27 julho 2014

Entendimento progressivo dos pioneiros Adventistas sobre a trindade

Entendimento progressivo dos pioneiros Adventistas sobre a trindade

Por Gilberto G. Theiss [1]
(Power Point deste artigo  aqui)

 Muitos debates e confrontos se levantaram nos primórdios do adventismo com o objetivo de impedir que certas doutrinas estranhas se infiltrassem no seio da igreja. Mas, conceitos estranhos e doutrinas duvidosas eram de certa forma os meios mais eficazes para forçar os teólogos e pastores da época a estudarem com mais profundidade os temas propostos e controversos. Assim como outros assuntos complexos e preconceituosos, o tema da divindade de Jesus, Espírito Santo ou da Trindade ganharam um pequeno espaço em algumas dessas discussões no meio adventista, principalmente pelo fato de tal crença ser creditada à origem pagã do catolicismo [2] . Essa discussão, no princípio, não era nada amistosa, mas aos poucos, ao longo dos anos, as diferenças teológicas a esse respeito foram diminuindo. Podemos separar esse período em pré 1898 e pós 1898, por ter sido neste ano a primeira impressão do livro “O Desejado de Todas as Nações” que trouxe grande luz sobre a essência da natureza de Jesus, influenciando grandemente alguns pioneiros que ainda mantinham certas dúvidas quanto à co-erternidade de Cristo [3].

Mesmo antes da publicação do Desejado de Todas as Nações, e da influência das visões de Ellen White, houve entre alguns pioneiros, um progressivo entendimento deste tema que culminou em declarações extra-oficiais da crença da Igreja Adventista na Divindade e Eternidade do Filho junto com o Pai e da natureza pessoal e divina do Espírito Santo. E será exatamente isto que veremos a seguir.

 O contexto de 1892 e algumas Publicações

 Na data de 1892, um estudo publicado pela Review and Herald, usou pela primeira vez, de forma abrangente e positiva, o termo Trindade. O devido estudo foi publicado num conjunto de dezenas de outros estudos para confirmar no que, até o momento, os Adventistas do Sétimo dia definitivamente acreditavam.

A desmistificação da palavra Trindade começa neste período com nenhuma contrariedade dos principais pioneiros da igreja. É importante lembrar que, nos períodos entre 1846 e 1888, a maioria dos adventistas haviam rejeitado o conceito da Trindade [4], e apresentavam diversas divergências quanto a natureza da pessoa de Cristo, Sua igualdade com o Pai e sua co-eternidade. Uns acreditavam que Jesus era essencialmente Deus, porém inferior ao Pai, enquanto que outros acreditavam que, em algum momento, na eternidade, o Filho teria vindo à existência.

Analisaremos a partir de aqui, algumas importantes considerações de alguns renomados pioneiros do movimento, que nos darão a compreensão de que suas descrenças na divindade e eternidade de Jesus não suportaram o tempo e a luz posterior que Deus lhes daria através de diligente estudo. A progressiva compreensão poderá ser notada nestas citações:

 W.W. Prescott [5] - 1896 (Antes) -  “Assim como Cristo nasceu duas vezes, uma vez na eternidade...e de novo na carne [6]

 W.W. Prescott – 1919 (Depois) - Depois assumiu: “Fui ensinado como o irmão Daniells...de que a Trindade era algo herético...sem contudo pensar por mim  mesmo, ou estudar, eu supus que estava certo. Mas eu descobri algo diferente...como entendo agora, deidade envolve eternidade. Você não pode ler as Escrituras e conceber sem eternidade [7]

 Uriah Smith[8] - 1865 (Antes) - “... o primeiro ser criado [9].Embora através de meios não claramente identificados nas Escrituras, Cristo havia sido trazido à existência ou gerado [10]

Uriah Smith – 1881 (Depois) - “Mas a linguagem não implica necessariamente que ele foi criado [...] ele próprio veio à existência de uma forma diferente.” [11]  Ao comentar a frase, “O princípio da criação” de Apocalipse 3:14.

