03 julho 2015

Presidente mundial da Igreja Adventista é reeleito

Wilson disse que estava preparado para qualquer tipo de decisão que fosse tomada na assembleia. Foto: reprodução Adventist Review
O pastor Ted Wilson continuará exercendo a função de líder máximo dos 18,5 milhões de adventistas no mundo durante os próximos cinco anos. Com a aprovação da maioria dos delegados da assembleia, ele foi reeleito na tarde desta sexta-feira, 3, após uma discussão histórica que durou cerca de 37 minutos.
Após a decisão, acompanhado da esposa Nancy, ele fez um breve discurso no qual convocou pastores e membros para se unirem na missão. O pastor Ted Wilson também prometeu buscar diariamente a direção de Deus para liderar a igreja.
Depois disso, ele seguiu para a tradicional coletiva de imprensa. Na conversa com os jornalistas, destacou que a oração e a missão devem continuar sendo as principais ênfases da igreja nos próximos anos.
O homem por trás da função
Até quem discorda da posição do líder mundial adventista sobre a ordenação de mulheres, reconhece que o pastor Ted Wilson é um homem bondoso e apaixonado pelo evangelismo. Quem o descreve assim é o pastor Chad Stuart, líder da Igreja de Spencerville, que fica a 10 km da sede mundial adventista, em Silver Spring, Maryland (EUA).
entrevista feita por Chad e publicada no site da Adventist Review procura retratar um pouco do homem que está por trás da função. O jovem ministro diz que o presidente da igreja é conhecido por orar com os funcionários do escritório mesmo em meio à sua agenda lotada e de deixar cartões pessoais e flores sobre a mesa de um servidor que está enlutado ou que ficou afastado do trabalho por causa de uma doença. Atitudes como essa mostram a sensibilidade do líder em demonstrar compaixão, cristianismo autêntico e até respeito por quem pensa diferente dele.
Na conversa com Chad, Ted Wilson falou do que sentiu quando foi eleito em 2010 e dos valores que recebeu do pai Neal Wilson, que presidiu a denominação de 1978 a 1990, e das diferenças de personalidade entre os dois. Ressaltou que a igreja não é dirigida por um homem apenas, mas por colegiados, o que exige habilidade para ouvir opiniões diversas. Também destacou que não está nervoso em relação à votação sobre a ordenação feminina ao ministério, porque acredita que Deus está no leme da igreja. “Se o Espírito Santo não estivesse dirigindo esse movimento,
ele teria sido desintegrado há muito tempo”, garantiu.
Por fim, Ted Wilson falou de seu entusiasmo com a distribuição, aos milhões, do livro O Grande Conflito, best-seller adventista de autoria de Ellen G. White. E do seu sonho de ver a igreja trabalhando de forma mais intensa, estratégica e holística nas metrópoles, conforme orientou a mensageria do Senhor há mais de cem anos.
Trajetória
Ted Wilson foi eleito como presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em julho de 2010 durante a assembleia mundial de Atlanta. Nascido em Takoma Park, Maryland (EUA), em 10 de maio de 1950, o filho do ex-presidente mundial da Igreja Adventista Neal C. Wilson passou parte de sua infância no Egito.
Ele começou sua carreira como pastor em 1974 em New York. Em 1975, se casou com a fisioterapeuta Nancy Louise Vollmer Wilson, com quem teve três filhas.
Wilson serviu como diretor assistente e depois como diretor de Ministérios Metropolitanos em Nova York de 1976 a 1981. Logo depois, passou a servir a igreja na Divisão Centro-Oeste Africana como departamental e secretário-executivo.
Sua trajetória também passa pela Rússia, onde exerceu o cargo de presidente da Divisão Euro-Asiática, com sede em Moscou, entre 1992 e 1996.
Ted Wilson retornou aos Estados Unidos para servir como presidente da Review and Herald Publishing Association, em Hagerstown, Maryland, até sua eleição como vice-presidente mundial da Igreja Adventista em 2000, durante a assembleia de Toronto, no Canadá.
Wilson tem doutorado em Filosofia na Educação pela New York University, mestrado em Divindade pela Andrews University e mestrado em Saúde Pública pela Loma Linda University. Além de Inglês, ele fala francês e um pouco de russo. 
[Com informações do site adventist.org] via (Revista Adventista online)

