21 agosto 2015

O alto custo de viver do universo da pornografia

shutterstock_221497363Prejuízos para quem consome, prejuízos para a família de quem consome. Mas isto não é tudo. Restam prejuízos para quem vive da pornografia.
A vida dos artistas de cinema parece ser apenas glamour aos olhos de alguns. “Dinheiro, fama, poder viajar para onde quiser, comprar o que quiser… deve ser fantástico”, podem pensar. Contudo, por trás do mundo fantasioso dos filmes e até mesmo dos eventos dos quais estas pessoas participam, existem pessoas reais com necessidades reais, anseios, contas para pagar, e tantas outras coisas que fazem parte da minha e da sua vida.
E se a vida daqueles que fazem sucesso em filmes de romance ou comédia não é “perfeita” como alguns podem pensar (por que é que vez ou outra surge uma notícia de gente famosa que cometeu suicídio?), podemos supor que a dos que vivem da pornografia também não deve ser.
A ex-atriz pornô Shelley Lubben, em seu livro Truth Behind the Fantasy of Porn (A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia), afirma que a pornografia é “a maior ilusão do mundo”. Segundo ela, muitas mulheres desse universo fazem uso de drogas e bebidas alcoólicas para poder fingir que gostam do que fazem. Embora a indústria do sexo tente pintar outra realidade, Shelley revela que “as mulheres têm uma dor indizível por ser espancadas, cuspidas e xingadas. [...] Pornografia é nada mais do que sexo falso, contusões e mentiras em vídeo. Confie em mim, eu sei”.
“Ah, é apenas ficção”, “boas atrizes não precisam se drogar para trabalhar”, “se ela não consegue trabalhar com isto, deveria trabalhar com outra coisa”. Um defensor da indústria pornográfica poderia facilmente expressar estas e outras justificativas. Mas, se há prejuízo para a mente que assiste, como podemos fechar os olhos para os prejuízos que existem para as mentes de quem compõe as cenas? Os seres humanos que estão ali, reproduzindo cenas que degradam a imagem da mulher, colaboram para a propagação de comportamentos violentos, etc… também possuem sentimentos, também devem ser respeitados, e não, não podem simplesmente encerrar um contrato porque estão se sentindo mal em executar seu trabalho.
A revista da campanha Quebrando o Silêncio tem como matéria de capa, este ano, um artigo do jornalista Michelson Borges acerca da indústria pornográfica e a degradação que ela promove do ser humano. Existe um grito de socorro sendo silenciado pelas drogas, pelas expectativas de fama e dinheiro, por um universo cheio de ilusão.

20 agosto 2015

Os perigos do “Cientificismo”


Se por acaso vocês são como eu, então também têm amigos descrentes que defendem que os Cristãos são tendenciosos. Eles sabem que nós, como Cristãos, acreditamos na existência de Deus, e como tal, eles assumem que somos incapazes de avaliar as evidências da maneira correcta. Os descrentes estão convencidos de que os Cristãos começam com uma proposição que obscurece o nosso julgamento.
A realidade dos factos, no entanto, é que muitos dos nossos amigos “racionais” e “baseados na ciência” estão muito mais limitados nas suas proposições do que os Cristãos. Lembrem-se que TODOS nós temos um ponto de vista, mas isto não quer dizer necessariamente que somos injustamente tendenciosos.
O viés não está de maneira alguma relacionado com o facto de se ter um ponto de vista; o viés ocorre quando este ponto de vista elimina certos tipos de evidências e certas conclusões baseadas nas evidências antes mesmo da investigação ter início. E embora os ateus possam afirmar que os Cristãos têm este tipo de viés, uma rápida examinação da dependência cultural em torno da ciência revela que o oposto é verdade.
Tenho a certeza que um amigo vosso já afirmou algo deste tipo:
Eu sou uma pessoa com mente científica, e alguém que se baseia nas evidências. A verdade só pode ser atingida empiricamente, e a ciência é a única forma de se saber com toda a certeza qual é a verdade.
Quando as pessoas fazem este tipo de declarações, elas estão a revelar mais do que apenas um ponto de vista; eles podem estar a revelar um viés rígido que se encontra enraizado na ultra-dependência da ciência com o nome de cientificismo. Existem três perigos na sobre-valorização da habilidade da ciência para determinar a verdade:
1. Uma excessiva dependência da ciência é auto-refutante
Quando as pessoas fazem a alegação de que “a ciência é a única forma de se saber a verdade”, perguntem a elas se eles “realmente sabem” se esta declaração é verdadeira. Se elas disserem que sim, perguntem-lhes como foi que a ciência lhes ajudou a chegar a essa conclusão. Ficamos a saber que a declaração “a ciência é a única forma de se saber a verdade” não pode ser confirmada pela ciência.
Esta declaração é uma proclamação filosófica que coloca em causa a sua própria alegação: não pode ser verificada ou confirmada como “verdadeira” através de qualquer examinação ou metodologia científica. Aparentemente, para as pessoas que fazem esta alegação, existe pelo menos uma verdade que eles podem saber sem o benefício da ciência: o facto da ciência ser a única forma de verdadeiramente se saber a verdade. Vêem o problema?
2. Uma excessiva dependência da ciência é inadequadamente limitante
Existem muitas coisas que podemos saber sem o benefício da ciência. A alegação filosófica mencionada previamente é um exemplo, mas há mais:
  • a) Verdades matemáticas e lógicas: Estas têm que ser aceites como pressopusições fundamentais como formar de nos podermos envolver em qualquer estudo científico; como tal, não podemos usar a ciência para determinar factos lógicos e matemáticos que a precedem.
  • b) Verdades metafísicas: Algumas verdades em torno da natureza do mundo (tais como se o mundo externo existe ou não) não podem ser determinados através do uso da ciência.
  • c) Verdades éticas e morais: A ciência não nos pode dizer o que é moralmente virtuoso ou desprezível. Ocasionalmente, els pode-nos ajudar a saber “o que é” (relativo ao mundo material), mas a ciência não nos pde dizer “o que deveria ser” (relatico aos julgamentos morais).
  • d) Verdades estéticas: A ciência não nos pode ajudar a determinar ou ajuizar o que é bonito e o que é feio.
  • e) Verdades históricas: Talvez, e algo importante no estudo da visão do mundo Cristã, a ciência não pode determinar o que é historicamente verdadeiro. A ciência não nos pode dizer nada sobre quem venceu o Óscar de melhor filme do ano passado, e de forma semelhante, a ciência não nos pode dizer nada sobre alegações antigas relativas à historicidade de Jesus ou a veracidade histórica da Bíblia.
Se vamos rejeitas categorias de verdade que não podem ser verificadas cientificamente, temos que rejeitar todas as verdades relativas à lógica, à matemática, à moral, à estética, à história e à metafísica. As mais importantes alegações da vida teriam que ser ignoradas e qualificadas de pouco fiáveis.
3. Uma excessiva dependência da ciência é prejudicialmente tendenciosa.
Mais importante ainda, uma ultra-dependência da ciência elimina todas as opções explicativas com base no viés. Há uma diferença entre o método científico (um processo de testes racional) e o cientificismo (um compromisso irracional com o naturalismo filosófico). Os naturalistas filosóficos recusam-se a considerar qualquer coisa que se encontre fora do mundo natural como explicação para eventos que podem ser observados.
Por outro lado, os Cristãos estão em melhor posição para permitir que as evidências os levem para elas se dirigem. Se as leis e os processos naturais podem explicar um determinado fenómeno, então assim seja. Se as leis e os processos naturais são incapazes de disponibilizar uma explicação, e as evidências apontam para a existência de algo sobrenatural, então essa explicação ainda se encontra sobre a mesa.
O naturalismo filosófico invalida toda a categoria de explicações  sobrenaturais antes mesmo de tentar determinar se algo sobrenatural existe!

