29 janeiro 2015

Lobby LGBT destruiu educação no Brasil, denuncia pedagoga


Em palestra realizada em dezembro de 2014 em Arujá, na Grande São Paulo, a advogada, pedagoga e pastora Damares Alves trouxe novas e impressionantes informações sobre o brutal aparelhamento da educação brasileira pelo movimento LGBT.

“Eu posso fazer nas escolas um grande trabalho de combate ao preconceito sem agredir a identidade biológica das nossas crianças e sem destruir a imagem da família. Mas isso não está acontecendo no Brasil. Aqui está havendo uma verdadeira guerra contra a família”, denunciou.

A pedagoga denunciou o conteúdo de cartilhas pedagógicas de todo o Brasil que abordam a temática sexual nas escolas de forma explícita até para alunos do ensino fundamental.
É um material recheado de notórios incentivos à masturbação, iniciação sexual precoce e experimentação de comportamento bissexual. Algumas cartilhas, de tão explícitas, se tornaram alvo de denúncias dos pais e ganharam reportagens na TV.

A pedagoga também relatou o caso de um pai de Bauru, em São Paulo, que foi olhar o material pedagógico da filha de 12 anos, cursando o sexto ano, e ficou abismado com dever de casa que o livro propunha para a sua filha.

O dever de casa era o seguinte: o aluno era orientado a passar o fim de semana beijando três meninos e três meninas. O tema da redação seria, então, a descrição das sensações vivenciadas durante essas experiências.

“Isso não é combate a homofobia. Não estão respeitando a identidade biológica das nossas crianças. Posso falar de preconceito contra homossexuais sem levar para as escolas, por exemplo, uma cartilha que mostra quatro homens transando. Posso combater o preconceito sem levar isso para crianças entre 10 e 13 anos de idade”, denunciou Damares.

Narrou ainda o episódio vivido por uma professora que – por razões profissionais – não pode ser identificada. Ela flagrou um aluno de apenas 03 anos fazendo sexo oral em um colega. A professora levou o caso à direção e, para sua surpresa, foi orientada a não intervir.

“A diretora daquela escola, seguindo o padrão imposto na educação brasileira, disse para a professora que aquilo era uma demonstração homoafetiva. E, se ela impedisse, poderia ser vista como homofóbica. Mas e se o caso envolvesse um menino e menina? Será que, neste caso, a diretoria não diria que é cedo demais pra isso?”, questionou Damares.

Menina esperta
Damares citou a existência do “Plano Nacional de Cidadania LGBT”, uma diretriz do governo federal, que traz no seu primeiro “eixo estratégico” o objetivo de “estimular materiais didáticos e paradidáticos sobre diversidade sexual”.

São muitos os caminhos que o movimento LGBT tem percorrido, sem alarde, para levar sua agenda ideológica para as escolas. E os resultados, muitas vezes, chocam os professores e demais profissionais que recebem esse material pedagógico.

“Sempre cito o caso da cartilha chamada ‘Meninas espertas vivem melhor’. Nela, ensina-se que meninas não precisam de homens porque podem se masturbar sozinhas. A cartilha vem com um espelhinho pra menina chegar em casa e olhar a própria vagina. E assim ela aprende a se masturbar. Isso foi feito com verba pública”, declarou Damares.

“Essa tem sido a tônica dos materiais que estão chegando nas escolas do Brasil. Não é combate a homofobia. Estão desrespeitando a identidade biológica das nossas crianças e usando verbas públicas para destruir essa geração”, completou.


Fonte: (Gospel Prime)

Nota Gilberto Theiss: Lucas 17:28-30 inseri o contexto da experiência de Ló para os dias finais da história que antecede a segunda vinda de Cristo. Para ser mais claro, Jesus disse que quando o mundo for sodomizado como no passado, que isto seria um claro sinal da destruição final. Devemos olhar para estes eventos com indignação ao pecado, mas com o coração fremindo de esperança no cumprimento da promessa de Deus. Estamos de fato no limiar dos últimos acontecimentos. Este mundo será visitado em breve por Aquele que prometeu que retornaria com poder e glória. Enquanto este glorioso evento não se materializa, lembremo-nos que o mundo é governado pelo pecado e que devemos nos esforçar para proteger nossos filhos das influências corruptoras deste mundo. Tudo aqui é meticulosamente administrado pelos anjos que caíram do céu e eles farão tudo o que for preciso para promover a extrema oposição à lei de Deus. Seu alvo principal? Sim, as crianças, pois elas serão os líderes no futuro, seja da nação, das igrejas ou dos lares. Desta forma, quando adultas, serão alvos fáceis da manipulação.

28 janeiro 2015

Estudiosa cientista afirma: Os relatos de Moisés “São coerentes com a ciência”