Primeiro dia da assembleia mundial é marcado pela busca da unidade


A assembleia mundial da Igreja Adventista é um fenômeno único, não só no meio religioso, mas numa consideração mais ampla. Qualquer comparação com reuniões semelhantes se mostra insuficiente para traduzir a grandeza e o sentido desse megaevento. A celebração feita por membros do mundo todo, que até lembra a confraternização universal de uma Olimpíada, ainda é mais do que isso. Por reunir líderes que conduzem a Igreja em mais de 200 países, parece um encontro da ONU, mas vai além.
Ao proporcionar uma oportunidade única para centenas de expositores de organizações, ministérios, empresas e artistas de todo o planeta, também é mais do que isso. Por movimentar uma massa humana capaz de alterar o ritmo de uma grande cidade como San Antonio, o encontro também é mais do que números. A assembleia mundial combina todos esses elementos e muitos outros para formar um evento singular, mundial, que impressiona corações, transforma a igreja e define rumos.
Ao se encontrar periodicamente, o adventismo se descobre cada vez maior. E isso não poderia ser mais válido do que na 60a Assembleia da Associação Geral. Com 18,5 milhões de membros, a Igreja Adventista do Sétimo Dia já é a quinta maior denominação cristã do mundo e desempenha um papel cada vez mais relevante na sociedade, num sentido coletivo e em nível individual. Seus membros têm desempenhado papéis cada vez mais importantes. No momento desta assembleia, por exemplo, Ben Carson é pré-candidato à presidência americana, e a cidade de San Antonio tem uma prefeita adventista, Ivy Taylor.
As bênçãos de um crescimento notório trazem consigo seus desafios. O gigantismo de uma igreja representada pela face de um menino pequeno que dá estudos bíblicos numa comunidade no Amazonas também tem seu rosto refletido numa instituição médica de alcance internacional, ou na jovem que serve como voluntária da ADRA em Myanmar. A igreja é vista debaixo de um flamboyant na savana africana, tanto quanto na areia branca da longínqua Micronésia ou no ambiente climatizado de uma igreja em Chicago. Seu alcance global, sua natureza multifacetada, sua missão todo-abrangente produzem um peso equivalente que a igreja precisa administrar.
Expectativa
Os anos assim como as horas que antecederam a assembleia de 2015 foram marcados pela expectativa, até que o momento finalmente chegou com o amanhecer de 2 de julho. Sob o sol nascente do Texas, delegados e participantes caminhavam para não perder a abertura. Protegidos por barreiras e policiais que guiavam o trânsito nos cruzamentos, os primeiros contatos com o estádio coberto Alamodome, próximo à belíssima Torre das Américas, acrescentavam ainda mais solenidade à caminhada. “Esta já é minha sexta assembleia”, compartilhou o pastor Geovani Queiroz, enquanto dava passos rápidos, e acrescentou: “só sabe o que é uma assembleia mundial quem participou de uma.”
Pontualmente às 8 da manhã, música suave e inspiradora era cantada em sequência, sem apresentações, até que oração e cântico congregacional foram seguidos pela leitura do capítulo 7 de Apocalipse (do projeto Reavivados por Sua Palavra) e pelo primeiro devocional, dirigido pelo pastor Janos Kovacs-Biro. As reuniões de oração e adoração servem especialmente para se buscar reavivamento e reforma espiritual.
Primeiras votações