 Alguns, até mesmo bem intencionados, afirmam que Uriah Smith não havia se convencido completamente deste assunto. A resposta a esta indagação poderia ser entendida à luz da impressão da primeira edição do Desejado de Todas as Nações. Urias Smith faleceu em 1903, portanto ele presenciou em 1898 as afirmações de Ellen White neste volume de que Jesus não possuía vida derivada e nem emprestada [12]. Também pode conhecer a declaração contundente no mesmo livro a favor do Espírito Santo que assim declara: “Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder”. [13]

Este argumento pode ser uma referência plausível do desenvolvimento progressivo e teológico para os pioneiros do movimento, e especialmente para Smith, pelo fato dele devotar grande confiança no ministério profético de Ellen White para a igreja remanescente.

De qualquer forma, temos uma citação de 1896 onde Smith admitia louvar o Espírito Santo, pois estava equiparado ao Pai e ao Filho em Mateus 28:19 [14].

Em 1903 Smith reconheceu três seres ou três agentes para a nossa salvação [15].

 James White [16] - 1846 (Antes) - “O antigo credo trinitarista ausente nas escrituras...de que Jesus é o eterno Deus[17] James  White – 1876 (Depois) - “Os adventistas dos sétimo dia compreendem a divindade de Cristo de forma tão parecida com os Trinitaristas que não receamos qualquer debate aqui. [18]

Um ano mais tarde, em 1877, James White declara abertamente sua crença na igualdade do Filho para com o Pai, e ainda condenou qualquer ensinamento que faça Cristo inferior para com o Pai”. [19]

 J. H. Waggonner – (Antes) - “A Bíblia faz silêncio sobre a Trindade.” [20]

 J.H Waggonner – 1883 (Depois) - Em 1883, Waggonner reconheceu que o Espírito Santo partilha os atributos do Pai e do Filho. [21]

            Os registros históricos visto até então, são evidentes em mostrar que, no mínimo, mudanças no pensamento que diz respeito à trindade, foram gradativamente permeando o parecer de alguns pioneiros sobre a trindade. Nos capítulos seguintes, cavaremos um pouco mais para encontrar algum tipo de solo que possa dar sustento e respaldo a crença no meio adventista. A história, estudada com seriedade, não falha em nos apresentar a verdade.

 Outros pioneiros em defesa da trindade

 S. Spears, em artigo de 1889 transformado em livreto e publicado pela igreja em 1892 defende “A doutrina bíblica da Trindade.” N. Downer, em artigo, declarou que as três pessoas da Trindade tiveram parte na ressurreição de Cristo[22]

Lee S. Wheeler, observou, citando Efésios 4:4-5: “É digno de nota que nesta como em muitas outras partes da Escritura, o Espírito como sendo um é mencionado como distinto do Pai e do Filho.” [23]

D. Hildereth escreveu: “Tire o Espírito Santo da Bíblia e ‘nada’ que reste é digno de ser falado.” [24]

Joseph Clark defendeu o Espírito Santo como uma realidade em si mesmo, e um agente de Deus .[25]

P. Bollman escreveu: “O Espírito Santo é divino e Criador de todas as coisas”. [26]

A.J. Morton declarou: “A divindade do Espírito Santo, de Cristo e a do Pai e Cristo não pode ser separada”. [27]

Alonzo T. Jones foi editor da Reviewand Herald por muitos anos. Em sermão na Sessão da Conferência Geral de 27 de fevereiro de 1895 defendeu que “O Espírito Santo é um representante pessoal de Deus”. Também, que há uma unidade do Espírito Santo com o Pai e o Filho. [28]

Stephen N. Haskel, no artigo “O Espírito Santo” declara que a relação entre o Pai, Filho e Espírito Santo é um mistério. [29]