A ciência [segundo o parecer do comentarista da matéria] tem comprovado diversas afirmações bíblicas através de estudos e análises, porém a mídia pouco destaca essas descobertas. O livro do Gênesis, que relata a criação do mundo e do ser humano, foi alvo de uma pesquisa que chegou a conclusão de que suas histórias são coerentes com o que a ciência descreve a respeito da origem da vida na Terra.
Margaret Hunter, uma matemática que criou um sistema que mostra a narrativa bíblica em ordem cronológica, analisou o Gênesis e chegou à conclusão de que, cientificamente falando, o relato de Moisés é extremamente preciso.
Em entrevista ao Christian News Network, Margaret diz que a chance de que Moisés tenha adivinhado os acontecimentos é infinitesimal: 1 em 479 milhões. “Eu percebi que os 12 itens listados na conta da criação de Gênesis são confirmados pelos cientistas de hoje como sendo na ordem correta, começando com a luz que está sendo separada das trevas, plantas chegando antes dos animais e terminando com o homem”, explicou.
“Moisés teve menos de uma chance em 479 milhões de apenas adivinhar corretamente a sequência do relato da criação. Para mim, a explicação mais simples é que Moisés ouviu o relato direto do Criador”, disse Margaret, que acrescenta que a exatidão da Bíblia não se limita aos primeiros capítulos: “Os nomes, lugares e acontecimentos da Bíblia têm sido confirmados. Até o rei Davi, escritos e monumentos tem sido encontrados em nações vizinhas [a Israel]“, observou.
Para reforçar seu argumento, Margaret citou um documento do Departamento de Antropologia do Museu Smithsonian, que se refere aos “livros históricos do Antigo Testamento” como “documentos históricos tão precisos quanto qualquer outro que temos desde a antiguidade e são, de fato, mais precisos do que muitos dos egípcios, histórias da Mesopotâmia, ou gregos”.
“A Bíblia não é um livro de histórias míticas de pessoas em combate com inimigos, mas uma história factual confirmada por evidências arqueológicas, pelo menos até onde a arqueologia tem sido capaz de ir”, concluiu Margaret.

 Fonte: (Gospel +)

Assista a enquete com o pr. Gilberto Theiss - Gênesis, literal ou simbólico?

22 janeiro 2015

Cientistas encontram cópia mais antiga do Evangelho em uma múmia egípcia

Esta máscara de múmia é uma das que foi desmontada por pesquisadores da Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá, e revelou um antigo papiro. Em uma máscara semelhante, os cientistas encontraram o mais antigo evangelho, que data do primeiro século.

Um grupo de cientistas encontrou a cópia mais antiga do Evangelho em uma folha de papiro reutilizado para construir a máscara de uma múmia egípcia, revelou à Agência Efe Craig Evans, doutor em Estudos Bíblicos e um dos responsáveis pela descoberta.

Trata-se de um fragmento do Evangelho de São Marcos, localizado há três anos e que, agora, especialistas da Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá, consideram como o primeiro manuscrito do Novo Testamento da Bíblia de que se tem conhecimento.

Os cientistas acham que a origem do papiro remonta o primeiro século de nossa era, entre o ano 80 e 90 d.C., o que representa uma grande novidade. Até então, as cópias mais antigas datavam do século II depois de Cristo.

Os especialistas acreditam que alguém escreveu o fragmento de texto no papiro e, depois, outras pessoas reciclaram o material, muito caro na época, para elaborar a máscara funerária.

As máscaras eram utilizadas pelas pessoas pobres do Egito, não tendo relação com as feitas em ouro e joias para cobrir os rostos dos grandes faraós, explicou Evans.

Acredita-se que São Marcos escreveu seu evangelho em Roma, acompanhado de São Pedro. Mas como a cópia viajou da atual capital italiana ao Egito? O caminho não é assim tão longo, garante o pesquisador.

"No Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma pode ser lida no Egito semanas depois. Marcos escreveu seu evangelho no final dos anos 60 d.C, portanto, era possível encontrar uma cópia no Egito 20 anos depois", defende.

Para determinar a data dos papiros, os cientistas usaram uma técnica que permite descolar as folhas de papiro das máscaras sem danificar a tinta. Dessa forma, os textos podem ser lidos com a mesma clareza.

Esse evangelho é uma das centenas de documentos que estão sendo analisados pela equipe de Evans, composta por mais de 30 especialistas.

"Estamos recuperando antigos documentos do primeiro, do segundo e do terceiro século depois de Cristo. Não só documentos bíblicos, mas também textos gregos clássicos ou cartas pessoais", explicou Evans, que revelou que alguns deles pertencem do poeta grego Homero, autor de grandes obras clássicas como "Ilíada" e "Odisseia".

No caso do fragmento do evangelho de São Marcos, foram analisadas também o design do projeto e as decorações da máscara, assim como o estilo da escrita e a datação do material, através do uso do isótopo carbono-14.

No final do ano, as descobertas serão divulgadas em uma revista especializada. Só então o público conhecerá qual o trecho do evangelho de São Marcos escondido nos papiros da máscara egípcia.

Católicos e evangélicos assinam documento pró domingo

Encontro de fiéis em Varsóvia
A assinatura, prevista para esta terça-feira, 20 de janeiro, da declaração conjunta sobre o caráter especificamente festivo e, portanto, de descanso, do domingo por parte dos representantes da Igreja Católica e outras sete igrejas (Ortodoxas e Evangélicas), que fazem parte do Conselho Ecumênico Polonês, será um dos momentos mais importantes da semana de orações pela unidade dos cristãos na Polônia. O documento é o resultado de longas conversas que se realizaram nos últimos meses. O secretário do Conselho Ecumênico do episcopado polonês, monsenhor Slawomir Pawlowski, revela que “a maneira de viver o dia do Senhor já é em si um testemunho de fé”. A declaração poderá ajudar os fiéis a encontrar as motivações para “viver a fé na oração, na comunidade eclesial da Palavra e dos Sacramentos”, explica o sacerdote, lembrando que “também o descanso pode se tornar a expressão de alegria que nasce da fé”.

