte oposição nos círculos religiosos. Líderes de igrejas formaram uma coalizão chamada Alliance Defending Freedom (ADF), que entrou com uma ação contra a cidade e a própria Parker. Um escritório de advocacia que representa quatro pastores argumenta que as medidas são "demasiado ampla, demasiado morosos, ofensivo e vexatório".

A advogada Christina Holcomb chegou a tachar as normas municipais de "uma inquisição projetada para abafar qualquer crítica".

- Comentário político e social não é um crime. Ele é protegida pela Primeira Emenda - disse ela ao jornal inglês The Independent.

Membros da ADF argumentam ainda que a cidade está exigindo que pastores que nem fazem parte do processo entreguem seus sermões e outras comunicações para saber se eles estão fazendo críticas ao poder municipal.

- Vereadores deveriam ser funcionários públicos, e não senhores do 'Big Brother' que não toleraram a dissidência ou desafio. É uma caça às bruxas, e estamos pedindo ao tribunal para colocar um fim a isso – afirmou o advogado Erik Stanley.

A prefeita Annise Parker vive desde os anos 1990 com Kathy Hubbard, parceira com quem tem dois filhos adotivos. Parker assumiu o cargo no Texas em 2009:


- Esta eleição mudou o mundo para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros comunidade.


Nota Gilberto Theiss: Calma amigos, coisas piores ainda virão. Dia após dia vemos matérias que declaradamente apresentam um crescente antagonismo aos religiosos. No entanto, é importante fazer uma separação aqui neste ponto. Religioso é uma coisa, fundamentalistas, para eles, é outra coisa diferente. Religiosidade virou cultura e até os artistas, pessoas famosas de hoje dizem possuir uma certa religiosidade. Até os gays e transexuais são religiosos. Agora, fundamentalista são aqueles religiosos que levam a Bíblia ao pé da letra e que a consideram inerrante. São estes, segundo o mundo, que a sociedade precisa tomar cuidados especiais. Na medida em que o mundo religioso vai moldando a Bíblia segundo aos costumes do público, os que são fieis ao “ASSIM DIZ O SENHOR”, se tornarão cada vez mais ignorantes, ultrapassados e fundamentalistas. Uma espécie de terroristas modernos que fazem uso de ideologias ultrapassadas que se tornam uma ameaça para a paz e segurança do mundo.

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