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Os momentos de reflexão deram lugar à chamada business session (algo como “sessão administrativa”), em que temas foram apresentados aos delegados para votação, num tipo de comissão de igreja. A assembleia de delegados exerce a autoridade máxima da igreja, definindo as questões pelo voto individual. A participação de membros e líderes, numa proporção de 50% cada, resguardam o princípio de igualdade nas votações.
Inicialmente, o próprio ato de votar se tornou um motivo para questionamentos. Com a introdução de aparelhos eletrônicos individuais, alguns delegados questionaram a confiabilidade do novo sistema. As perguntas respeitosas, porém, diretas, foram respondidas pelo presidente da comissão, Lowell Cooper, bem como pelo secretário da sede mundial, o cingapuriano G. T. Ng, que reafirmaram a funcionalidade do sistema, que foi utilizado e aprovado no concílio anual da igreja, realizado em outubro de 2014. A habilidade em lidar com questionamentos sinceros chamou a atenção de Friedbert Hartmann, secretário da sede adventista para o Norte da Alemanha: “temos líderes excelentes. Representam bem a igreja”.
As diversas participações chamaram a atenção para notícias animadoras da igreja mundial. Uma homenagem feita pelo pastor Ted Wilson, presidente da Associação Geral, a Alberto Gulfan, ex-presidente da Divisão do Pacífico Sul-Asiático, que deixou o cargo por motivo de saúde e se aposentou. O pastor Wilson também chamou atenção para os 18 chineses presentes na assembleia, que foram saudados por todos os presentes.
Em seguida, Wilson convidou o pastor Raafat Kamal, líder da igreja na Hungria, para falar da reconciliação ocorrida nesse país (clique aqui para saber mais). Famílias dissidentes se mantinham afastadas da denominação há mais de 40 anos. O fim do cisma na Hungria, que conta com apenas 6 mil membros, foi celebrado após décadas de diálogo, especialmente, nos últimos quatro anos.
Consenso
Mas o ponto alto do primeiro dia da assembleia foi a ênfase na unidade. Após um filme “O que poderia ter sido?” (What Might Have Been – Can Be), que retrata um clima de humildade, perdão e reconciliação na assembleia de 1901, que, na verdade, não passou de uma visão de Ellen White sobre o que poderia ter sido aquela reunião e o impacto que ela teria produzido na igreja e no cumprimento da missão. “Se a igreja de Cristo tivesse feito o trabalho, como o Senhor havia ordenado, o mundo inteiro teria sido alertado, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (Review and Herald, 13 de novembro de 1913).
assembleia-San-Antonio-2015-02.07-creditos-leonidas-guedes-26Após o vídeo de 28 minutos, o pastor Wilson conclamou os delegados a tornarem realidade a visão da mensageira do Senhor, buscando um espírito de perdão, reconciliação e respeito mútuo. O chamado foi seguido por um longo momento de oração em duplas e trios. Isso chamou a atenção de um professor da Universidade Valley View, em Gana. “Não devemos vir às reuniões com ideias preconcebidas e divididas. Como no filme, precisamos orar a Deus por perdão, para que ele tenha misericórdia de nós. Os momentos de oração foram muito bons, e eu orei para que isso perdure em nossa mente.”
O chamado à unidade também foi o ponto alto para o pastor Bruno Raso, vice-presidente da sede sul-americana da igreja: “Gostei do apelo à unidade para uma experiência de reavivamento e reforma, que leva ao batismo do Espírito Santo e a igreja a terminar a obra de Deus”. “A busca do entendimento de opiniões foi o que mais me chamou a atenção”, disse Marlon Lopes, tesoureiro e colega de Raso na sede sul-americana. “Se as pessoas prestarem bem a atenção, vão perceber essa tentativa (da liderança) de manter harmonia e o respeito às diferenças.”
As expectativas quanto às reuniões deste ano são grandes: “independentemente das decisões, desejo que a igreja saia mais forte e mais unida. Tenho confiança de que será assim”, conta o pastor Lopes. Lea Jano, líder associada do Ministério da Família na Missão Guam-Micronésia deseja “continuar a ver a igreja unida e que a voz de Deus seja ouvida”. Por sua vez, o pastor Raso acredita que Deus “vai manifestar seu poder. O que Deus permitir será o melhor para a igreja. E a maior expectativa do coração é que essa seja a última assembleia”, afirma. “Deixemos a Palavra de Deus ser suprema em tudo o que estamos fazendo, mesmo em nossas práticas, assim como em nossas crenças, que a Palavra de Deus nos guie”, completa o professor Robert Osei Bosu.
A tarde do primeiro dia das reuniões da assembleia mundial foi ocupada pelas reuniões das comissões de nomeação das sedes continentais (divisões) e pelo funcionamento dos estandes no prédio anexo ao Alamodome, no centro de San Antonio. O restante da tarde contou com a aprovação dos nomes das comissões de nomeações. À noite, a reunião foi marcada pela adoração, louvor e testemunhos, como de costume nas assembleias, com destaque para o relatório das atividades realizadas pela igreja mundial nos últimos cinco anos sob a administração do pastor Ted Wilson.

