17 julho 2014

Papa defende guarda do domingo e governador de Minas Gerais veta projeto que concede direitos a adventistas em escolas


Duas notícias bombásticas e importantes no cenário social/político/profético. Ao mesmo tempo em que o Papa Francisco apela para o descanso dominical, o governo de Minas Gerais veta a proposição do texto que prevê garantias aos alunos adventistas e demais religiosos nas escolas do estado que guardam o sábado. Sob o argumento da laicidade do estado, os adventistas ou demais religiosos que guardam o sábado, conforme orienta a Bíblia, são escusados da proposta. O curioso é que, ninguém está solicitando em trazer a religião para dentro das escolas públicas, mas buscando o direito de exercê-la fora dela. Portanto, fica claro que o ato inconstitucional vem da parte do governo e não dos cidadãos sabatistas. Para os eleitores de Minas Gerais, fica aqui um bom conselho: “O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos”. (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 475).

O mais importante neste momento é perceber como as profecias estão se cumprindo gradativamente. Enquanto há um fortíssimo movimento em defesa do domingo, por outro lado existe uma forte pressão para erradicar os direitos dos que guardam o sábado. Isto nos diz alguma coisa? Os adventistas do sétimo dia, sob orientação profética/bíblica, ensinam há mais de 150 anos que isto ocorreria no futuro. Portanto, uma vez que este fato está se arregimentando na direção de uma lei dominical, não seria momento para refletir na coerência da mensagem e se preparar para este grande evento que nos aguarda?

Ellen White foi enfática, “Mais cedo ou mais tarde serão aprovadas leis dominicais”. (Review and Herald, 16 de fevereiro de 1905), e que “em breve serão impostas as leis dominicais, e homens em posições de confiança ficarão furiosos com o pequeno número do povo de Deus que guarda os mandamentos”. (Manuscript Releases, vol. 4, pág. 278). Também ponderou que os “princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional”. (Review and Herald, 15 de junho de 1897).

Estamos de fato vivendo em um período de grandes transformações com profecias se construindo rapidamente. Isto indica que devemos nos consagrar definitivamente a Deus se tivermos interesse em estar preparados para receber a chuva serôdia (Poder de Deus que capacitará o Seu povo para enfrentar a última crise além de concluir a pregação do evangelho em todo o mundo). É necessário sacrificar o próprio eu e viver em conformidade com a graça divina se desejamos estar preparados para enfrentar a última crise. Se formos perseverantes em batalhar por uma vida espiritual reavivada ao lado de Deus, confiando plenamente em Suas promessas e envolvendo-nos em Sua causa Ele nos protegerá das provações que sobrevirão a todos (Ap 3:10). 

A advertência é que “há muitos que estão despreocupados, e se acham, por assim dizer, adormecidos. Eles dizem: "Se a profecia predisse a imposição da observância do domingo, a lei certamente será promulgada", e, tendo chegado a essa conclusão, assentam-se em calma expectativa do evento, confortando-se com o pensamento de que Deus protegerá Seu povo no tempo de angústia. Mas o Senhor não nos livrará se não fizermos algum esforço para realizar a obra que Ele nos confiou.[...] Como fiéis atalaias, deveis dar o aviso ao ver que vem a espada, para que homens e mulheres, pela ignorância, não sigam um rumo que evitariam se conhecessem a verdade”. (Review and Herald Extra, 24 de dezembro de 1889).

Lembre-se, “quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade mancomunada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional”. (Evangelismo, págs. 234 e 235). “Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja - então a América Protestante terá formado uma imagem do papado e haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional”. (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 976).Portanto, o cenário atual nos revela duas verdades: 1º O futuro chegou, e 2º a mensagem adventistas é de fato verdadeira...