Parece que a visão Cristã tem a habilidade de aceitar as explicações naturais sem rejeitar as sobrenaturais à priori. Uma excessiva dependência da ciência (que tem o nome de “cientificismo”) causa a que rejeitemos tudo o que seja sobrenatural antes mesmo de começarmos a investigar uma explicação. Qual destas duas abordagens é mais prejudicial? Qual é a menos tolerante em relação a uma variedade de explicações que estão à nossa disposição?
Uma excessiva dependência da ciência cegou a nossa cultura para à riqueza das possibilidades explanatórias. Não é de admirar que os “buscadores de verdade” tenham dificuldade em encontrar o que buscam.
Por J. Warner Wallace (Darwinismo)

19 agosto 2015

Declaração de John Piper sobre a semi pornografia


Pastor John, você acredita que haja alguma diferença entre nudez de filmes e a nudez em pornografia? Eu conheço vários cristãos que são contra pornografia, mas eles não tem problema algum em assistir filmes ou programas de TV que apresentem nudez gráfica.” Uma jovem mulher chamada Emily recentemente enviou essa pergunta ao “Ask Pastor John”.
Um dia depois, Adam enviou a seguinte pergunta: “Pastor John, o que o senhor diria a um cristão que assiste o programa Game of Thrones“? É um programa de TV com classificação adulta, e se tornou infame por causa da nudez e de cenas de sexo explícito, também por cenas de estupro e violência sexual contra as mulheres. Game of Thrones é agora a série mais popular na história da HBO, com uma audiência média de mais de 18 milhões de telespectadores.
A seguir está uma transcrição ligeiramente editada da resposta de John Piper nesse episódio de “Ask Pastor John”.
Quanto mais perto fico de morrer, de encontrar Jesus pessoalmente (face a face) e de prestar contas da minha vida e das palavras mal-pensadas que eu falei (Mateus 12:36), mais certeza eu tenho da minha decisão de nunca olhar intencionalmente para um programa de TV, um filme, website ou revistas onde eu saiba que irei ver fotos ou filmes de nudez. Nunca. Essa é minha decisão. E quanto mais perto fico da morte, melhor me sinto quanto a isso, e mais dedicado eu me torno.
Francamente, eu quero convidar todos os cristãos a se juntarem a mim nesta busca de uma maior pureza de coração e mente. Em nossos dias, quando o entretenimento da mídia tornou-se praticamente a língua comum do mundo, isto soa como um convite para ser um alienígena. E eu acredito com todo meu coração que o que o mundo precisa é de alienígenas radicalmente destacados, com sacrifício amoroso, apaixonados por Deus. Em outras palavras, estou convidando você para dizer não ao mundo para o bem do próprio mundo.
O mundo não precisa de mais gente legal e “culturalmente esclarecida”, ou seja, de cópias irrelevantes de si mesmo. Isso é um erro que tem enganado milhares de jovens cristãos. Eles pensam que têm de ser descolados, legais, esclarecidos, culturalmente conscientes, observando tudo para não serem bizarros. E isso é o que está desfazendo-os moralmente e desfazendo os seus testemunhos.
Então aqui estão 12 perguntas para se pensar, ou 12 razões porque estou comprometido a uma abstenção de tudo que eu sei que irá me apresentar nudez.
1 – Será que estou recrucificando a Cristo?
Cristo morreu para purificar seu povo. É uma falsificação absoluta da Cruz tratá-la como se Jesus morresse somente para nos perdoar do pecado de assistir a nudez, e não para nos purificar e dar-nos o poder de não vê-la.
Ele tem poder (comprado pelo sangue de Sua cruz). Ele morreu para nos fazer puros. Ele “entregou a si mesmo, por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo para sua própria posse” (Tito 2:14). Se escolhemos endossar, abraçar, desfrutar ou buscar a impureza, é como se tomássemos uma lança e  perfurássemos o lado de Jesus cada vez que fizéssemos isso. Ele sofreu para nos libertar da impureza.
2 – Será que isso expressa ou favorece a minha santidade?
Na Bíblia, do início ao fim, há um chamado radical à santidade – a santidade da mente, do coração e da vida. “Como aquele que vos chamou é santo, vós também sejam santos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15). Ou 2 Coríntios 7: 1, “Uma vez que temos essas promessas, amados, purifiquemo-nos de toda contaminação de corpo e espírito, trazendo santidade para o acabamento no temor de Deus” A nudez em filmes e fotografias não é santa e não faz avançar a nossa santidade. É profana e impura.
3 – Quando irei lançar fora meu olho, se não agora?
Jesus disse que todo aquele que olha para uma mulher com intenção concupiscente já cometeu adultério com ela em seu coração. Se seu olho direito te leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora (Mateus 5:28-29). Ver mulheres nuas – ou homens nus – leva um homem ou uma mulher a pecar com suas mentes e seus desejos, e frequentemente com seus corpos. Se Jesus nos ordenou guardar nossos corações, ao arrancar nossos olhos para prevenir a concupiscência, seria certo que Ele também diria: “Não assista a isso!”.