G.C Tenny, que em 1883 usara “it” (“Isto”, em inglês, normalmente usado para coisas) para o Espírito Santo declarou em 1896 que o Espírito Santo era inteligente, tinha existência independente e passou a suar o pronome pessoal “he” (“ele”, normalmente para pessoas). [30]

S.M.I.Henry, escritor denominacional declarou em 1898 que: “Os pronomes usados em conexão com o Espírito devem levar-nos a concluir que ele é uma pessoa – uma personalidade...”. [31]

R.A Underwood, que havia sido antitrinitariano a princípio, expõe, segundo ele mesmo declara, a sua mudança de compreensão, a partir do estudo da Bíblia.

Na revista Review de 3 demaior de 1898 ele diz que o Espírito é uma pessoa e que não deveríamos permitir que Satanás destruísse nossa fé “na personalidade dessa pessoa da Divindade – o Espírito Santo.”

Em relação à sua opinião anterior Underwood declarou:

“Mas nós queremos a verdade porque ela é a verdade, e nós rejeitamos o erro porque é o erro, apesar de qualquer ponto de vista que nós possamos anteriormente ter sustentado ou qualquer dificuldade que nós possamos ter tido ou possamos ter agora quando nós vemos o Espírito Santo como uma pessoa”. [32]

 Conclusão

Com o passar do tempo, assim como outras doutrinas que foram incorporando ao quadro de crenças adventista, a trindade foi superando as discussões contrárias, conquistando gradativamente espaço cognitivo entre os principais pioneiros da igreja. As visões reveladoras dadas a Ellen White sobre a Divindade de Cristo e do Espírito Santo, tendo como marco a publicação do livro “O Desejado de Todas as Nações”, teve um impacto importante para a fundamentação da crença no ano de 1898, que consequentemente levou a igreja a se posicionar definitivamente no ano de 1931, onde expressou total aceitação a esta doutrina. Muitos líderes e membros que viviam neste ano, foram membros atuantes no período de Ellen White e mantiveram sua crença assim como nos anos anteriores - a favor da Trindade. Portanto, em torno de 1900 a igreja já desfrutava de consenso sobre o tema conforme os testemunhos da época evidenciam clarificadamente. [33]

 LEITURA ADICIONAL SUGERIDA

 CASALI, Victor. Historia de las Doctrinas Adventistas. Centro de Investigación White: Universidad Adventista Del Plata, p. 131-132

 DEMÓSTENES, N. S. Perguntas e Respostas sobre a Trindade, p. 117-130.

 PAROUSIA, Ellen G. White e a compreensão da Trindade, p. 11-26.

 PAROUSIA, O debate adventista sobre a Trindade, p. 19-30.

 WOODROW whidden, Jerry Moon, John W. Reeve. A Trindade, p. 207-215.

 THEISS, Gilberto G. A história revelada e a verdade confirmada, V. 2,  p. 69 – 150 (ver desenvolvimento doutrinário da IASD e a doutrina da trindade).

 Referências

[1] Bacharel em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (IAENE), e pastor na ACN. Ver Currículo Lattes de Gilberto Theiss.
 