Pastor Gilberto Theiss

14 julho 2014

Epidemia de aids entre gays cresce de forma alarmante

Drogas para tentar conter a doença
A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu pela primeira vez que todos os homens que fazem sexo com outros homens devem tomar remédio antirretroviral e usar preservativos. A indicação acontece em um momento em que as taxas de infecção pelo HIV entre gays estão atingindo altos níveis em todo o mundo. Em maio, os Estados Unidos emitiram diretrizes semelhantes. A OMS, em nota, publicou que “recomenda fortemente que os homens que fazem sexo com homens devem considerar tomar medicamentos antirretrovirais como um método adicional de prevenir a infecção pelo HIV”. Gottfried Hirnschall, chefe do departamento de HIV da OMS, afirmou que as taxas de infecção entre homens homossexuais estão aumentando novamente após 33 anos do pico da epidemia. O pesquisador acredita que há uma diminuição do medo da infecção entre os jovens, devido ao acesso a medicamentos que permitem que pacientes vítimas da aids vivam com a doença. Isso faz com que a prevenção diminua, segundo ele. Atualmente, o grupo de jovens homossexuais homens possui 19 vezes mais chances de infecção do que a população em geral. “Nós estamos vendo a epidemia explodir”, disse Hirnschall.

O uso de antirretrovirais seria uma complementação à prevenção. A utilização de um único comprimido com a combinação de dois antirretrovirais diariamente deveria ser feita junto com o uso do preservativo. Segundo a OMS, isso diminuiria a incidência do HIV entre homens entre 20% a 25% e evitaria um crescimento desproporcional da aids na próxima década.

A advertência também foi sugerida para outros grupos de alto risco, com o alerta de que homens que fazem sexo com outros homens, transsexuais, prisioneiros, pessoas que usam drogas injetáveis e profissionais do sexo, juntos, correspondem a cerca de metade de todas as novas infecções pelo HIV no mundo. [...]

Globalmente, as mulheres transexuais e os usuários de drogas injetáveis​​, por exemplo, possuem cerca de 50 vezes mais riscos de contrair a doença do que a população em geral; já entre os profissionais do sexo, o risco é de 14 vezes a mais. Quando a incidência da doença é analisada na população em geral, o número não é tão alarmante e demonstra progressos. Entre 2001 e 2013, o número de pessoas que contraíram o vírus HIV diminuiu em um terço. Até o final de 2013, cerca de 13 milhões de portadores do vírus recebiam tratamento, reduzindo drasticamente o número de pessoas que morrem de aids. Hirnschall afirma que, por esse motivo, a batalha contra a doença é desigual.

Um dos problemas seriam as políticas públicas que concentram a atenção no combate à infecção de HIV entre a população em geral, sem dedicar uma especial atenção aos grupos de alto risco. “Nenhuma dessas pessoas vivem de forma isolada”, afirma Hirnschall ao destacar que os grupos de alto risco podem afetar a população em geral. “Os clientes que utilizam profissionais do sexo possuem maridos, esposas e parceiros. Alguns injetam drogas. Muitos têm filhos.”

(O Globo) via (Criacionismo)

Nota Criacionismo: Passou da hora de entenderem que o único sexo verdadeiramente seguro e saudável (física, mental e espiritualmente falando) é o marital, heterossexual e monogâmico. Esse, sim, criado e abençoado por Deus. [MB]

06 julho 2014

Hawking e Mlodinow sem querer defendem o Criador

Hawking e Mlodinow
Há um velho ditado que diz: “Dê muita corda a alguém e ele vai se enforcar.”  A ideia é que, se alguém está errado ou mentindo, quanto mais o tempo passa, mais óbvio isso se torna presente. Bem, a Bantam Books deu a Stephen Hawking e Leonard Mlodinow toda a corda que eles queriam, e o resultado é The Grand Design (O grande projeto), um novo livro no qual eles argumentam contra a necessidade (e a existência) de Deus. Aqui está o núcleo de seu argumento: “[Assim], como Darwin e Wallace explicaram como o projeto aparentemente milagroso de formas de vida poderiam aparecer sem a intervenção de um ser supremo, o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente que fez o Universo para o nosso beneficio. Como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe, por que nós existimos.”

Eles, então, explicam a teoria básica por trás do “multiverso”, que pressupõe a existência de múltiplos universos: “De acordo com a teoria-M, o nosso não é o único Universo. Em vez disso, a teoria-M prevê que muitos universos foram criados do nada. A sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus sobrenatural. Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas.”

Vamos deixar de lado a questão da teoria do “multiverso”, que John Haldane aborda em First Things. Hawking e Mlodinow fizeram um trabalho completamente suficiente de derrotar seu próprio argumento. Vamos simplesmente delinear suas três principais afirmações acima:

Afirmação 1: a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, inclusive o Universo (“a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe”). Isso se aplica a todos os universos, o que significa que se aplica a todo o multiverso.