4 – Não é satisfatório pensar naquilo que é honroso?
A vida em Cristo não é apenas evitar o mal, mas principalmente buscar de forma ardente o bem. Lembre-se de Filipenses 4:18, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
Minha vida não é uma vida forçada. É livre. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gálatas 5:13)
5 – Estou buscando ver a Deus?
Eu quero ver e conhecer a Deus, tanto quanto possível nesta vida e na ressurreição. Assistir a nudez é um enorme obstáculo nessa busca. “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5: 8). A contaminação da mente e do coração, observando nudez entorpece a capacidade do coração de ver e desfrutar a Deus. Eu desafio qualquer um a ver nudez e logo após ir diretamente a Deus, orando, dando-lhe graças por causa do que  acabou de experimentar.
6 – Será que eu me importo com as almas daqueles que aparecem nus?
Deus chama às mulheres a se vestirem de uma maneira respeitável, com modéstia e auto-controle (1 Timóteo 2:9). Quando buscamos, recebemos ou embraçamos a nudez em nosso entretenimento, estamos implicitamente endossando o pecado das mulheres que se vendem dessa maneira e, portanto, sendo negligentes quanto a suas almas. Elas desobedecem 1 Timóteo 2:9, e nós dizemos que está tudo bem.
7 – Eu ficaria feliz se fosse uma filha minha interpretando o papel?
A maioria dos cristãos são hipócritas ao assistirem nudez, porque, pelo fato de assistirem, por um lado eles dizem que isso é bom, e, por outro lado, lá no fundo eles sabem que eles não iriam querer que sua filha, esposa ou namorada estivessem interpretando esse papel. Isso é hipocrisia.
8 – Será que eu estou dizendo que a nudez pode ser fingida?
A nudez não é como o assassinato e a violência na tela. A violência na televisão é de faz-de-conta; ninguém realmente morre. Mas a nudez não é faz-de-conta. Essas atrizes estão realmente nuas na frente da câmera, fazendo exatamente o que o diretor pede para elas fazerem com as pernas, as mãos e os seios. E elas estão nuas para que milhões de pessoas possam ver.
9 – Será que eu estou comprometendo a beleza do sexo?
Sexo é uma coisa bonita. Deus o criou e o declarou como “bom” (1 Timóteo 4: 3). Mas não é um esporte para um espectador assistir. É uma alegria santa que é sagrada em seu lugar devido, de um amor terno e seguro. Homens e mulheres que querem ser assistidos na sua nudez estão na categoria de exibicionistas que puxam suas calças para baixo em lugares públicos.
10 – Será que eu estou dizendo que a nudez é necessária para que haja Boa Arte?
Não há um grande filme ou uma grande série de televisão que realmente precise de nudez para adicionar à sua grandeza. Não. Não existe. Existem formas criativas para ser fiel à realidade sem transformar o sexo em um esporte de espectador e sem colocar atores e atrizes em situações moralmente comprometedoras no set.
Não é a integridade artística que está dirigindo a nudez na tela. Debaixo de toda a superfície, o apetite sexual masculino é o verdadeiro motor deste negócio, e, como consequência, a pressão da indústria e do desejo de classificações que as vendem. Não é a arte que coloca a nudez no filme, é o apelo à lascívia. Este sim vende.
11 – Será que eu estou implorando por aceitação?
Os cristãos não vêem nudez principalmente por ter como propósito maximizar a santidade. Mas isso, aparentemente, não impede que eles voltem a assisti-los. No fundo eles sabem que estes filmes e programas de televisão estão cheios de elogios e exaltações a atitudes que estão totalmente fora de sintonia com a morte do “eu” e com a exaltação de Cristo.
Não, o que faz os cristãos voltarem a ver esses programas é o medo de que, se levarem Cristo a sério em Sua palavra e considerarem a santidade um assunto tão sério como estou dizendo que é, eles teriam que parar de ver tantos programas de televisão e tantos filmes, que eles seriam vistos como bizarros. E, hoje em dia, esse é o pior de todos os males. Ser visto como bizarro é um mal muito maior do que ser profano.
12 – Será que eu sou livre da dúvida?
Há uma orientação bíblica que torna a vida muito simples: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.“(Romanos 14:32). Minha paráfrase: Se você tem dúvidas, não faça. Se isso fosse seguido, os hábitos de visão de milhões de pessoas seriam alterados, e, oh, quão tranquilamente eles iriam dormir com as suas consciências.
Então eu digo novamente:
Junte-se a mim na busca do tipo de pureza que vê a Deus, e conhece a plenitude da alegria em sua presença e do prazer eterno à sua mão direita.
Resposta dada pelo Pastor John Piper
Traduzido por Erving Ximendes

06 agosto 2015

Arqueólogos descobrem ruínas da cidade do gigante Golias

Arqueólogos descobrem ruínas da cidade do gigante Golias
 ruínas da cidade do gigante Golias

Arqueólogos da Universidade de Bar-Ilan descobriram as ruínas da antiga cidade de Gate, uma das maiores e mais influentes cidades da região nos tempos bíblicos.