[2] SHWARZ, Richard W. e GREENLEAF, Floyd, Portadores de luz, p. 161
[3] WHIDDEN, Woodrow, MOON, Jerry e REEVE, John W. A Trindade, p. 223
[4] Ibdem, p. 217. Ver também: MOON, Jerry. O debate adventista sobre a Trindade, Parousia ano 4, nº 2, p. 21.
[5] W. W. Prescott, educador e administrador. Em 1885 tornou-se diretor do Battle Creek College e foi, durante algum tempo (1891-1892), simultaneamente, diretor de dois outros colégios – Unio e WallaWalla. Ajudou a fundar o que hoje se conhece na Austrália como Avondale College. Posteriormente trabalhou como erudito e administrador, exerceu grande influência sobre a obra educacional mundial da denominação. Nascido em 1855 e falecido em 1944. DOUGLAS, Herbert E. A mensageira do Senhor, p. 250.
[6] PRESCOTT, W. W. Review and Herald, 14 de Abril de 1896.
[7]  Ibdem, p. 62, 1919
[8] Uriah Smith. Pastor, escritor e redator. Tornou-se adventista observador do sábado em 1852, unindo-se no ano seguinte à equipe da Review. Desde aquele tempo até sua morte, seu nome apareceu no expediente da revista, a maior parte das vezes como editor. Foi o primeiro instrutor bíblico do Battle Creek College e secretário da Associação Geral. Escreveu alguns livros, dos quais o mais conhecido é Thought son Daniel and the Revelation. Nascido em 1832 e falecido em 1903. DOUGLAS, Herbert E. A mensageira do Senhor, p. 251.
[9] SMITH, Uriah. Thoughts Critical and Patriarcal, on the Book of Revelation p. 59
[10] Ibdem
[11] Ibdem, p. 74
[12]  WHITE, Ellen G.. O Desejado de Todas as Nações, p. 530
[13] Ibdem, p. 761.
[14] SMITH, U. In the Question chair, Adventist Review and Sabbath Herald, doravante Review, 27/10/1896.
[15] SMITH, u.The Spirit of Profhecy.General ConferenceBulletin, 14 de março de 1903.
[16] Tiago [James] Springer White. Um dos três co-fundadores da igreja Adventista do Sétimo dia, sendo os outros dois sua esposa Ellen e amigo José Bates. Foi professor durante dois anos, amas logo que completou 21 anos de idade uniu-se ao movimento milerita e, empunhando um diagrama, começou a pregar. Relata-se que, durante os meses de inverno de 1842-1843, Tiago levou mais de 1000 pessoas a Cristo. Depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, associou-se a outros Cristãos no estudo da Bíblia, em busca de maiores esclarecimentos. Em1846 aceitou a verdade o sábado e, em 1849, começou a publicar a revista PresentTruth. À medida que crescia o número dos adventistas guardadores do sábado, ele insistiu para que constituíssem uma organização. Isso resultou na formação da Associação Geral , em 1863. Tiago liderou o desenvolvimento da obra editorial, educacional e médica da igreja. Durante muitos anos foi editor da Review and Herald. Atuou como presidente da Associação Geral durante três mandatos (1865-1867-1871; 1874-1880). Nascido em 1821 e falecido em 1881. DOUGLAS, Herbert E. A mensageira do Senhor, p. 253.
[17] WHITE, James. The Day Star, Jan. 21
[18]  Idem. Review and Herald, 12 de Out. De 1876.
[19]  Ibdem, 29 de Nov. de 1876, p. 72
[20] WAGGONNER, J.H. The Atonement, p. 173
[21] TAYLOR, 1953
[22] DOWNER, N. Review, 6 de abril de 1876
[23] WHEELER, L.S. The Communion of the Holy Spirit, Review, 21 de abril de 1891, p. 244
[24] HILDERETH, D. Review, 01 de abril de 1862
[25] CLARK, J. Review, 10 de março de 1874
[26] BOLLMAN, P. Signes of the Times, 04 de novembro de 1889.
[27]  MORTON, A. J. Signes of the Times, 26 de outubro de 1891.
[28] JONES, A. T. General ConferenceBulletin, 27 de fevereiro de 1895.
[29]  HASKELL, S. N. Review, 28 de novembro de 1899.
[30] BOLLMAN, P. TENNY, G. C. Review and Herald, 9 de junho de 1896.
[31] HENRY, S. M. I. The Abindig Spirit, p. 271
[32] UNDERWOOD, R.A. Review, 3 de maior de 1898.
[33] SILVA, Demóstenes N. A Trindade, p.124.