As Igrejas que assinam a declaração esperam, na Polônia, um novo debate público em defesa do descanso semanal e das diferentes modalidades do tempo livre, na esperança que o documento possa ser visto como apelo à defesa do domingo dirigido aos empresários, aos trabalhadores e às autoridade competentes. (SP)


Nota: “O Filho do homem é Senhor do sábado” (Lucas 6:5). Portanto, qual é o dia do Senhor? Mais claro que isso impossível. Nunca é demais dizer que não existe sequer um versículo que justifique a mudança do sábado para o domingo. Os que guardam o domingo em lugar do sábado fazem isso unicamente com base na tradição e na pretensa autoridade da igreja romana de mudar a lei de Deus (Daniel 7:25). O único dia do Senhor é o sábado do sétimo dia, memorial da criação realizada em seis dias literais de 24 horas (Gênesis 1), quarto mandamento da santa lei imutável de Deus (Êxodo 20:8-11), dia observado por Jesus (Lucas 4:16) e pelos discípulos, mesmo após a morte e ressurreição dEle (Atos 16:13); dia que será celebrado na eternidade (Isaías 66:23). Por enquanto, a polarização tem sido vista entre criacionistas e evolucionistas (teístas ou não). Mas a controvérsia vai se “afunilar”, a ponto de a maioria ecumênica defender o domingo como dia de repouso (os possíveis motivos apresento aqui) e a minoria verdadeiramente criacionista e bíblica defender o sábado (Apocalipse 14:6, 7). O que está acontecendo na Polônia e em outros lugares do mundo é apenas um “ensaio” para algo mais amplo, que será decretado pela maior nação do mundo (estude com atenção Apocalipse 13). Quando isso de fato acontecer, praticamente todo mundo aceitará o decreto com facilidade. Quem viver verá. [MB]

Assista esta entrevista com o teólogo Alberto Timm, sobre o sábado bíblico.

Revelados os propósitos da visita do papa aos EUA

Francisco e sua agenda intensa
[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] O arcebispo Bernardito Auza - um membro da comissão organizadora para a próxima visita do papa Francisco aos EUA - revelou detalhes da programação proposta, que inclui visitas a três cidades. “Ele deverá chegar no dia 22 [de setembro] e voltará no dia 27. É um total de seis dias, mais a viagem”, Dom Auza disse à CNA/EWTN Notícias, em Manila, no dia 18 de janeiro. Nativo das Filipinas, Dom Auza é observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, em Nova York, e na Organização dos Estados Americanos, em Washington. Ele está de volta em sua terra natal nesta semana participando dos eventos de 15 a 19 janeiro, durante a viagem apostólica do papa Francisco. O arcebispo falou de uma reunião realizada na segunda-feira pela comissão organizadora da viagem aos EUA nomeada pelo papa Francisco, durante a qual foram discutidos os detalhes da visita.

Depois da chegada prevista em Washington, D.C., na noite de 22 de setembro, eles estão propondo que o papa Francisco visite a Casa Branca na manhã seguinte, onde a cerimônia oficial deve acontecer. [...] “Podemos dizer realmente que o destaque da visita a Washington pode ser seu discurso na sessão conjunta do Congresso, para o Senado e a Câmara dos Deputados”, disse Dom Auza. De acordo com a proposta, o papa Francisco partiria para Nova York na tarde do dia 24. [Grande oportunidade será essa de o papa falar aos dirigentes da mais poderosa nação do mundo, que tem um papel profético bastante destacado.]

A Assembleia Geral da ONU deve ser seu destino na manhã do dia 25, na Cúpula de Desenvolvimento Sustentável. “Praticamente todos os chefes de Estado e de governo estarão lá naquele dia, por isso, se o papa finalizar lá essa visita aos EUA, isso significa que ele se dirigirá a todos os chefes de Estado e de governo que estarão juntos com suas delegações oficiais”, explicou o arcebispo. [...] Ele acrescentou que existe a proposta de que o pontífice faça depois um encontro inter-religioso. [...] [Oportunidade ainda maior será essa, de falar a todos os chefes de Estado do mundo, numa reunião sobre sustentabilidade. Sabe-se que uma das propostas do Vaticano para uma vida mais sustentável e para a proteção do meio ambiente consiste em reservar um dia na semana para que a Terra descanse e as famílias possam estar unidas, e esse dia é o domingo. Neste ano, o papa deve publicar sua encíclica sobre meio ambiente. Significativo também é o fato de que o papa poderá, em seguida, participar de uma reunião envolvendo várias religiões.]

“O papa vai aos Estados Unidos para o Encontro Mundial das Famílias”, explicou ele. [...] [Em sua recente viagem às Filipinas, o papa voltou a relacionar o domingo com a família.] O Marco Zero, local do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, é outra parada prevista no itinerário do papa. [...] [Ocasião em que o papa poderá, de novo, criticar os “fundamentalistas”, apontando-os como um grande perigo para a humanidade.]

[Pelo visto, 2015 promete...]

08 janeiro 2015

Enquete: É possível conciliar evolução com a Bíblia? Gênesis é literal o...

O Êxodo na mira da imprensa e do cinema

“Os Dez Mandamentos”, “O Princípe do Egito”, e agora, “Êxodo: Deuses e Reis”. Enquanto os dois primeiros filmes foram lançados em épocas em que o ceticismo contra o relato bíblico ainda era confinado às universidades e a poucos segmentos da sociedade, a mais recente versão da história bíblica do Êxodo surge como mais um ingrediente no debate envolvendo religião, violência, mitologia e antagonismo bíblico. 

O texto abaixo não é a minha reflexão sobre o filme. Ainda não pude assísti-lo por, justamente, estar estudando história egípcia e de outros povos do Antigo Oriente para meus exames finais do mestrado. O que você lerá a seguir é uma reação à matéria de capa da revista Superinteressante deste mês sobre o principal evento da nação israelita, como registrado nas páginas sagradas. Antes de mais nada, devo parabenizar o autor da matéria pela maneira clara e descontraída com que descreveu a história do Antigo Oriente. 