Apelo da assembleia da Associação Geral
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No apelo à unidade, feito pelo pastor Ted Wilson, foi lida a seguinte mensagem, projetada nos telões e distribuída aos delegados:
“Nós, oficiais da Associação Geral e das Divisões, apelamos a todos os delegados da assembleia da Associação Geral, assim como os demais participantes a aceitar uns aos outros como irmãos e irmãs em Cristo, a despeito de algumas diferenças de opinião que possam ser evidentes sobre certos temas. Pedimos que busquemos a semelhança a Cristo e um respeito humilde de uns pelos outros em nossas palavras e atividades durante esta assembleia da Associação Geral e depois dela. Pelo poder de Deus, nosso comportamento humilde e atitudes falarão alto àqueles que nos veem. Apelamos intensamente para que façamos tudo ao nosso alcance para fortalecer a igreja – este precioso movimento adventista. Nós nos apoiamos completamente em Cristo pelo espírito unificador que nós necessitamos ao proclamar as três mensagens angélicas nestes últimos dias da história da Terra.

02 julho 2015

Obama diz que religiosos precisam aceitar o casamento gay


Depois que a Suprema Corte dos EUA aprovou o casamento gay nos EUA, a Casa Branca foi iluminada com as cores do arco-íris, símbolo mundial do movimento LGBT. O presidente Barack Obama, que lutava por isso desde que ganhou a primeira eleição, usou sua conta no Twitter para afirmar “O amor vence”, frase que se popularizou na internet logo em seguida.
Mas uma de suas falas nos dias seguintes teve pouca repercussão na grande mídia, embora tenha irritado muitos líderes religiosos. O presidente americano disse que as pessoas precisam mudar suas convicções [religiosas] e aceitar o casamento gay.
Para que isso aconteça, incentivou os defensores da união entre homossexuais que “ajudem” os demais a superar seus pontos de vista, que estão profundamente enraizados.
Ao mesmo tempo, afirma que seu governo tem “profundo compromisso com a liberdade religiosa”.  “Mudança nos corações e mentes é possível”, acrescentou.
“Aqueles que chegaram tão longe em sua luta pela igualdade têm a responsabilidade de ajudar os outros para que se juntem a eles. Porque apesar de todas as nossas diferenças, somos um povo. Somos mais fortes juntos do que jamais seríamos sozinhos”.
Curiosamente, enquanto concorria ao Senado, em 2004, Obama afirmou:  “Acredito que o casamento é entre um homem e uma mulher… Na minha fé, um homem e uma mulher quando se casam, estão realizando alguma coisa diante de Deus, e não é simplesmente duas pessoas que estão juntas”.
Durante muitos anos Obama afirmou ser evangélico, mas um quarto dos americanos acredita que ele é o Anticristo. Pastores influentes já afirmaram que ele está apenas abrindo o caminho para a chegada do Anticristo.
Durante um painel da Heritage Foundation, o procurador-geral norte-americano Donald Verrilli, terceiro oficial mais graduado do Departamento de Justiça e que pode falar em nome da administração de Obama em processos judiciais chocou a plateia.
Perguntado se com a decisão da Suprema Corte, as escolas religiosas seriam obrigadas a oferecer alojamentos a casais do mesmo sexo, ele asseverou “Isso certamente vai ser um problema”. Alguns seminários e Universidades evangélicas lutam na justiça a mais de uma década pelo direito de não aceitarem alunos homossexuais. 