Liderados pelo professor Aren Maeir, as escavações revelaram as fortificações e o portão de entrada da cidade bíblica dos filisteus onde viveu o gigante Golias.
Os arqueólogos estão trabalhando dentro do Parque Nacional de Tel Zafit, localizado entre Jerusalém e Ashkelon. Segundo o professor Maeir o portão está entre os maiores já encontrados em Israel.  Embora os arqueólogos venham escavando a região desde 1899, somente nas últimas décadas que perceberam o quanto de remanescentes da Idade do Ferro realmente existia ali.
Além do portão, foi descoberta uma grande fortificação, além de várias construções que mantinham a cidade, incluindo um templo e um local usado na produção de ferro.
Nos relatos bíblicos, Gate era a cidade de Golias, o guerreiro filisteu gigante que foi morto pelo jovem soldado israelense Davi com uma pedrada. Permaneceu habitada até o ano de 830 a.C, quando foi destruída por Hazael, o rei de Damasco.
A equipe revelou que até agora, apenas a superfície superior das estruturas são visíveis. Com base no tamanho e na forma das pedras utilizadas para construí-la, as paredes da cidade devem ter sido bastante grandes.
A cerâmicas e outros achados estão tipicamente associados com a cultura filisteia, mas mantém elementos da técnica israelita, sugerindo que as culturas influenciavam umas outras as outras.
“Isso reflete as intensas ligações que existiam entre os filisteus e os seus vizinhos”, disse Maeir. “Embora os filisteus fossem os inimigos absolutos dos israelitas, na realidade a relação era muito mais complexa.”  Com informações Jerusalém Post


Micróbios teriam dado início à vida complexa na Terra?

O bioquímico "crente" Nick Lane
[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Como foi que as pedras, o ar e a água se uniram para formar as primeiras criaturas vivas na Terra primitiva? Por que a vida complexa como a dos animais e das plantas surgiu de um só ancestral somente uma vez na História de nosso planeta? Por que dois sexos e não três, quatro ou 12? Por que envelhecemos e morremos? No livro The Vital Question: Energy, Evolution, and the Origins of Complex Life (A questão vital: energia, evolução e as origens da vida complexa), Nick Lane pretende responder a essas perguntas e muitas mais com um novo conjunto de ideias sobre o surgimento e a evolução da vida. Bioquímico da University College London, Lane sustenta que, com alguns princípios da física, podemos presumir por que a vida é assim – na Terra e no resto do cosmos. O livro anterior de Lane, Life Ascending: The Ten Great Inventions of Evolution (Vida ascendente: as dez grandes invenções da evolução), ganhou o Prêmio da Real Sociedade para livros científicos, e novamente ele se mostra um guia capaz em meio a terreno científico traiçoeiro. O autor escreve com prosa lúcida, acessível e, embora a ciência possa se tornar densa, o leitor será recompensado com uma visão impressionantemente anticonvencional da biologia.

A ideia mais surpreendente de Lane tem a ver com como a vida complexa surgiu. Durante a maior parte da História terrestre, a vida era microbiana: nada de árvores, cogumelos nem mamíferos. Embora os micróbios exibam diversidade bioquímica espantosa, vivendo em qualquer coisa, de concreto a ácido de bateria, eles nunca evoluíram para se tornar algo mais complicado do que uma única célula. Então, o que tornou possível o grande florescer da biodiversidade? Partindo de ideias desenvolvidas com o biólogo da evolução William Martin, Lance localiza as origens da vida em um acaso bizarro há bilhões anos, quando um micróbio passou a viver dentro de outro. Segundo ele, esse evento não foi uma divisão da árvore evolucionária, mas uma fusão com consequências profundas.

O novo inquilino forneceu energia para o hospedeiro, pagando aluguel químico em troca de habitação segura. Com a renda extra, a célula hospedeira pôde se dar ao luxo de fazer investimentos em comodidades biológicas mais complexas. A união prosperou, replicou e evoluiu.

Hoje, chamamos esses micróbios internos de mitocôndria; quase toda célula em nosso organismo tem milhares dessas fábricas energéticas. Lane e Martin argumentam que em função da mitocôndria, células complexas têm quase 200 mil vezes mais energia por gene, abrindo espaço para genomas maiores e evolução irrestrita.

Dentro da célula, a mitocôndria guarda seus próprios anéis minúsculos de DNA, postos genéticos avançados distintos do centro de comando genético no núcleo da célula. Embora a relação agora seja de simbiose, no começo o DNA mitocondrial vivia sendo bombardeado pelo genoma nuclear, provocando mutações frequentes. Sob essas condições, assegura Lane, somente a evolução do sexo permitiria à seleção natural manter a função de genes individuais em grandes genomas que sofrem ataques.

Mas por que dois sexos? O índice de mutação no DNA mitocondrial é elevado, o que pode abalar fatalmente a função celular. O desafio para qualquer organismo é manter baixo esse índice e, com dois sexos, argumenta Lane, nos quais somente um deles passa as mitocôndrias à descendência, o problema é atenuado. Vemos isso em quase todos os organismos complexos. Por exemplo, os humanos recebem a mitocôndria exclusivamente das mães. [...]