Apesar de não concordar com muitas das opiniões dele sobre o Antigo Testamento, como será demonstrado abaixo, isso não tira o mérito de Alexandre Versignassi pelo seu texto. Porém, apresento aqui dois problemas metodológicos do articulista. Primeiro, em linhas gerais, ele traduziu para um português bem claro a chamada “hermenêutica da dúvida”, que sempre trata o texto bíblico “culpado, até ser provado inocente”. Isso porque muitos acadêmicos confundiram leitura crítica com leitura cética. Lidar com um texto antigo com o ceticismo do século 21 não é a melhor abordagem metodológica. E não estou falando do sobrenatural. Estou falando de uma reconstrução histórica do ambiente que o relato bíblico supostamente descreve. Por que não lidar com o texto antigo desta forma: “Inocente, até ser provado culpado”?

Em segundo lugar, o autor cita dois acadêmicos para falar sobre Israel no Antigo Testamento, Richard Freedman e Israel Finkelstein. Isso é para lá de tendencioso. Seria o mesmo que pedir para os líderes do Hamas e do Hezbollah opinarem sobre Israel e EUA. Não há como esperar uma visão equilibrada sobre o Êxodo e o surgimento da nação Israelita da parte deles. Não estou desqualificando o trabalho dos dois, o que estou dizendo é que existem opiniões diferentes e que deveriam também ser ouvidas e contrastadas.

Um deles é meu professor, James K. Hoffmeier, egiptólogo formado pela Universidade de Toronto, no Canadá. Dois dos seus livros lidam diretamente sobre o assunto: Israel in Egypt(1996) e Ancient Israel in Sinai (2005), ambos publicados pela Oxford University Press. Além de professor de Antigo Testamento, Hoffmeier leciona Egípcio Antigo há mais de 30 anos, o que lhe permite falar naturalmente sobre condições políticas, econômicas e militares do período do Reino Novo do Egito (Dinastias 18-20), a época em que a Bíblia situa o Êxodo.

Outro acadêmico que deu inúmeras contribuições para o estudo do Antigo Oriente e Antigo Testamento é Kenneth Kitchen, egiptólogo aposentado da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Seu domínio em mais de 15 línguas do Antigo Oriente lhe permite falar como ninguém sobre o dia a dia das cortes, dos templos e fortes militares durante a Idade do Bronze e do Ferro. Ele, inclusive, aprendeu português com a única finalidade de publicar o texto dos monumentos (estelas) de Ramsés II que estão no Museu do Rio de Janeiro, já que ele é uma respeitada autoridade no período Ramessida. E imagine só: tanto Kitchen como Hoffmeier são cristãos evangélicos! Eles não usam as publicações para converter pessoas ao cristianismo, mas, sim, para apresentar uma visão equilibrada sobre o mundo do Antigo Oriente e as páginas do relato bíblico.

Num debate intelectual, cristãos geralmente são chamados de preguiçosos. Fica aqui uma simples comparação: em seu livro E a Bíblia não Tinha Razão, Israel Finkelstein gastou 24 páginas para falar sobre o Êxodo, com onze sugestões de leitura sobre o assunto no fim do livro. Numa obra com a mesma temática, Kitchen escreveu 72 páginas e com um total de 145 notas de rodapé. Quantos leram as páginas de Finkelstein? Quantos leram o que Kitchen escreveu? Não tenho números exatos, mas sem dúvida a sede por informações rápidas e condensadas da nossa geração prefereriria o que Finkestein escreveu, e o pior, não se daria ao trabalho de ler opiniões contrárias.

A ausência de evidências diretamente relacionadas com Moisés, os israelitas e o Êxodo bíblico é a avenida principal para o ceticismo - ingênuo, eu diria - de muitos historiadores, curiosos no assunto, e até mesmo teólogos bíblicos, principalmente aqueles que gastam mais tempo estudando teorias literárias sem fundamento e esquecem de olhar o mundo ao redor do Antigo Testamento. Existem pelo menos três motivos pelos quais não disposmos de tais evidências:

Primeiro, o contexto geográfico de Êxodo 1–14 é a região do Delta do Nilo, uma região que por milênios tem acumulado lama das inundações anuais do Nilo. Estruturas de tijolos de barro tinham duração limitada e eram repetidamente substituidas por outras, devido a essas inundações. Afirmar que “nenhuma evidência dos israelitas no Egito jamais foi encontrada” é muitas ingênuidade, e esperar por essas evidências é perda de tempo. Até mesmo estruturas de pedra dificilmente foram preservadas na região.

Segundo, a situação se torna mais drástica quando se pensa em papiros. Na lama, 99% dos papiros desaparecem para sempre. Apenas um pouco dos papiros da região oriental do delta foi recuperada no deserto próximo a Mênfis. 

Terceiro, faraós não registravam suas derrotas. Eles jamais deixariam um monumento ou registro nas paredes de um templo relatando a rebelião de um grupo de escravos que resultou na perda de carruagens e soldados, como na história bíblica do Êxodo. Os textos egípcios sobre a batalha de Qadesh, por exemplo, apresentam Ramsés II como o grande vitorioso. Já a versão hitita da mesma batalha tem o rei Muwatali como vencedor.

Portanto, para “confirmar” a história bíblica, é inútil esperar evidências que não estão lá no Delta. Se, como cavalos, limitarmos nossas viseiras para o pouco que a arqueologia pode trazer à luz, então não há nada a ser dito sobre o Êxodo. Há necessidade de uma abordagem mais contextual, tanto do relato bíblico como do ambiente histórico que ele supostamente descreve.