Afirmação 2: a criação espontânea exige a lei da gravidade (“como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada”; “Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas”).

Afirmação 3: a multidão de universos é responsável ​​pela produção de afinadas leis físicas (“O conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas”).
Reduzido a seu núcleo, o argumento se parece com isto:

O problema, é claro, é que isso é circular. Você não pode ter um universo sem que seja criado; você não pode ter criação espontânea sem as leis físicas, e você não pode ter as leis físicas sem um universo.

Como Hawking e Mlodinow admitiram, sem criação, não há nada. Para se ter qualquer coisa – um universo, um multiverso, a lei da gravidade “bem afinados” pelas leis da física, qualquer coisa –, você tem que primeiro ter a criação. E eles mostraram de forma bastante eficaz que a criação “espontânea” é impossível, uma vez que exige as leis físicas, como a lei da gravidade. Então,  eles mesmos estabelecem que houve uma criação, e que o universo/multiverso não pode (e não podia) criar a si mesmo.

Desse ponto de vista, parece que as duas únicas possibilidades são “Deus” ou o “um absurdo e irracional argumento circular”. Hawking e Mlodinow podem ser físicos brilhantes, mas pelo menos nesse livro se apresentam como filósofos e lógicos pobres. Seus esforços fúteis para delinear uma história da criação ateísta dá mais credibilidade ao teísmo do que o ateísmo.

(Strange Notions, via Logo Apologética) via (Criacionismo)

21 junho 2014

Igreja Presbiteriana dos EUA autoriza o casamento gay


WASHINGTON - Nos estados americanos que já permitem o casamento gay, os pastores presbiterianos estão autorizadores, a partir de agora e se assim desejarem, a promover uniões entre pessoas do mesmo sexo. A decisão foi tirada na assembleia geral presbiteriana, realizada pelos pastores, em Detroit, no Estado de Michigan. Na oportunidade, eles decidiram, com 61% dos votos, a autorização para unir casais homossexuais.

A Igreja Presbiteriana, surgida da reforma calvinista, tem cerca de 1,9 milhões de fieis no país, e é considerada uma importante congregação protestante no país. A partir de agora, com a nova lei, 19 estados norte-americanos em que o casamento homossexual é legalizado, os seguidores desta doutrina estão livres para se unir formalmente também pelos laços religiosos. Para reconhecer o direito a seus seguidores, a Assembléia Geral Presbiteriana, decidiu, inclusive, mudar sua definição de casamento, que agora passa a ser definida apenas como "uma união entre duas pessoas." Em 2011, a Igreja Presbiteriana já havia eliminado as barreiras que proibiam os homossexuais sejam ordenados como pastores.

Marcha

A notícia, considerada como histórica por grupos ligados à causa LGBT nos Estados Unidos, chega um dia após a realização da segunda “Marcha pelo Casamento”, a favor da união tradicional - entre homem e mulher - no país. Milhares de pessoas foram às ruas de Washington na quinta-feira para se manifestar e marcar posição contra o apoio cada vez mais forte dos EUA aos homossexuais.

Na oportunidade, o presidente da Organização Nacional para o Casamento, Brian Brown, afirmou que “o casamento é a união de um homem e uma mulher” e que as “crianças precisam cada vez mais de um pai e uma mãe". Os organizadores do evento anunciaram o envio de uma carta ao presidente Barack Obama e ao Congresso expressando que "ninguém tem o direito de redefinir o casamento".


Nota Gilberto Theiss: Se Calvino pudesse presenciar este momento, com certeza rasgaria suas vestes. Não posso, nesta ocasião, usar um jargão bem popular: “se remoendo na sepultura”, pois, as cinzas do que lhe sobrou foram lançadas no lago. Por falar em cinzas, Calvino foi mártir  por defender princípios bíblicos bem definidos. Se pudesse retornar das cinzas pra defender novamente os valores bíblicos que tanto prezava, incluindo os do matrimônio bíblico, com certeza seria queimado novamente, no entanto, por seus próprios súditos. Bom, temos vagas para os novos Calvinos, Luteros, Knox, Wesleys, Lefreis, Valdenses, Jerônimos, Policarpos, Wycliffes, Huss, Zwinglios, Berquins, Petris, Whitefields, Columbas e Bretões para o nosso século. Alguém se candidata?