Com informações de Examiner (Via Gospel Prime)

27 junho 2015

O “casamento gay” em uma nação “cristã”

Votação surpreendente nos EUA
Numa decisão histórica, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou nesta sexta-feira (26) o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. Os 13 estados que ainda proibiam não podem mais barrar os casamentos entre homossexuais, que passam a ser legalizados em todos os 50 estados americanos. A decisão veio por cinco votos contra quatro. O casamento tem sido uma instituição central na sociedade desde os tempos antigos, afirmou o tribunal, “mas ele não está isolado das evoluções no direito e na sociedade”. Ao excluir casais do mesmo sexo do casamento, explicou, nega-se a eles “a constelação de benefícios que os estados relacionaram ao casamento”. O tribunal acrescentou: “O casamento encarna um amor que pode perdurar até mesmo após a morte. Estaria equivocado dizer que estes homens e mulheres desrespeitam a ideia de casamento... Eles pedem direitos iguais aos olhos da lei. A Constituição lhes concede esse direito”, ressaltou, segundo a agência AFP. [...]

O caso analisado pela decisão desta sexta se referia aos estados de Kentucky, Michigan, Ohio e Tennessee, onde o casamento é definido como a união entre um homem e uma mulher. Esses estados não permitiram que os casais do mesmo sexo se casassem em seu território e também se negaram a reconhecer os casamentos válidos em outros estados do país. [...]

Como informa a agência EFE, o governo do presidente Barack Obama já tinha manifestado abertamente sua postura a favor do casamento homossexual depois que, pela primeira vez, o próprio líder declarou apoio à causa em 2012. Obama disse no Twitter que a aprovação é um grande passo para a igualdade de direitos. “Casais de gays e lésbicas têm agora o direito de se casar, como todas as outras pessoas. #Oamorvence”, disse o presidente. [...]


Casa Branca colorida
Nota: Levando em conta a notícia acima, que teve ampla repercussão em todo o mundo e grande apoio nas redes sociais, com pessoas e instituições (a Casa Branca mudou a imagem do seu perfil no Facebook) adotando as cores do arco-íris em apoio à causa gay, quero tratar aqui de, pelo menos, três pontos:

1. Já disse várias vezes aqui que não posso ser contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo, pois cada um faz o que bem entende da sua vida e o Estado tem o dever de garantir certos direitos aos cidadãos, sejam eles quem forem, tenham a orientação sexual que tiverem. O que não posso aceitar é a redefinição da palavra “casamento”, e que isso venha de uma nação fundada sobre bases bíblicas, por protestantes vindos da Europa com o objetivo inicial de ser fiéis à Palavra de Deus. Embora Obama tenha cantado o tradicional hino evangélico “Amazing Grace” no funeral de uma senadora (confira), a verdade é que, com sua atitude em relação ao “casamento” gay, ele deixa claro que sua religião é nominal, não se importando com o que diz a Bíblia – exatamente como a maioria dos cristãos hoje em dia. Alguém poderia dizer: “Mas ele cantou sobre a graça de Deus, que é inclusiva e perdoadora.” Sim, é. Mas, como diz Judas 4, não é correto valer-se da graça de Deus para acobertar o pecado. A graça nos livra do pecado, nos dá poder para vencê-lo, não passa a mão na cabeça do pecador. E aqui é preciso deixar claro, também, outro detalhe nessa discussão: ter tendências homossexuais não é pecado, praticar relações homossexuais, sim. Todo ser humano tem seus pontos fracos e suas lutas contra tentações específicas. O que não podemos é nos render a essas tentações como se pecar fosse algo inevitável ou até desejável.