Dito isso, apresento abaixo algumas considerações sobre a matéria da Super:

“Os israelistas nao foram escravos e nunca migraram para o Egito”: o chamado Segundo Período Intermediário da história Egípcia (Ca. 1650-1550 a.C.) encaixa-se bem nas descrições da história de José, no fim do livro de Gênesis, e do primeiro capítulo de Êxodo. Os hekau khasut, também conhecidos como Hyksos, estavam dominando a região do Delta do Nilo. Eles eram de origem siro-palestina. Anterior a esse período, temos o famoso painel de Beni Hassan, que descreve um semita chamado Absha (ou Ibsha) chegando ao Egito com seu grupo de 37 pessoas e entregando seu “visto” em um dos pontos de imigração. Sendo assim, imaginar um grupo de aproximadamente 70 pessoas, a família de Jacó, entrando no Egito na mesma época, não é nenhum problema do ponto de vista histórico. Também dispomos de ilustrações de trabalho escravo no período da 18ª dinastia, exatamente o período em que o poder voltou para as mãos dos egípcios que reinavam a partir de Tebas, com uma política fortemente anti-hyksos, porque não antissemita. Numa das pinturas da tumba de Rekhmire, um vizir (i.e. primeiro ministro), é possível ver prisioneiros de guerra semitas e núbios fazendo tijolos. Em suma, não precisamos de uma fé extraordinária para imaginar grupos de semitas indo para o Egito e, depois de um tempo, se depararem com uma mudança radical nas políticas internas e enfrentar trabalho escravo.

Foto 1 - Mural de Beni Hassan: semitas entram no Egito

O número dos israelitas: somos informados de que o número de israelitas que saíram do Egito era de 600 mil homens, sem contar mulheres e crianças (Êx 12:27). Como o articulista calculou, adicionando uma esposa e uma criança para cada homem, temos quase dois milhões de pessoas. E aqui temos um grande problema. Há informações detalhadas sobre o exército egípico no período do Reino Novo. Era um total de aproximadamente 25 mil soldados, de acordo com Anthony Spalinger, uma das principais autoridades no assunto. A população egípcia era de aproximadamente dois a três milhões de pessoas. Se os israelistas fossem uma nação tão grande assim, eles não precisariam de um Moisés ou de Deus para libertá-los. Eles poderiam sair a hora que bem entendessem! Em lugar de descartar a informação bíblica, seria bom tentar entendê-la melhor. O que significa a palavra “mil” (heb. ‘eleph)? Ela pode significar unidade de mil pessoas, unidade militar ou pelotão, líder de um grupo, clã e tribo. Em algumas passagens do Antigo Testamento em que ela é utilizada, o significado “mil” não parece ser uma boa opção. Por exemplo, 2 Reis 13:7 menciona 50 cavalheiros, 10 carruagens e 100 mil soldados! Esse é um número discrepante, comparado com os dois anteriores. Em 2 Reis 20:29, 30, vinte e sete “mil” soldados foram mortos porque uma parede caiu sobre eles! Essa deveria ser uma parede enorme.

Kitchen, Hoffmeier e outros acadêmicos sugerem que ‘eleph, no contexto das passagens do Êxodo, deve ser entendido como um “pelotão” ou “líder militar”; e de acordo com a correspondência diplomática do faraó Akhenaten e reis de Canaã e Síria, as chamadas cartas de Amarna, um pelotão tinha nove soldados. Seiscentos líderes de pelotões ou unidades militares com nove soldados cada um são 5.400 homens.

Atribuindo uma esposa e alguns filhos para cada um, temos aproximadamente 20 a 22 mil israelitas saindo do Egito. Sendo que a população de Canaã durante a Idade do Ferro (Ca. 1150 a.C.) era de 50 a 70 mil, esse número de israelitas se encaixa muito bem com o que se conhece por meio de estudos arqueológicos em Israel. Apenas a título de ilustração, a maior cidade de Canaã naquela época (13º século a.C.), Hazor, não era maior do que um quilômetro quadrado. As outras cidades que os israelitas conquistaram eram bem menores do que ela. Uma população de dois milhões de israelitas certamente deixaria um rastro muito claro e impossível de não ser notado em escavações feitas em Israel.

Note que não se trata de acreditar ou desacreditar o relato bíblico, mas, sim, de entendê-lo corretamente à luz de sua língua original e do seu contexto histórico.

Origens de Israel: esse é um dos tópicos mais discutidos em simpósios e fóruns bíblicos ao redor do mundo. Não temos espaço para discutir o assunto em um parágrafro, mas basta dizer que existem basicamente três teorias para a origem de Israel em Canaã: (1) o modelo bíblico da “conquista”, como numa leitura equivocada e exagerada do livro de Josué; (2) tribos nômades entrando naquele território pela região da Transjordânia, a região à direita do rio Jordão; e (3) Israel nunca saiu da “Terra Prometida”, eles se originaram e se desenvolveram lá. Uma quarta teoria tem sido defendida por Finkelstein, afirmando que os israelitas eram pastores cananeus que sempre viveram ali na região.

Se Israel se originou em Canaã, como o articulista sugere, e não de uma saída em massa do Antigo Egito, por que diversos elementos da religião israelita tinham um curioso reflexo da religião egípcia? O tabernáculo no deserto (Êx 25–40), por exemplo, segue o mesmo modelo da tenda de Ramsés II em suas campanhas militares, e os utensílios desse tabernáculo portátil, a arca da aliança, o candelabro, o altar de incenso, as cortinas, entre outros, têm uma clara influência egípcia.

Se Israel se originou em Canaã, por que a vemos proibição do porco na dieta israelita (Lev. 11), algo facilmente verificável em restos arqueológicos, enquanto os filisteus tinham carne suína como parte fundamental de sua dieta? Porcos eram considerados impuros no Antigo Egito, e até mesmo chamados de bw, abominar, detestar, ou bwt, abominação. Existem elementos na cultura e na religião israelita que não são explicados pela teoria de Finkelstein apresentada na Super.