Mas e as origens da vida, antes de existirem células? Lane também tem algo a dizer a esse respeito. Livros didáticos contam que a origem da vida tem raízes naespeculação de Darwin de que em algum “laguinho quente” a matéria inanimada, talvez energizada por um raio de sorte, formou moléculas complexas que terminaram se replicando sozinhas. Isso faz Lane pensar para trás. Segundo ele, a matéria inanimada nunca poderia se agrupar em moléculas maiores com apenas um raio, da mesma forma que uma pilha de tijolos não poderia se montar como uma casa durante a tempestade. O surgimento da vida deve ter sido impulsionado por uma fonte de energia confiável e contínua. [Finalmente um questionamento evolucionista à teoria da abiogênese, mas ele vai tentar salvar a teoria dos fatos, como se vê a seguir...]

A visão alternativa de Lane se origina com o geólogo Mike Russell, que décadas atrás propôs que a vida surgiu em formações rochosas elevadas no leito oceânico, onde a água aquecida e carregada de minerais era cuspida do centro da Terra por meio de uma rede oca de compartimentos do tamanho de células. Essas rochas continham os ingredientes necessários para a vida começar e, o mais importante, sua temperatura natural e gradientes de energia favoreciam a formação de moléculas maiores. Ao tirar proveito da energia de uma Terra inquieta, no entender de Lane, uma pilha de tijolos só pode se tornar uma casa. [Você acredita nisso? Bastam energia e matéria inanimada para se obter informação genética, proteínas, DNA, membranas celulares, etc., etc., etc.?]

Esse cenário gera uma previsão inesperada sobre como os organismos geram energia. Nas células de quase toda criatura, incluindo os humanos, os prótons estão presos em um dos lados de uma membrana. A única saída é com a ajuda de proteína notável, com formato de turbina, a ATP sintase. Os prótons caem pela proteína rotatória, convertendo aquela energia em um formato útil para a célula, análoga a uma roda d’água.

Esse mecanismo bizarro, tão universal quanto o DNA, é totalmente inesperado na ciência. Porém, é baseado nas rochas porosas de Russell, que separam a água pobre em próton de seu interior do oceano rico em prótons. A vida tirou proveito dessa dinâmica natural do próton, Lane afirma: os gradientes do próton devem ser uma “propriedade universal da vida no cosmos”. [Como que a vida tirou proveito de algo se ela não existia? E nem vou perguntar como surgiu o próton com essa dinâmica...]

A ampla perspectiva de Lane, que tenta abordar as origens da vida, sexo e morte, é sedutora e muitas vezes convincente, embora a especulação muitas vezes supere os fatos em muitas das passagens do livro [mas um evolucionista pode fazer isso à vontade...]. Todavia, talvez para uma teoria biológica de tudo, isso é esperado, até mesmo bem-vindo.

Ainda não se sabe se a pesquisa irá confirmar Lane, mas suas muitas previsões, por mais incríveis que pareçam, podem ser testadas e poderiam manter os cientistas ocupados durante anos. Como Sherlock Holmes dizia, “quando se eliminou o impossível, então o que restar, por mais improvável que seja, deve ser a verdade”. [O impossível é a vida surgir da não vida, como provou Pasteur, mas com uma hipótese e muita especulação, os evolucionistas eliminam o impossível e passam a crer no improvável. Isso é fé!]


Nota do químico Marcos Eberlim, da Unicamp: via (Criacionismo) “Quanta fantasia travestida de ciência! Veja como é fácil argumentar explicando os porquês, mas se esquecendo dos comos. Claro que com uma ATP sintase eu explico por que a vida teve acesso a mais energia, mas quero ver explicar como um órgão sofisticadíssimo, espetacularmente orquestrado, megairredutivelmente complexo, de uma engenharia sem-par no Universo surgiu, e dentro de verdadeiras “naves celulareshigh tech”, as mitocôndrias. Como? Sei lá. Mas quando elas apareceram, por “engulição”, que traduzido é pura enganação, aí a vida evoluiu... Gente, pode?”

31 julho 2015

10 evidências científicas intrigantes sobre histórias bíblicas


A Bíblia não é um livro de história, nem se destina a ser um. Como obra de instrução religiosa, está cheia de contos destinados a ensinar alguma coisa [nota do site hype science]. Porém, como muitas parábolas ou lendas, essas histórias bíblicas parecem ter algum fundamento na realidade – com foco no “algum” [As histórias bíblicas estão longe de serem lendas ou apenas contos do vigário, pois inúmeras descobertas arqueológicas têm feito da Bíblia um livro que merece respeito e credibilidade].

Equações físicas e achados arqueológicos indicam que certos trechos da Bíblia podem se referir a pessoas ou objetos verdadeiros, mas uma grande dose de interpretação é usada nesses casos [É verdade que nem sempre onde há fumaça há fogo, mas quando a fumaça é demais o fogo passa a ser indiscutível. Uma interpretação aqui e outra ali pode realmente ser nada mais do que interpretação, mas há centenas de descobertas que falam por si e que dispensam a interpretação evidenciando a narrativa bíblica] .

Veja intrigantes descobertas que, pelo menos, levantam dúvidas [ou que pelo menos nos levam a profunda reflexão]:

10. A física arca de Noé:


Em 2014, quatro estudantes de física da Universidade de Leicester (Reino Unido) testaram as instruções dadas no livro de Gênesis para construir a Arca de Noé. Eles queriam ver se a arca, de 300 cúbitos de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, realmente flutuaria. Um cúbito é o comprimento da ponta do dedo médio de uma pessoa ao seu cotovelo, que os alunos padronizaram como cerca de 48 centímetros. Isso significa que a arca em si teria tido cerca de 145 metros de comprimento, 24 metros de largura e 14 metros de altura.