17 julho 2014

Papa defende guarda do domingo e governador de Minas Gerais veta projeto que concede direitos a adventistas em escolas


Duas notícias bombásticas e importantes no cenário social/político/profético. Ao mesmo tempo em que o Papa Francisco apela para o descanso dominical, o governo de Minas Gerais veta a proposição do texto que prevê garantias aos alunos adventistas e demais religiosos nas escolas do estado que guardam o sábado. Sob o argumento da laicidade do estado, os adventistas ou demais religiosos que guardam o sábado, conforme orienta a Bíblia, são escusados da proposta. O curioso é que, ninguém está solicitando em trazer a religião para dentro das escolas públicas, mas buscando o direito de exercê-la fora dela. Portanto, fica claro que o ato inconstitucional vem da parte do governo e não dos cidadãos sabatistas. Para os eleitores de Minas Gerais, fica aqui um bom conselho: “O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos”. (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 475).

O mais importante neste momento é perceber como as profecias estão se cumprindo gradativamente. Enquanto há um fortíssimo movimento em defesa do domingo, por outro lado existe uma forte pressão para erradicar os direitos dos que guardam o sábado. Isto nos diz alguma coisa? Os adventistas do sétimo dia, sob orientação profética/bíblica, ensinam há mais de 150 anos que isto ocorreria no futuro. Portanto, uma vez que este fato está se arregimentando na direção de uma lei dominical, não seria momento para refletir na coerência da mensagem e se preparar para este grande evento que nos aguarda?

Ellen White foi enfática, “Mais cedo ou mais tarde serão aprovadas leis dominicais”. (Review and Herald, 16 de fevereiro de 1905), e que “em breve serão impostas as leis dominicais, e homens em posições de confiança ficarão furiosos com o pequeno número do povo de Deus que guarda os mandamentos”. (Manuscript Releases, vol. 4, pág. 278). Também ponderou que os “princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional”. (Review and Herald, 15 de junho de 1897).

Estamos de fato vivendo em um período de grandes transformações com profecias se construindo rapidamente. Isto indica que devemos nos consagrar definitivamente a Deus se tivermos interesse em estar preparados para receber a chuva serôdia (Poder de Deus que capacitará o Seu povo para enfrentar a última crise além de concluir a pregação do evangelho em todo o mundo). É necessário sacrificar o próprio eu e viver em conformidade com a graça divina se desejamos estar preparados para enfrentar a última crise. Se formos perseverantes em batalhar por uma vida espiritual reavivada ao lado de Deus, confiando plenamente em Suas promessas e envolvendo-nos em Sua causa Ele nos protegerá das provações que sobrevirão a todos (Ap 3:10). 

A advertência é que “há muitos que estão despreocupados, e se acham, por assim dizer, adormecidos. Eles dizem: "Se a profecia predisse a imposição da observância do domingo, a lei certamente será promulgada", e, tendo chegado a essa conclusão, assentam-se em calma expectativa do evento, confortando-se com o pensamento de que Deus protegerá Seu povo no tempo de angústia. Mas o Senhor não nos livrará se não fizermos algum esforço para realizar a obra que Ele nos confiou.[...] Como fiéis atalaias, deveis dar o aviso ao ver que vem a espada, para que homens e mulheres, pela ignorância, não sigam um rumo que evitariam se conhecessem a verdade”. (Review and Herald Extra, 24 de dezembro de 1889).

Lembre-se, “quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade mancomunada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional”. (Evangelismo, págs. 234 e 235). “Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja - então a América Protestante terá formado uma imagem do papado e haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional”. (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 976).Portanto, o cenário atual nos revela duas verdades: 1º O futuro chegou, e 2º a mensagem adventistas é de fato verdadeira...