Yahweh e as origens do monoteísmo: vemos traços de monoteísmo no Antigo Egito muito antes do polêmico faraó Akhenaten. No chamado “Hino a Atum” (Ca. 1500/1400 a.C.), Amun-Re é exaltado como criador de outros deuses e da humanidade. O conteúdo do hino parece ser mais antigo, tendo sido preservado em uma estátua produzida entre as 13ª e 17ª dinastias (Ca. 1790–1540 a.C.), muito próximo da época dos patriarcas. Por falar neles, Abraão, Isaque e Jacó usam os nomes divinos El e Yahweh de maneira intercambiável. Afirmar que o nome El é reflexo de influências pagãs na religião israelita pode ser uma conclusão apressada, já que nas narrativas patriarcais existe ausência de qualquer adoração a Ba’al, um deus que também fazia parte do mesmo panteão de que El era o líder. Quanto a Yahweh (ou Javé) ser uma divindade vinda de Midiã, realmente existem diversos poemas antigos no Antigo Testamento que parecem sugerir isso (Juízes 5; Habacuque 3, etc.), e o fato de Moisés ter passado boa parte de sua vida adulta ali parece favorecer a ideia de que o libertador israelita tenha aderido ao culto a Yahweh ali. O tópico é controverso, mas por que não considerar esses textos como uma descrição poética da marcha militar de Yahweh e dos israelitas saindo do Egito e passando por Midiã rumo a Canaã? Por que eles precisariam necessariamente ser uma declaração da origem do culto a Yahweh?

“Êxodo” na época da invasão dos “povos do mar”: a sugestão apresentada por Versignassi que o “Êxodo” na verdade foi a fuga de poucos escravos cananeus numa época onde o exército egípcio estava ocupado demais tentando proteger as fronteiras do império é interessante, mas requer uma grande ginástica histórica. Ramsés III lutou contra os “povos do mar”, entre eles os conhecidos filisteus, em 1180 a.C., logo no começo do seu reinado. Alguns anos antes, o faraó Merneptah deixou registrado um documento comemorativo (estela) de suas campanhas em Canaã, no qual ele menciona pela primeira vez um grupo étnico que ele chama de “Israel” e que vivia ali por volta de 1207 a.C. Nesse documento, Israel é descrito como um grupo nômade vivendo em Canaã, e essa é exatamente a informação que temos de Israel no livro de Juízes. Um povo sem rei e sem uma capital; apenas um centro religioso onde o tabernáculo estava localizado, Siló. Mas em vez de de se manter com esse cenário bem fundamentado, o articulista está pressupondo a teoria de Finkelstein de que os israelitas se originaram em Canaã, uma teoria que está longe de ser unanimidade nos círculos arqueólogicos.

Foto 2: Estela do faraó Merneptah

Abertura do “Mar Vermelho”: “Mar Vermelho” é uma tradução baseada na versão grega do Antigo Testamento, a Septuaginta (LXX). O texto hebraico de Êxodo simplesmente traz “mar de juncos” (heb. yam suph), região também conhecida em textos egípcios do Reino Novo como pa tufy, como sugerido pelo arqueólogo austriáco Manfed Bietak. Se reunirmos as coordenadas geográficas e os nomes dos lugares (topografia) mencionados em Êxodo 12:37 e 14:1-9 e compararmos com a documentação egípcia obtida nas inscrições de Seti I, pai de Ramsés II, no Templo de Karnak, em Luxor, podemos localizar com segurança o “mar vermelho”. Tradicionalmente pensa-se que este seria o Golfo de Suez, entre o Egito e a Península do Sinai. Na verdade, trata-se dos lagos el-Ballah, que não existem mais desde que o canal de Suez foi feito no século 19. Estudos naquela região em 1995 revelaram um porto no qual barcos ficavam estacionados. Ele tinha aproximadamente 15 km de extensão e uma profundidade de três metros. Seria perfeitamente possível comparar tamanha quantidade de água com um muro à esquerda e à direita dos israelitas (Êx 14:22).

Foto 3 - A proposta rota do Êxodo está marcada em vermelho. O “Mar Vermelho” são os lagos El-Ballah, no lado direito do mapa 

Esse é o principal aspecto sobrenatural da história e é aqui que os céticos se apegam para desmentir todo o relato do Êxodo. Essa é outra discussão. Bastaria dizer por agora que ninguém no Antigo Oriente colocava uma roupagem histórica num mito para lê-lo como uma história real. Se você compartilha de uma visão de mundo onde Deus é real e Ele é o Criador, eventos miraculosos não são um problema, afinal é Ele quem governa toda a Sua criação.

Hoffmeier apresentou recentemente duas palestras sobre a geografia do Êxodo e as diversas teorias que circulam na internet. Uma delas foi com o geólogo Stephen Moshier. Você pode ter acesso a elas aqui e aqui. Vale a pena também ler um artigo publicado há alguns anos neste blog pelo Dr. Rodrigo Silva (confira).

Levitas: a teoria de que os levitas foram o único grupo que esteve no Egito não é nova. Desde muito cedo, acadêmicos reconheceram a presença de nomes egípicios entre alguns membros dessa tribo. Se esse é o argumento, deveríamos incluir a tribo de Naftali, já que um dos seus líderes se chamava Ahira, uma combinação das palavras “amigo” e “Rá”, em hebraico e egípcio, respectivamente (Nm 1:15; 2:29; 7:78; 8:3; 10:27). Também deveríamos incluir a tribo de Judá, já que Hur, que ajudou Moisés a manter seus braços erguidos numa batalha contra os amalequitas, muito provavelmente é o nomedo deus egípcio Hórus (hr). Recentemente, outro acadêmico, Richard Hess, fez um estudo dos nomes daqueles que saíram do Egito e a conclusão dele é a de que são nomes de várias etnias (egípcios, semitas, hititas e hurritas), no mesmo período do Êxodo, fortalecendo o relato bíblico que afirma que um “misto de gente” saiu do Egito com os israelitas. (Êx 12:38).