2. Essa aceitação da união entre pessoas do mesmo sexo como se fosse casamento igual ao dos heterossexuais é outra evidência de que a crença criacionista foi pro ralo nos Estados Unidos e em quase todo o mundo. A Bíblia apresenta o primeiro casamento tendo sido celebrado por Deus, envolvendo um homem (Adão) e uma mulher (Eva). E Jesus Cristo reforçou isso em Marcos 10:6-8: “Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne.” Uma só carne (casamento) = homem + mulher. A descrença na literalidade dos primeiros capítulos de Gênesis levou não apenas à dissolução da crença no casamento monogâmico heterossexual, mas também à descrença no sábado bíblico, abrindo caminho para a aceitação do falso dia de guarda, o domingo. Está tudo no mesmo “balaio”: o falso casamento e o falso dia de guarda. Quando se abandonam as verdades sustentadas pela visão criacionista bíblica, escancara-se a porta para uma série de absurdos religiosos e comportamentais. Assim, as duas instituições edênicas – o casamento e o sábado – foram substituídas por contrafações.


Onda gay nas redes sociais
3. Com a doutrinação adequada, leis antes tidas como absurdas acabam sendo aceitas naturalmente. Anos de glamourização dos relacionamentos homossexuais em filmes, seriados e novelas acabaram “fazendo a cabeça” do povo. Isso também aconteceu no Brasil, com as novelas exibindo beijos gays em horário nobre, de forma que, com o tempo, praticamente todo mundo passou a ver isso como algo aceitável e até admirável. Você duvida que, com a insistência do Vaticano/papa nadefesa do domingo como dia da família e da natureza, será bem fácil promulgar uma lei que o torne obrigatório? O Parlamento Europeu já concorda com isso. Outros países também. Assim como outros países já permitiam o “casamento” gay. Mas, quando os EUA tornam isso obrigatório, essas leis têm mais força e muitos outros lhe seguem o exemplo. Muitas pessoas adotaram as cores do arco-íris em seus perfis nas redes sociais simplesmente para embarcar na “onda”. Quantas outras ondas e leis virão por aí? [MB]



Assista também a este vídeo (aqui, em inglês) pata entender as possíveis consequências para as igrejas dessa decisão da Suprema Corte norte-americana.

Detalhe curioso sobre a bandeira gay: enquanto o arco-íris tem sete cores (número bíblico da perfeição), a bandeira gay tem seis.

Posição e comunicado da Igreja Adventista sobre a legalização do casamento gay nos EUA


A Divisão Norte-Americana emitiu este comunicado sobre a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo nesta sexta-feira 26 de junho:

A Suprema Corte dos EUA, na sexta-feira, 26 de junho, lançou sua decisão pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal, a Igreja Adventista mantém a sua crença fundamental de que o casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher.

Embora a Igreja respeite as opiniões de quem possa ser diferente, ela vai continuar a ensinar e promover a sua convicção baseada na Bíblia do casamento entre um homem e uma mulher.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita que todas as pessoas, independentemente de raça, gênero e orientação sexual são filhos de Deus e devem ser tratadas com civilidade, compaixão e amor semelhante ao de Cristo.


Mais informações sobre a crença da Igreja Adventista sobre o casamento podem ser encontradas aqui (Crença Fundamental nº 23 - Matrimônio e Família)

Leia também a Declaração Oficial: Os Adventistas e a Homossexualidade


Papa e Obama, unidos para salvar o planeta

26 junho 2015

A Cronologia do Salmo 150


O Cristão e a Cultura - Mesa Redonda - Bloco 2


Crença infantil: professor da UFRGS ataca o criacionismo

Lugar comum e muito preconceito
Em entrevista concedida à RBS TV, o professor de pós-graduação Fernando Becker, da UFRGS, comentou a proposta da deputada Liziane Bayer de que se ensine criacionismo em escolas públicas (confira). Várias vezes deixei claro aqui que muitos criacionistas, incluindo os associados da Sociedade Criacionista Brasileira, entre os quais me incluo, discordam de propostas dessa natureza (confira). Mas a argumentação de Becker é por demais rasa e até injusta. Melhor seria terem convidado um criacionista esclarecido para explicar por que o criacionismo não deve ser ensinado em escolas públicas, e não apenas um professor cujas opiniões revelam desconhecimento das discussões sobre o tema. Mais um exemplo de mau jornalismo... Assista aqui e aqui aos vídeos. A seguir, quero pontuar algumas frases do professor.