Pastor Gilberto Theiss

14 julho 2014

Epidemia de aids entre gays cresce de forma alarmante

Drogas para tentar conter a doença
A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu pela primeira vez que todos os homens que fazem sexo com outros homens devem tomar remédio antirretroviral e usar preservativos. A indicação acontece em um momento em que as taxas de infecção pelo HIV entre gays estão atingindo altos níveis em todo o mundo. Em maio, os Estados Unidos emitiram diretrizes semelhantes. A OMS, em nota, publicou que “recomenda fortemente que os homens que fazem sexo com homens devem considerar tomar medicamentos antirretrovirais como um método adicional de prevenir a infecção pelo HIV”. Gottfried Hirnschall, chefe do departamento de HIV da OMS, afirmou que as taxas de infecção entre homens homossexuais estão aumentando novamente após 33 anos do pico da epidemia. O pesquisador acredita que há uma diminuição do medo da infecção entre os jovens, devido ao acesso a medicamentos que permitem que pacientes vítimas da aids vivam com a doença. Isso faz com que a prevenção diminua, segundo ele. Atualmente, o grupo de jovens homossexuais homens possui 19 vezes mais chances de infecção do que a população em geral. “Nós estamos vendo a epidemia explodir”, disse Hirnschall.

O uso de antirretrovirais seria uma complementação à prevenção. A utilização de um único comprimido com a combinação de dois antirretrovirais diariamente deveria ser feita junto com o uso do preservativo. Segundo a OMS, isso diminuiria a incidência do HIV entre homens entre 20% a 25% e evitaria um crescimento desproporcional da aids na próxima década.

A advertência também foi sugerida para outros grupos de alto risco, com o alerta de que homens que fazem sexo com outros homens, transsexuais, prisioneiros, pessoas que usam drogas injetáveis e profissionais do sexo, juntos, correspondem a cerca de metade de todas as novas infecções pelo HIV no mundo. [...]

Globalmente, as mulheres transexuais e os usuários de drogas injetáveis​​, por exemplo, possuem cerca de 50 vezes mais riscos de contrair a doença do que a população em geral; já entre os profissionais do sexo, o risco é de 14 vezes a mais. Quando a incidência da doença é analisada na população em geral, o número não é tão alarmante e demonstra progressos. Entre 2001 e 2013, o número de pessoas que contraíram o vírus HIV diminuiu em um terço. Até o final de 2013, cerca de 13 milhões de portadores do vírus recebiam tratamento, reduzindo drasticamente o número de pessoas que morrem de aids. Hirnschall afirma que, por esse motivo, a batalha contra a doença é desigual.

Um dos problemas seriam as políticas públicas que concentram a atenção no combate à infecção de HIV entre a população em geral, sem dedicar uma especial atenção aos grupos de alto risco. “Nenhuma dessas pessoas vivem de forma isolada”, afirma Hirnschall ao destacar que os grupos de alto risco podem afetar a população em geral. “Os clientes que utilizam profissionais do sexo possuem maridos, esposas e parceiros. Alguns injetam drogas. Muitos têm filhos.”

(O Globo) via (Criacionismo)

Nota Criacionismo: Passou da hora de entenderem que o único sexo verdadeiramente seguro e saudável (física, mental e espiritualmente falando) é o marital, heterossexual e monogâmico. Esse, sim, criado e abençoado por Deus. [MB]

06 julho 2014

Hawking e Mlodinow sem querer defendem o Criador

Hawking e Mlodinow
Há um velho ditado que diz: “Dê muita corda a alguém e ele vai se enforcar.”  A ideia é que, se alguém está errado ou mentindo, quanto mais o tempo passa, mais óbvio isso se torna presente. Bem, a Bantam Books deu a Stephen Hawking e Leonard Mlodinow toda a corda que eles queriam, e o resultado é The Grand Design (O grande projeto), um novo livro no qual eles argumentam contra a necessidade (e a existência) de Deus. Aqui está o núcleo de seu argumento: “[Assim], como Darwin e Wallace explicaram como o projeto aparentemente milagroso de formas de vida poderiam aparecer sem a intervenção de um ser supremo, o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente que fez o Universo para o nosso beneficio. Como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe, por que nós existimos.”