Vocalista ateu continua em banda gospel para vender CDs


Fãs da banda “As I Lay Dying”, um grupo de metal cristão, foram surpreendidos com a declaração de Tim Lambesis que se declarou ateu e confessou que mesmo depois de deixar de acreditar em Deus ele continuou fazendo shows como cristão.
Lambesis está preso por ter contratado um matador de aluguel para executar sua ex-esposa, Meggan Murphy Lambesis, mas além de confessar o crime o vocalista ainda fez outras declarações polêmicas ao “Alternative Press”.
Uma dessas declarações se refere ao fato dele não ter deixado a banda ou ter avisado aos fãs sobre sua nova posição religiosa que é o ateísmo. A justificativa dada por Lambesis é que tal afirmação causaria a diminuição da venda de discos da banda. “Nós conversamos sobre a possibilidade de continuar vendendo para os cristãos”, disse ele.
No pensamento da banda os fãs eram “crianças” que viviam em uma “bolha” e que precisavam das músicas para alimentar esse mundo paralelo do cristianismo.
“Tivemos essa ideia ‘nobre’ de pensar: ‘bem, não estamos passando ideias ruins, estamos apenas cantando coisas sobre a vida real. Essas crianças precisam ouvir sobre isso porque vivem em uma bolha”.
Ele também confessou que não era o único ateu da banda. “Eu não fui o primeiro cara do As I Lay Dying que deixou de ser cristão. Na verdade, eu acho, que fui o terceiro. Os dois que permaneceram pararam de falar sobre isso, então eu tenho certeza que eles caíram também”, disse.
Questionado se sentia hipócrita por cantar o que não acredita, o roqueiro afirmou que não e disse que a maioria das bandas cristãs que dividiu o palco com ele também não acreditam no que pregam.
“Em 12 anos de bandas conhecemos muitos grupos, posso afirmar que a maioria das bandas cristãs não são formadas por cristãos. Eu diria que talvez uma em cada dez bandas realmente são cristãs”.
Na entrevista ele chegou a confessar que quando um fã pedia uma oração ele desconversava e dizia que iria orar quando estivesse no ônibus, por não gostar de orar alto. Outras vezes apenas fechou os olhos e esperou que os fãs realizassem a oração. Com informações Christian Post e Whiplash.



Nota Gilberto Theiss: A música é um dos assuntos mais sérios no grande conflito, mas é tratada de forma leviana por muitos músicos cristãos, cantores evangélicos e adventistas. As pessoas serão capazes de entender o nível do perigo existente neste assunto somente quando compreenderem o significado da adoração. A adoração é o centro do grande conflito entre Cristo e Satanás e a música é um dos elementos que nos conduz à adoração. Portanto, fica a dica em forma de pergunta: quais elementos formam a verdadeira adoração? Quais elementos formam a falsa adoração? E quais elementos formam a adoração falsificada (contrafação)? Os mesmos elementos que conduz a falsa adoração no quesito musical não podem ser os mesmos da verdadeira adoração. No entanto, os elementos da falsa adoração podem fazer parte do quesito musical que conduz a uma adoração falsificada (mistura de santo com profano ou verdade com mentira). Na matéria acima fica claro o que todos já sabiam, os elementos musicais de um mundo decadente e das artes humanas associadas ao pecado adentraram sem pedir licença nas igrejas cristãs. O pior, trazidas por músicos, cantores e pastores cristãos. Por este motivo é que o assunto da música cristã mundana se tornou polêmico, simplesmente porque tem sido defendidas por alguns poucos levitas e sacerdotes de nosso tempo, se é que podemos chamá-los de levitas.

01 junho 2014

Evolucionismo teísta é fuga do debate

Controvérsia persistente
Recentemente, concedi entrevista (Entrevistado: Michelson Borges do blog criacionismo) ao jornal Nosso Tempo, do Rio de Janeiro. Considerei as perguntas bastante interessantes e parte das minhas respostas (numa edição bem feita) foi publicada na edição de maio do jornal. Mas você, leitor do blog, pode ler aqui a íntegra das minhas respostas:

Michelson, evocando o eterno embate entre evolucionistas e criacionistas, acredita-se que o criacionismo apresenta uma perspectiva essencialmente religiosa, confrontando-se com o evolucionismo. No entanto, há ainda outra corrente, a do design inteligente, que parece “intermediária”. Em breves palavras, o que cada teoria preconiza? O designinteligente contradiz o que acredita o Criacionismo?  