A Bíblia diz que a arca foi feita de madeira de Gofer, mas hoje ninguém sabe o que é isso. Uma suposição comum é que essa madeira era algum tipo de cipreste. Quando vazia, uma arca de cipreste pesaria aproximadamente 1,2 milhões de quilos. Quanto peso a arca poderia aguentar sem afundar? Supondo que o navio tinha a forma de uma caixa, o peso máximo que poderia deter era quase 51 milhões de quilos, equivalente a 2,1 milhões de ovinos.

Então, a arca poderia ter transportado dois de cada animal do mundo? Existem até oito milhões de espécies distintas hoje, mas a maioria poderia sobreviver a uma inundação sem precisar da arca. Além disso, os estudiosos bíblicos notam que o Gênesis refere-se a dois de cada “tipo criado”, o que provavelmente se refere a um número menor de animais do que cada espécie distinta. Assumindo que toda a vida aquática ficou no mar, os estudantes estimam que somente 35 mil pares de animais tiveram que ser colocados a bordo da arca, o que ela facilmente era capaz de aguentar. Para reduzir o espaço necessário dentro da arca, bebês ou espécimes jovens de grandes animais como elefantes poderiam ter sido usados.

[Estudos recentes indicam que a arca poderia conter mais de 70 mil animais]

9. O poder de Jezabel:


Jezabel, a mulher mais perversa da Bíblia, é mencionada em várias passagens. No século IX aC, ela se casou com o rei Acabe de Israel, mesmo sendo uma fenícia que adorava a divindade Baal. De acordo com a Bíblia, em uma passagem, a rainha Jezabel forja o selo de Acabe em documentos para persuadir os israelitas a aceitar sua religião, o que a fez ser jogada de uma janela para ser comida por cães.

Os historiadores há muito tempo se perguntam se a rainha Jezabel tinha influência independente da autoridade de Acabe. Em outras palavras, será que ela realmente poderia ser tão ruim quanto parece na Bíblia? A resposta pode estar em um selo de pedra descoberto em Israel em 1964.

A iconografia do selo inclui duas cobras, um falcão Hórus e um disco solar alado, que a estudiosa do Antigo Testamento Marjo Korpel interpreta como sugerindo uma ligação à realeza. Além disso, uma flor de lótus e uma esfinge com uma cabeça de mulher e uma coroa implica que o selo foi usado por uma rainha. Se o selo pertenceu a Jezabel, isso significa que ela tinha seu próprio poder político considerável.

Os arqueólogos inicialmente tiveram problemas em conectar o selo à rainha Jezabel. As letras gravadas na pedra eram confusas. Seu nome parecia grafado incorretamente. No entanto, quando comparado a outros de seu tempo, notou-se que a borda superior do selo estava faltando, que provavelmente continha as duas letras que faltavam para soletrar o nome de Jezabel corretamente em hebraico antigo.

Alguns problemas ainda restam, no entanto. Como o selo não foi encontrado por arqueólogos, mas simplesmente apareceu no mercado de antiguidades de Israel, isso complica a identificação de suas origens, mesmo que não seja algo incomum (apenas 10% dos selos judaicos antigos são descobertos em escavações científicas). 

Além disso, especialistas como Christopher Rollston observam que a parte que falta do selo é grande o suficiente para sugerir, pelo menos, cinco letras a mais, e não apenas duas. As letras que faltam poderiam formar qualquer número de nomes ou palavras diferentes. Em última análise, nós provavelmente nunca saberemos a origem do selo com certeza, embora possamos dizer que ele pertencia a uma mulher muito poderosa.

[Ler mais sobre esse assunto aqui]

8. O Sumo Sacerdote Judeu caifás:


Aparecendo nos evangelhos do Novo Testamento de João, Mateus, Lucas e Atos, Caifás foi o sumo sacerdote de Israel que presidiu o julgamento de Jesus antes de entregá-lo para o governador romano Pôncio Pilatos para crucificação. (Aliás, existe uma pedra Pilatos que é uma evidência física de que Pôncio Pilatos realmente existiu.)

[Veja matéria sobre a pedra que confirma a história de Pôncio Pilatos]

Em 1990, trabalhadores de uma estrada em Jerusalém tropeçaram em uma caverna antiga contendo 12 caixas de calcário com ossos de mortos. Um desses ossuários, particularmente ornamentado, estava inscrito “Joseph, filho de Caifás”. Esse nome é próximo do historiador judeu do primeiro século Flavius Josephus, que se referiu a Caifás como “Joseph, que se chamava Caifás do sumo sacerdócio”.

O ossuário elaboradamente decorado continha os ossos de um homem de 60 anos de idade, aproximadamente a idade de Caifás quando morreu. Os arqueólogos também observaram que a escrita nas caixas e na parede da caverna era uma linguagem usada pelos trabalhadores de cemitérios no primeiro século. Um dos ossuários continha uma moeda de bronze de 43 dC, mais uma prova de que os ossuários foram colocados na caverna durante o primeiro século depois de Cristo.

Dito isso, o achado é controverso. Arqueólogos céticos notam que o ossuário não é tão “chique” quanto se esperaria do lugar de enterro de um sumo sacerdote. E enquanto outros judeus ricos da época tinham seus ossuários delicadamente inscritos, a escrita no de Caifás parece ter sido grosseiramente riscada com um prego. Além disso, alguns linguistas têm argumentado que o nome hebraico no túmulo não tem sílabas o suficiente para ser a origem do grego “Caifás”, e teria realmente soado mais como “Qopha.” Outros rejeitam esta observação afirmando que os gregos costumavam acrescentar sílabas extras para nomes estrangeiros confusos.