Leis do Pentateuco: a opinião quase generalizada de biblistas treinados única e exclusivamente em hebraico, e treinamento amador nas línguas do Antigo Oriente, é que o Pentateuco foi escrito na época do rei Josias, rei de Jerusalém, no sétimo século a.C., e não na época de Moisés. Mas os mesmos biblistas parecem se esquecer de que códigos eram comuns no Antigo Oriente, entre eles os textos sumerianos das leis de Ur-Nammu (2100 a.C.), Lipit-Ishtar (1930 a.C.), e o famoso código de Hamurabi (1780 a.C.), escrito em acadiano. A estrutura do livro de Deuteronômio, por exemplo, é idêntica à de tratados entre um suzerano e seus vassalos do século 13 a.C., muito comuns no Antigo Oriente, na época de Moisés e dos israelitas que saíram do Egito, não na época do rei Josias. Colocar a produção do Pentateuco na época desse rei é o mesmo que ignorar a vasta literatura do Antigo Oriente, disponível para ser comparada. 

Escravidão: escrevi sobre escravidão no Antigo Testamento em resposta a outra matéria do mesmo autor (confira aqui). Se você assitiu ao recente filme “12 anos de escravidão”, deve se lembrar de uma cena em que o dono de uma fazenda começa o dia de trabalho lendo um trecho de Êxodo 21 para seus escravos negros. É inegável que muitas atrocidades foram cometidas em nome do cristianismo, apesar de seu Fundador jamais sancioná-las. Mas a pergunta é: O texto bíblico estava realmente autorizando essas práticas? No caso da escravidão, aí vão alguns breves comentários à luz de Êxodo 21:1-11: (a) por escravidão, entenda servidão. O trabalho de seis anos era para pagar dívidas; (b) o texto aparentemente sugere que a escravidão separava famílias, já que após o período de trabalho o homem deixaria a esposa e os filhos, caso houvesse começado solteiro seus seis anos de trabalho. Em outra passagem em que a mesma lei é repetida, é-nos dito que mulheres também estavam sujeitas ao mesmo período de trabalho (Dt 15:12). Ou seja, a mudança no status matrimonial não anulava o contrato de trabalho de seis anos. A esposa, que também seria escrava, teria que cumprir o período de servidão.

Essa foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas após o pronunciamento dos Dez Mandamentos (Êx 20). Se você ler atentamente esse texto (Êx 21:1-11), vai notar a constante repetição de um verbo: “sair”. Esse é o mesmo verbo utilizado para falar da “saída” (Êxodo) dos israelitas. Em outras palavras, o Legislador de Israel, Yahweh, estava dizendo: vocês tiveram um êxodo como escravos, agora seus servos também devem ter um.

Conclusão

Quando convocado a deixar os israelitas saírem do Egito, faraó respondeu prepotentemente: “Quem é o Senhor para eu Lhe ouça a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êx 5:2). Sendo assim, Yahweh fez questão de se revelar a ele mostrando a impotência da religião egípcia. Diversos textos egípcios falam do “braço forte” de faraó, mas ironicamente o Deus hebreu usa essa expressão para falar do Seu poder. Por meio de um simples cajado de pastor Ele fez Seus grandes atos na terra do Egito, não com os cetros carregados de simbolismo e poderes mágicos usados pelo faraó. Nessa guerra entre Deus e um rei com complexo de divindade, faraó finalmente descobriu quem era Yahweh.

Numa era marcada pela mesma arrogância faraônica diante da existência de Deus, a história da libertação dos israelitas do Egito é um constante lembrete para nossa geração do perigo da exaltação do poder e da capacidade humanos. Ao invés de “Deuses e Reis”, a história bíblica é entre um Deus e um rei arrogante. Verseginassi diz ser grato aos israelitas pelas grandes histórias e pelos filmes. Creio que a história do Êxodo nos oferece algo mais importante para sermos gratos. Ela nos lembra da inutilidade do orgulho humano diante de um Ser mais poderoso.

(Luiz Gustavo Assis é teólogo e mestrando em Arqueologia Bíblica e do Oriente Médio na Trinity International University, nos EUA; texto produzido com exclusividade para o blog www.criacionismo.com.br e republicado com devida autorização no blog www.gilbertotheiss.blogspot.com

Escritor ateu se torna cristão ao escrever livro

O produtor de cinema e escritor norte americano Jason Jones, autor do livro The Race to Save Our Century (A Corrida para Salvar Nosso Século, em tradução livre) falou recentemente em entrevista sobre o processo de escrita da obra ao lado do escritor John Zmirak. Antes ateu, Jones revelou na entrevista que se converteu ao cristianismo durante a produção do livro. A obra literária teve como objetivo apontar cinco princípios fundamentais para evitar catástrofes do século 20, que agora podem ser evitados neste século em que vivemos. Porém, Jones conta que o trabalho envolvido na produção da obra acabou sendo um catalizador para que sua vida fosse transformada, guiando-o através da mensagem deixada por Jesus Cristo.

O ex-ateu conta que a ideia para o livro surgiu em forma de vídeo quando ele era um estudante universitário no Havaí (EUA), e tinha como objetivo incentivar seus colegas a se aprofundar no tema e fazer especialização no departamento de ciência política.

“Eu só queria derramar os horrores do século 20 em dois minutos, para criar uma urgência entre os jovens na minha escola, e assim tomarem noção da importância de adentrar na ciência política”, afirmou Jones, segundo o The Christian Post, ressaltando ainda que a ideia foi rejeitada por sua “faculdade de esquerda”.