Os criacionistas não negam que existe um viés teológico-filosófico em sua cosmovisão, mas os evolucionistas também não podem afirmar que seu modelo seja inteiramente científico, já que a filosofia por trás do pensamento evolucionista é o naturalismo filosófico, uma posição assumida a priori e não com base em dados científicos e experimentação, até porque a hipótese naturalista não pode ser submetida a qualquer teste. Assim, criacionistas e evolucionistas devem reconhecer que, embora se pautem pelo método científico, suas respectivas visões de mundo estão impregnadas de metafísica. Já o design inteligente é uma teoria que visa a detectar evidências de projeto, de propósito (teleologia) na natureza. Os teóricos do design inteligente, na verdade, estão mais próximos da ciência empírica do que criacionistas e evolucionistas. Eles não se preocupam com a natureza do Designer, pois sabem que isso transcende o método científico; não se valem de ciências históricas nem de hipóteses como a da macroevolução ou da abiogênese, nem tampouco utilizam livros religiosos. A teoria do design inteligente não contradiz em nenhum aspecto o criacionismo, já que os criacionistas também acreditam na teleologia e procuram igualmente evidências de designinteligente na criação. O que os criacionistas fazem é ir um passo além ao procurar determinar a identidade do Designer. Porque acreditam que a Bíblia Sagrada é a suprema revelação de Deus (e eles têm muitas razões lógicas, racionais e razoáveis para crer nisso), os criacionistas identificam o Designer como o Deus Yahweh das Escrituras.

Existe a possibilidade de essas teorias serem combinadas de alguma forma, com os seres vivos criados por Deus, por exemplo, terem passado por uma evolução (evolucionismo teísta, com a formação de fósseis intermediários)?

O criacionista bíblico que aceita na inspiração divina das Escrituras vê no evolucionismo teísta uma tremenda contradição, mistura de má teologia com má ciência. O evolucionismo teísta é apenas uma tentativa de fugir do debate. Conforme indico neste artigo (confira), criacionismo e macroevolucionismo são uma mistura impossível. Agora, em “assuntos periféricos” como a “microevolução” (ou diversificação de baixo nível), a seleção natural e as mutações, pode haver certa concordância, uma vez que esses são aspectos científicos com os quais os defensores dos três modelos concordam. O problema nunca reside nos fatos, mas na interpretação deles e nas extrapolações que se fazem a partir deles. Em qualquer discussão envolvendo a controvérsia entre criacionismo e evolucionismo, é preciso que inicialmente se defina a palavra evolução. Se se considera evolução, por exemplo, o desenvolvimento de resistência a antibióticos por parte das bactérias, criacionistas podem muito bem concordar com evolucionistas. Mas se se considera que um organismo unicelular poderia ao longo de milhões de anos se transformar num ser humano, aí o criacionista não pode concordar com o evolucionista, afinal, a macroevolução é uma extrapolação não baseada em dados nem em observações. Aliás, como demonstram as pesquisas com as moscas-das-frutas (confira), os mecanismos alegados para a evolução (como as mutações) não fazem o que se diz que fazem. Cem anos de pesquisas e muitas mutações induzidas provaram isso. Cem anos de “tortura” em laboratório, e as mosquinhas não “confessaram” a evolução.

Quais são as evidências “físicas” mais fortes que sustentam o Criacionismo?

Creio que sejam a origem da informação complexa e específica e a origem dos sistemas de complexidade irredutível. Por mais que se argumente em contrário, não há como explicar a partir do nada a origem da informação complexa da qual a vida depende para existir e funcionar. Somente no núcleo de uma ameba há informação equivalente à dos trinta volumes de uma enciclopédia como a Britânica. Num grama de DNA é possível armazenar 700 terabytes de informação.  Quando Darwin fez suas pesquisas e sistematizou sua teoria, os conhecimentos da biologia molecular e da bioquímica não estavam disponíveis. Ele sequer poderia saber o que há dentro de uma célula e o que são máquinas moleculares. Darwin não tinha noção de quão complexo ele era. Um dos muitos cientistas contemporâneos que se deram conta de que tamanha complexidade só poderia apontar para um Criador foi o ex-ateu Francis Collins, diretor do Projeto Genoma, que se rendeu às evidências de design inteligente e escreveu o livro A Linguagem de Deus.