Becker começa com o lugar comum de que criacionismo é religião e deve ser relegado ao seu “gueto”, digo, à igreja. Ainda que seja um fenômeno cultural, para Becker ele não deve sequer ser ensinado nas escolas. Ele diz que a “função da escola é trazer o conhecimento científico para a população”. Ok, mas instantes depois defende o ensino de uma teoria segundo a qual a vida teria surgido da não vida, há bilhões de anos, e se tornado mais e mais complexa ao longo do tempo. Becker omite o fato de que essa ideia pertence ao campo da filosofia (naturalismo filosófico), e não à ciência propriamente dita. O macroevolucionismo naturalista não pode ser submetido à investigação científica e, portanto, seguindo o argumento do professor, também não deveria ser ensinado em aulas de ciências.

Becker diz que falta tempo para ensinar tantos conteúdos e que, portanto, não haveria espaço para o criacionismo. Essa é boa! Becker é educador e deveria saber que a melhor forma de se aprender a pensar (e não apenas memorizar conteúdos) é analisando o contraditório. Em lugar de empurrar a teoria da evolução – com todas as suas insuficiências epistêmicas – goela abaixo dos alunos, por que não promover um ensino crítico da evolução? Aliás, por que não promover o ensino crítico da própria ciência, como estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em lugar de endeusá-la?

Apoiando o argumento de Becker, a entrevistadora diz que a ciência trabalha com evidências e o criacionismo, com fé. E reforça o lugar comum de que o assunto se trata da polarização entre ciência e religião. Isso é falso! Teoria da evolução não é sinônimo de ciência, tanto quanto criacionismo não é sinônimo de religião. A teoria da evolução conta com evidências científicas (pelo menos no que se refere à chamada “microevolução”), mas mistura um bocado de filosofia naturalista em seu modelo. O criacionismo tem também sua base teológico/filosófica, mas afirmar que o modelo não conta com evidências é desprezar as descobertas da biologia molecular e da bioquímica (que apontam para umdesign inteligente e para a complexidade irredutível) e da geologia catastrofista (que mostra evidências de um dilúvio e de uma coluna geológica não necessariamente tão antiga), por exemplo. Há muitos cientistas sérios discutindo essas evidências. Por que certos setores da mídia e certos professores insistem em ignorar isso? Deixando de lado o componente filosófico dos dois modelos (criacionista e evolucionista), é perfeitamente possível discutir/analisar as evidências apresentadas por ambos os lados. Dizer que a questão se resume a ciência versus religião é evitar o debate e blindar o evolucionismo.

O pior mesmo é Becker dizer que “a religião trabalha com o emocional e com a crença, a ciência trabalha com a razão e a evidência”. Que absurdo! Primeiro, porque cientistas não são máquinas. Eles possuem pressupostos, preconceitos, subjetividades, opiniões, cosmovisões, e isso tudo certamente interfere na forma como veem as coisas. Seria bom Becker estudar um pouco Thomas Kuhn. Segundo, porque teólogos estudam, sim, evidências e usam e muito a razão e ferramentas científicas. Dediquei cinco anos a um mestrado em que estudei hermenêutica, ciência e religião, sociologia, arqueologia bíblica, antropologia e outras disciplinas. Mestrado em quê? Teologia. Becker deve estar pensando em certas religiões emocionalistas que não dão valor ao estudo acadêmico, e mais uma vez cai no lugar comum.