Apesar da rejeição da universidade, a ideia permaneceu viva, e Jones a transformou em um livro, em parceria com Zmirak. Ao longo do projeto ele afirma que descobriu o “foco” para sua vida: ajudar a criar um mundo melhor com medidas de precaução. O escritor detalha ainda que o processo em torno do livro modificou seu pensamento de ateu e libertário para cristão e conservador.

Sobre o argumento central do livro, o escritor explica que os horrores do último século são baseados em cinco ideologias do mal: o racismo e o nacionalismo; o militarismo e a “guerra total”; coletivismo utópico; individualismo radical; e o hedonismo utilitarista.

Jones e Zmirak afirmam no livro que essas ideologias propagadoras do mal podem ser exterminadas através da evolução dos pensamentos por meio de cinco princípios fundamentais: o valor único e absoluto de toda a pessoa humana; o direito natural; a defesa das instituições civis que se encontram entre povo e governo; a solidariedade; e uma economia humana.

07 janeiro 2015

Retrospectiva de 2014, um presságio para 2015


É comum todo início de ano haver o senso de retrospectiva de tudo o que ocorreu no ano anterior. Alguns, apenas por mera informação, destacam o que houve de melhor e de pior, enquanto que outros, preocupados com mudanças positivas, extraem de seu passado, lições para o seu presente. Claro, são poucos que assim fazem. Não há dúvidas de que o mundo tenha passado por grandes e significativas mudanças. Poderíamos enumerar dezenas ou centenas de mudanças, mas as mais significativas foram, sem dúvida, no âmbito da moralidade. 

O pudor, o bom senso, a ética e a moral são algumas das virtudes que têm sido lançadas bueiro abaixo. A irracionalidade, o anti-intelectualismo e, porque não, a imbecilidade, tem ganhado proporções ridiculamente assustadoras. Não é fácil compreender a situação do mundo atual, mas, mais difícil ainda é entender as palavras dos pessimistas de que tudo ainda vai piorar muito. Pessimistas? Talvez sejam apenas realistas, uma vez que a maré tem sido favorável para uma decadência maior do comportamento humano. Para dar exemplo desta maré, observe esta manchete publicada originalmente na folha online descrevendo as melhores retrospectivas do ano de 2014.

 Se cenas de fim de famílias e beijo gay são consideradas top, ou melhores de 2014, o que poderia então ser considerado como pior? Simples, basta inverter as ideias. Isto significa que o relativismo moral se transformará gradativamente num absolutismo imoral. O pior é que as crianças de nosso tempo já estão sendo educadas pelo sistema a contemplar tudo com naturalidade e, especialmente, como verdade. Bom, como as mudanças tem sido muito rápidas, vivemos na intensa expectativa do que ocorrerá no próximo ano. A pergunta que surge agora é: Quais retrospectivas serão consideradas como melhores ao fim de 2015? Quem viver verá. A retrospectiva de 2014 é na verdade um presságio para 2015.

Gilberto Theiss - Pastor Adventista no Ceará

Arqueólogos apontam local onde Jesus teria sido julgado


Encontrado após escavações durante uma obra para expansão do Museu da Torre de Davi, o lugar foi aberto para visitação pública
Foi aberto para visitação pública o lugar onde teria se passado um dos momentos mais importantes do Novo Testamento: o julgamento de Jesus Cristo. O local foi encontrado por arqueólogos durante uma escavação, iniciada há quinze anos, para a expansão do Museu da Torre de Davi, em Jerusalém. A descoberta ocorreu depois que os pesquisadores começaram a cavar o chão de um prédio antigo abandonado, ao lado do museu. 
Já se sabia que nesse terreno havia uma prisão desde os tempos em que a região era controlada pelos otomanos, que dominaram Jerusálem no Século XVI, até o período do domínio britânico, no início do Século XX. Uma nova análise revelou que Jesus pode ter sido julgado ali: entre os sinais encontrados pelos arqueólogos, além de inscrições deixadas por antigos presos nas paredes, estão fundações e um sistema de esgoto que os pesquisadores acreditam ser do palácio de Herodes, o rei da Judeia durante o domínio romano. “A prisão é uma grande parte do antigo quebra-cabeça de Jerusalém e mostra a história da cidade de forma única e clara”, disse ao jornal americano Washington Post Amit Re’em, arqueólogo que liderou a equipe na escavação.
Atualmente, diversos cristãos que peregrinam até Jerusalém percorrem a via-crúcis, trajeto realizado por Jesus carregando a cruz O caminho começa no local onde se acredita que o procurador romano Pôncio Pilatos condenou Jesus à morte e vai até onde ele teria sido crucificado e sepultado. Yisca Harani, especialista na religião cristã e na peregrinação à Terra Santa, ressalta que o trajeto sofreu modificações ao longo do tempo.
Julgamento — Ainda existe debate sobre o local onde o julgamento teria ocorrido, devido a diferentes interpretações dos Evangelhos. Os textos descrevem que Jesus foi trazido diante de Pilatos no "praetorium", termo em Latim para a tenda do general em um acampamento romano. Alguns acreditam que esse lugar seria em um tipo de alojamento militar, enquanto outros creem que o general romano teria sido um convidado no palácio do rei Herodes.
Historiadores e arqueólogos concordam que o julgamento de Jesus teria ocorrido no palácio, localizado no lado ocidental da cidade, onde está o museu. “Não há, é claro, nenhuma inscrição afirmando que o julgamento aconteceu aqui, mas tudo, do ponto de vista arqueológico, histórico e religioso, recai neste lugar e se encaixa”, afirmou ao jornal Shimon Gibson, professor de arqueologia da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte.

(Veja)

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