O ossuário está agora no Museu de Israel em Jerusalém, embora os ossos tenham sido enterrados no Monte das Oliveiras. Em 2008, outro ossuário foi descoberto em Israel e identificado como pertencente à filha de Caifás. Ele é gravado com as palavras: “Miriam filha de Yeshua, filho de Caifás. Sacerdotes (de) Ma’aziah de Inri Beth”.

7. A piscina de Siloé:


O Evangelho segundo João conta a história de quando Jesus restaurou a visão de um cego colocando argila em seus olhos e lavando-os com água da Piscina de Siloé. A piscina foi um grande reservatório em Jerusalém durante o Antigo Testamento, mas foi destruída por invasores vários séculos antes de Jesus nascer. Mais tarde, foi reconstruída em várias ocasiões, mas não havia nenhuma menção de uma versão da piscina no primeiro século.
Em 2004, trabalhadores que tentavam reparar uma linha de esgoto danificada descobriram dois degraus que levavam até uma piscina. Arqueólogos rapidamente escavaram o local e encontraram uma piscina em formato de trapézio de cerca de 69 metros de comprimento. Eles também encontraram moedas e cerâmica que datavam o local em torno da época de Jesus. Em particular, quatro moedas Alexander Janeu estavam enterradas no gesso sob a fachada de pedra da piscina. Janeu governou Jerusalém de 103 aC a 76 aC.

Em um canto da piscina, os arqueólogos ainda descobriram cerca de 12 moedas no lodo datadas de 66 dC a 70 dC, indicando que a piscina estava pelo menos parcialmente preenchida nessa época. Juntos, os dois grupos de moedas dão uma estimativa de por quanto tempo a piscina foi utilizada.

O local pode ter sido usado para banhos rituais, natação ou fornecimento de água potável para os moradores da cidade. Algumas pessoas acreditam que os judeus ritualmente submergiam-se nessa piscina quando faziam suas peregrinações para Jerusalém e, como Jesus teria feito essas peregrinações também, faz sentido que tenha estado na área.
 

[Leia mais sobre o tanque de Siloé]

6. Possível casa onde Jesus nasceu:


Embora algumas pessoas argumentem que Jesus nunca existiu, os estudiosos mais sérios acreditam que o Jesus histórico nasceu por volta de 4 aC e foi educado na fé judaica em Nazaré. E o arqueólogo Ken Dark acredita que encontrou uma casa nazarena do primeiro século em que Jesus pode ter vivido quando criança.

Na década de 1880, freiras descobriram pela primeira vez esta estrutura de argamassa e pedra construída em uma encosta. Artefatos encontrados no interior da casa sugerem que era a residência de uma família judia. Por exemplo, panelas de pedra calcária teriam sido usadas pelos judeus por que se acreditava que o material era particularmente puro. Dark também citou um texto escocês do século VI descrevendo uma peregrinação à Terra Santa e incluindo uma parada em uma igreja em Nazaré “onde antes havia a casa em que o Senhor passou sua infância”.

Essa referência parece correta. Embora a casa tenha sido abandonada durante o primeiro século dC, Dark afirma que foi identificada como a casa de Jesus durante o período bizantino, quando foi decorada com mosaicos. Os bizantinos também construíram uma igreja sobre o local, para protegê-lo. Mesmo assim, a casa foi incendiada no século 13.

Dark se esforça para notar que não sabemos se a casa, na verdade, pertencia a Jesus, só que os bizantinos acreditavam que pertencia. Também, outros arqueólogos acham que Dark tem “necessidade de localizar tudo mencionado nas Sagradas Escrituras”, o que leva a fazer alegações precipitadas. Por fim, existem algumas outras questões ainda não respondidas. Por exemplo, por que a única menção desse lugar é em uma carta escocesa obscura? [Se a casa é ou não o local onde Jesus cresceu, de fato é difícil saber, mas de um fato até os mais céticos não duvidam, Jesus foi um personagem real] 


5. Muro do Rei Salomão:


No Primeiro Livro dos Reis, nos é dito que o rei Salomão construiu um muro em torno de Jerusalém. No início de 2010, a arqueóloga Eilat Mazar anunciou a descoberta de um muro, juntamente com outras estruturas defensivas, que parecem datar dos tempos de Salomão no século 10 aC.

A parede tem cerca de 70 metros de comprimento e 6 de altura. Está localizada em Jerusalém e abrange o que teria sido a Cidade de David (agora o bairro árabe de Silwan) e o Monte do Templo. A equipe de Mazar escavou partes de outras estruturas defensivas nessa área, incluindo uma torre de guarda e uma portaria que acessava a parte real da cidade. Mazar acredita que só o rei Davi ou seu filho, o rei Salomão, poderiam ter construído tal estrutura naquele momento. Cacos de grandes jarros de cerâmica descobertos no local o datam do final do século 10 aC, o que poderia colocá-los na época de Salomão. Além disso, um dos frascos de armazenamento tinha uma inscrição que apontava sua propriedade por um funcionário hebreu de alto escalão. 
O arqueólogo Israel Finkelstein reconheceu que era possível que Salomão tivesse construído o muro, mas afirmou que há riscos na utilização de textos religiosos para identificar locais históricos. “Há a questão de quando foi escrito, 300 anos depois, ou no momento dos acontecimentos? Quais são suas metas e sua ideologia? Por que foi escrito?”, disse em entrevista à National Geographic. 


4. O poder das minas de cobre:


Na Bíblia, o rei Davi lutou contra os edomitas. Muitos estudiosos acreditam que o conflito bíblico foi exagerado porque Edom e Israel antigo (ou Judá) não estavam suficientemente desenvolvidos para montar grandes exércitos. Eles veem Davi mais como um chefe tribal do que um rei.