Cientistas famosos na História eram cristãos, como Isaac Newton. Como a fé desses homens deixou sua marca em suas pesquisas científicas, que são defendidas e respeitadas até hoje? Como podemos seguir esse exemplo em um país cada vez mais evangélico, mas onde as ideias têm sido defendidas com um fervor religioso muitas vezes proselitista e que recebe mais críticas do que admiração?   

Os precursores da ciência, também chamados “pais” da ciência, são realmente um bom exemplo de compatibilização entre fé e ciência. Eles não apenas seguiam o método científico como ajudaram a criá-lo. E provaram que foram justamente os pressupostos bíblicos que possibilitaram o desenvolvimento da ciência. Pressupostos como o de que a matéria é boa e não é divina, portanto, passível de ser estudada e utilizada para o nosso bem; de que o Universo funciona regido por leis estabelecidas pelo grande Legislador, portanto, um lugar em que os processos se repetem com certa ordem e regularidade; e assim por diante. É justamente na Europa cristã que a ciência moderna nasce. E isso definitivamente não foi por acaso. O exemplo dos pais da ciência deveria inspirar os cristãos da atualidade. Deveríamos ter sempre em mente que a ciência e a teologia são ótimas “ferramentas” para se entender a realidade que nos cerca. Abrir mão de uma delas é perder muito nesse processo. Às vezes, reclamamos de que certos cientistas falam bobagem quando o assunto é religião, mas não podemos fazer o mesmo quando falamos de ciência. Deus nos presenteou com um cérebro dotado de capacidades tremendas. O mínimo que podemos fazer para agradecer-Lhe é usar bem esse presente. Afinal, crer também é pensar.

Segundo um novo estudo da Universidade de Stanford (EUA), os antecedentes comuns do homem vieram da África e são chamados de “Eva mitocondrial” e “Adão cromossomial-Y”, e surgiram entre 99 mil e 156 mil anos atrás. No que esse estudo se aproxima do que diz a Bíblia sobre os primeiros habitantes do mundo?

A origem das primeiras populações humanas ainda é um tema discutido e controverso. Há pesquisas que apontam a Ásia (confira), o que estaria mais de acordo com o relato da dispersão a partir do Ararate, depois do dilúvio. Quanto às pesquisas em relação à “Eva mitocondrial”, o interessante é notar que os dados nos levam há alguns milhares de anos (confira aqui e aqui), o que estaria mais de acordo com a Bíblia. Isso também nos leva à constatação de que temos, sim, um ancestral comum, que, para o criacionista, se chama Eva.

Nessa perspectiva, o que dizer sobre a existência dos dinossauros? Ela se deu no mesmo período em que o homem já estava na Terra? A Bíblia fala algo sobre esses animais?

Em meu livro A História da Vida, dedico dois capítulos a esse tema instigante. E está em preparo para publicação pela CPB meu novo livro intitulado Terra de Gigantes, sobre os dinossauros e uma teoria a respeito da extinção deles. A verdade é que todas as cerca de 30 teorias a respeito dessa grande extinção não são conclusivas. Como explicar a fossilização de animais de grande porte, sendo que seria necessária grande quantidade de água e lama e um soterramento instantâneo para que isso acontecesse? Como explicar o fato de que são encontrados fósseis desses grandes répteis em praticamente todas as partes do mundo? Como explicar a constatação de que esses animais foram sepultados vivos e que a posição deles revela estado de agonia e sufocamento? A Bíblia não faz referência clara aos dinossauros, como também não faz a gatos e a girafas, por exemplo. Mas há quem creia que o beemote, mencionado no livro de Jó, possa ser um tipo de dinossauro. Os criacionistas creem que Deus criou os dinossauros e que muitos deles, assim como outros animais, passaram por processos de modificação e adaptação, o que levou ao surgimento de espécies violentas e carnívoras. E, sim, para os criacionistas, seres humanos e dinossauros foram contemporâneos, embora ainda não haja evidências materiais conclusivas a esse respeito (confira).