O professor cita o encantamento de Einstein com o fato de o Universo ser inteligível e, sem querer, dá um tiro no pé, colocando em cheque sua defesa do naturalismo. Essa é uma grande questão. Como explicar o fato de que nosso cérebro, nosso intelecto consegue entender o Universo, a realidade que nos cerca? Se somos apenas um ajuntamento fortuito de moléculas, por que devo aceitar as conclusões desse cérebro simiesco a respeito? Por que devo crer que a massa cinzenta de átomos e moléculas que compõem o cérebro de Becker está fazendo uma análise correta do assunto sobre o qual está discorrendo?

Para o docente, não há como conciliar ciência e religião. Mas ele deveria dizer isso para Galileu, Copérnico, Kepler, Newton, Pascal, Pasteur, Collins e tantos outros. O que ele deveria ter dito é: não se pode conciliar o naturalismo filosófico ateísta com a cosmovisão bíblico-criacionista. Aí estaria coberto de razão.

Mais uma pérola beckeriana: “A biologia fala que a vida apareceu neste planeta há três e meio bilhões de anos.” Não, a biologia não diz nada sobre isso. Os biólogos se ocupam da vida e só podem estudar a vida que eles têm ao alcance dos olhos, das mãos, do microscópio. Quem afirma que a vida “apareceu” (abracadabra!) neste planeta são os evolucionistas e sua teoria. Novamente Becker confunde um modelo hipotético com uma área da ciência empírica.

E o professor universitário termina “apoteoticamente” sua entrevista com uma frase de efeito, afirmando que os que os que defendem o criacionismo são “adultos professando crenças infantis”.

Essa entrevista quase desastrosa e totalmente parcial ajudou a firmar minha convicção de que o criacionismo não deve mesmo ser ensinado em escolas públicas. E um dos motivos que me convencem disso é o risco de que ele seja ensinado por professores como Becker.

Michelson Borges (Criacionismo)

11 junho 2015

Arqueólogos encontram igreja de 1.500 anos em Israel

Homem anda em local de escavação onde igreja de 1.500 anos foi achada por arqueólogos perto de Jerusalém, em Israel (Foto: Ronen Zvulun/Reuters)

Descoberta ocorreu durante obras de ampliação de rodovia.

As autoridades arqueológicas de Israel anunciaram nesta quarta-feira (10) que encontraram uma igreja bizantina de 1.500 anos de idade que atendia viajantes que se dirigiam a Jerusalém, informaram fontes oficiais.
A descoberta foi feita perto da cidade árabe de Abu Gosh durante as escavações de ampliação da Rodovia 1, que liga Jerusalém a Tel Aviv, informou a assessoria de comunicação da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI).

Segundo os especialistas, trata-se de uma igreja que fazia parte de um complexo de uma parada na estrada para os viajantes que se deslocavam entre Jerusalém e a costa mediterrânea. Está situada perto de uma fonte de água conhecida em árabe como Ein Naqa, nos arredores da atual cidade de Bet Neqofa.

 A igreja tem 16 metros de comprimento, uma capela lateral de 6,5 por 3,5 metros, com piso de mosaico branco, um batistério em formato de árvore de quatro folhas e paredes que já estiveram decoradas com afrescos.
Em um dos quartos adjacentes ao templo cristão foram encontradas grandes quantidades de azulejos de cerâmica e lâmpadas de óleo, moedas, copos de vidro, fragmentos de mármore e conchas de madrepérolas.
Annette Nagar, diretora da escavação, disse que o complexo foi construído ao lado da estrada que levava a Jerusalém, provavelmente no período romano.

"Esta parada de estrada deixou de ser utilizada no final do período bizantino, mas a via que existe a seu lado foi renovada e continuou sendo utilizada até os tempos modernos", detalhou Annette na nota.
  
Luminária antiga foi encontrada em escavação de igreja de 1.500 anos em Israel (Foto: Ronen Zvulun/Reuters)
Direitos: (G1)

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