Porém, em 1997, arqueólogos explorando as terras baixas de Edom, no que é hoje o sul da Jordânia, encontraram evidências de uma sociedade mais complexa que incidiu sobre a mineração de cobre e poderio militar. Ao concentrar os seus esforços em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre”, em árabe), estes arqueólogos concluíram que a sociedade não era apenas de pastoreio. Se os estudiosos tivessem olhado antes para as terras baixas, teriam encontrado locais de mineração de cobre.
Baseado na idade da cerâmica nestes locais, os cientistas creem que eles operaram mais fortemente em torno da época do rei Salomão. Os arqueólogos também encontraram uma grande fortaleza da Idade do Ferro. A datação por radiocarbono coloca a região no século 10 aC, aproximadamente contemporâneo com os reinados de Davi e Salomão na Bíblia.

É possível que a produção de cobre significativa (sem um propósito militar, mas com uma sociedade complexa) tenha ocorrido no século 12 aC ou mesmo antes na área. Isso dá credibilidade a Gênesis 36:31, que se refere a reis em Edom antes de existirem reis em Israel. A Bíblia também diz que o Rei Salomão foi escolhido por Deus para construir o primeiro templo em Jerusalém usando centenas de toneladas de cobre. Entre as minas de Edom e outros locais de cobre datando do século 10 aC, é possível que Salomão tivesse acesso a produção suficiente para construir um templo.
A Bíblia também fala sobre um rei egípcio chamado Sisaque, que invadiu a área cinco anos após a morte de Salomão. Recentemente, um amuleto egípcio inscrito com o nome do faraó Shesonq I (também conhecido como “Sisaque”) foi encontrado em uma mina de cobre chamada Khirbat Hamra Ifdan. Os arqueólogos acreditam que esta pode ser uma evidência das façanhas militares de Sheshonq I interrompendo a produção de cobre edomita no século 10 aC.

3. Muro de Jeremias:


Nós já falamos sobre o muro de Salomão ao redor de Jerusalém. Mas a cidade e seus habitantes tiveram uma história tão tumultuada que suas paredes mudam frequentemente para espelhá-la.

Segundo a Bíblia, no século VI aC, a Babilônia conquistou o Reino de Judá e mandou os judeus para o exílio, que continuou até a Pérsia derrotar a Babilônia e permitir que os judeus voltassem para Jerusalém. Escrito na primeira pessoa, o Livro de Neemias conta a história de como Neemias mobilizou os judeus para reconstruir os muros e as portas de Jerusalém em apenas 52 dias.

Em 2007, Eilat Mazar revelou que sua equipe tinha descoberto um muro de 5 metros de largura que podia ser de Neemias, enquanto escavavam o que acreditavam ser o palácio do rei Davi na antiga Cidade de David. Quando uma torre de pedra nas proximidades começou a desmoronar, os arqueólogos falharam em repará-la, mas acabaram encontrando nela cerâmica, selos e outros artefatos que datam do sexto e quinto séculos aC.
Quando não encontraram cerâmica de um período anterior, concluíram que a torre foi construída em torno do mesmo tempo que Neemias reconstruiu a muralha de Jerusalém. Alguns dos nomes sobre os artefatos são nomes encontrados na Bíblia.

2. Cidadela da primavera ou do Rei Davi:


Como parte de uma escavação de quase 20 anos na Cidade de David, arqueólogos anunciaram em 2014 a descoberta da “Cidadela da Primavera”, uma enorme fortaleza do século 18 aC que protegia a Fonte de Giom dos invasores nos tempos antigos.

Suas paredes tinham 7 metros de espessura, permitindo apenas o acesso à fonte de dentro da cidade. “A fim de proteger a fonte de água, eles construíram não só a torre, mas também uma passagem fortificada “, disse o arqueólogo G. Uziel. “Esta estrutura muito impressionante foi operante até o final da Idade do Ferro, e foi só quando o Primeiro Templo foi destruído que a fortaleza caiu em ruínas e deixou de ser utilizada”.

Os pesquisadores acreditam que a cidadela é a fortaleza que foi conquistada pelo rei David em 2 Samuel 5: 6-7. Ela serviu então para proteger a Fonte de Giom onde Salomão foi ungido rei de Israel em 1 Reis 1: 32-34. 

1. Possível cidade natal de Golias:


Os arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade natal de Golias, Gath, uma cidade filisteia entre Ashkelon e Jerusalém que é mencionada em 1 Samuel 06:17. Durante a escavação, os pesquisadores descobriram um altar de pedra de 3.000 anos com chifres em excelente estado, semelhantes aos descritos nos livros dos Reis e Êxodos. No entanto, o altar dos filisteus tem dois chifres, enquanto os altares bíblicos têm quatro.

Os filisteus são vilões bíblicos que viviam em torno de Gath durante os séculos 10 e 9 aC, a era de Davi e Salomão. Aspectos da cultura filisteia parecem ter sido descritos com precisão na Bíblia. Por exemplo, os arqueólogos encontraram uma estrutura maciça com dois pilares semelhante ao templo filisteu da história de Sansão. Eles também descobriram fragmentos de cerâmica com nomes inscritos que são semelhantes ao nome Golias, de origem indo-europeia. Os israelitas e cananeus locais não teriam usado esse nome, mas, obviamente, os filisteus sim.

Isso é consistente com outros achados que revelam que os filisteus mantiveram parte de sua cultura histórica, enquanto abraçaram um pouco da cultura local. Por exemplo, eles comiam cães e porcos, animais considerados impuros na cultura judaica. Eles também continuaram a adorar seus próprios deuses.
Embora a escavação tenha apresentado elementos que podem indicar batalhas violentas entre os reis de Jerusalém e os filisteus, os arqueólogos também encontraram indícios de destruição de Gath por um exército invasor no século IX aC, semelhante à história da conquista da cidade pelo rei Hazael, no Livro dos Reis.

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