A ciência, de um modo geral, acredita que a Terra tem seus 4,5 bilhões de anos, teoria rechaçada pelos criacionistas, que acreditam em um número bem menor. Quais as evidências que provam que ela é realmente mais velha? E as que não provam? Como o Criacionismo contabiliza a “idade da Terra”?

Na verdade, há criacionistas que acreditam numa Terra “jovem”, com seis a dez mil anos de idade, e criacionistas que acreditam numa Terra bem mais antiga, talvez com os alegados 4,5 bilhões de anos. O que ambos os grupos concordam, via de regra, é com o tempo de existência da vida na Terra, que teria sido criada há alguns milhares de anos, numa semana literal com dias de 24 horas. Não fosse assim, a própria lei de Deus em Êxodo 20 não faria sentido, uma vez que o quarto mandamento se justifica pelo fato de que Deus criou todos os tipos básicos de vida aqui em seis dias, tendo reservado o sétimo para ser memorial dessa criação. Em Apocalipse 14:6 e 7, esse tema é retomado no contexto do fim, pouco antes da volta de Jesus. Quanto às evidências a favor e contra a idade antiga da Terra, teríamos que discutir sobre os métodos de datação e suas insuficiências, mas o espaço aqui não permite isso.

Recentemente, o Ministério da Educação brasileiro declarou que o Criacionismo não deve ser ensinado em aulas de ciência, restringindo-se às aulas de religião. O problema não parece ser o ensino em si, mas a adequação do conteúdo à disciplina mais apropriada. Por que o Evolucionismo, apesar de ser uma teoria, é ensinado como comprovadamente factual? Qual seria a melhor solução de abordagem, em sua opinião?

As ideias de Einstein também são teorias, e são estudadas nas aulas de física. Teoria, na verdade, é um sistema consistente formado por observações, ideias e axiomas ou postulados, constituindo no seu todo um conjunto que tenta explicar determinados fenômenos. Isso, por si só, não seria motivo para que não se ensinasse o evolucionismo em aulas de ciência. O problema é o ensino acrítico dessa teoria, como se ela não contivesse inconsistências e insuficiências, e fosse um “edifício bem acabado”, sem defeitos. Ensina-se macroevolução como se fosse fato e não se distinguem os aspectos filosóficos do modelo. Os criacionistas que eu conheço, incluindo aí os associados da Sociedade Criacionista Brasileira, nem concordam que se ensine criacionismo nas aulas de ciências, basicamente, por dois motivos: (1) criacionismo é um modelo científico-religioso e (2) praticamente não existem professores capacitados para ensinar devidamente o criacionismo. Num contexto assim, é melhor mesmo nem abordá-lo em sala de aula. Se se pudesse ensinar um evolucionismo crítico, não ufanista, já se faria uma grande coisa.

Como jornalista, de que forma o senhor vê o tratamento da mídia, sobretudo a brasileira, em relação a questões que retratam e explicam a origem da vida?

Muito limitado e preconceituoso. E tenho acompanhado essa cobertura já há 20 anos, desde que me tornei criacionista. Nesta palestra (confira), apresento meu ponto de vista sobre o assunto e os resultados dos meus estudos.

Um professor de filosofia da Universidade Britânica de Oxford afirmou, em um vídeo que tem sido divulgado na internet, que “Deus não está morto” na Academia, em contradição à famosa afirmação do filósofo alemão Friedrich Nietzsche no século XIX. A sociedade, hoje, está menos ateísta e mais religiosa? Por outro lado, essa visão religiosa se aproxima do que a Bíblia preconiza ou se afasta?

Sim, a sociedade está mais religiosa (apesar de que também cresce o número dos que se consideram sem religião). Mas que religiosidade é essa? É um tipo de religião pós-moderna e relativista, focada nos sentimentos, na experiência, e menos na Revelação. Pouco se estuda a Bíblia e menos ainda se crê em seus ensinamentos e suas doutrinas. É nesse cenário que o espaço está aberto para o evolucionismo teísta e modalidades esdrúxulas de cristianismo. Precisamos voltar à Palavra de Deus e aos pilares fundamentais da filosofia judaico-cristã. E isso não significa ser fundamentalista. Significa ser coerente com a revelação especial de Deus por meio da Bíblia Sagrada e também com a ciência experimental. No meu entender, isso é o que significa ser criacionista.

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