Eles, então, explicam a teoria básica por trás do “multiverso”, que pressupõe a existência de múltiplos universos: “De acordo com a teoria-M, o nosso não é o único Universo. Em vez disso, a teoria-M prevê que muitos universos foram criados do nada. A sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus sobrenatural. Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas.”

Vamos deixar de lado a questão da teoria do “multiverso”, que John Haldane aborda em First Things. Hawking e Mlodinow fizeram um trabalho completamente suficiente de derrotar seu próprio argumento. Vamos simplesmente delinear suas três principais afirmações acima:

Afirmação 1: a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, inclusive o Universo (“a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe”). Isso se aplica a todos os universos, o que significa que se aplica a todo o multiverso.

Afirmação 2: a criação espontânea exige a lei da gravidade (“como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada”; “Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas”).

Afirmação 3: a multidão de universos é responsável ​​pela produção de afinadas leis físicas (“O conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas”).
Reduzido a seu núcleo, o argumento se parece com isto:

O problema, é claro, é que isso é circular. Você não pode ter um universo sem que seja criado; você não pode ter criação espontânea sem as leis físicas, e você não pode ter as leis físicas sem um universo.

Como Hawking e Mlodinow admitiram, sem criação, não há nada. Para se ter qualquer coisa – um universo, um multiverso, a lei da gravidade “bem afinados” pelas leis da física, qualquer coisa –, você tem que primeiro ter a criação. E eles mostraram de forma bastante eficaz que a criação “espontânea” é impossível, uma vez que exige as leis físicas, como a lei da gravidade. Então,  eles mesmos estabelecem que houve uma criação, e que o universo/multiverso não pode (e não podia) criar a si mesmo.

Desse ponto de vista, parece que as duas únicas possibilidades são “Deus” ou o “um absurdo e irracional argumento circular”. Hawking e Mlodinow podem ser físicos brilhantes, mas pelo menos nesse livro se apresentam como filósofos e lógicos pobres. Seus esforços fúteis para delinear uma história da criação ateísta dá mais credibilidade ao teísmo do que o ateísmo.

(Strange Notions, via Logo Apologética) via (Criacionismo)

21 junho 2014

Igreja Presbiteriana dos EUA autoriza o casamento gay


WASHINGTON - Nos estados americanos que já permitem o casamento gay, os pastores presbiterianos estão autorizadores, a partir de agora e se assim desejarem, a promover uniões entre pessoas do mesmo sexo. A decisão foi tirada na assembleia geral presbiteriana, realizada pelos pastores, em Detroit, no Estado de Michigan. Na oportunidade, eles decidiram, com 61% dos votos, a autorização para unir casais homossexuais.

A Igreja Presbiteriana, surgida da reforma calvinista, tem cerca de 1,9 milhões de fieis no país, e é considerada uma importante congregação protestante no país. A partir de agora, com a nova lei, 19 estados norte-americanos em que o casamento homossexual é legalizado, os seguidores desta doutrina estão livres para se unir formalmente também pelos laços religiosos. Para reconhecer o direito a seus seguidores, a Assembléia Geral Presbiteriana, decidiu, inclusive, mudar sua definição de casamento, que agora passa a ser definida apenas como "uma união entre duas pessoas." Em 2011, a Igreja Presbiteriana já havia eliminado as barreiras que proibiam os homossexuais sejam ordenados como pastores.

Marcha

A notícia, considerada como histórica por grupos ligados à causa LGBT nos Estados Unidos, chega um dia após a realização da segunda “Marcha pelo Casamento”, a favor da união tradicional - entre homem e mulher - no país. Milhares de pessoas foram às ruas de Washington na quinta-feira para se manifestar e marcar posição contra o apoio cada vez mais forte dos EUA aos homossexuais.

Na oportunidade, o presidente da Organização Nacional para o Casamento, Brian Brown, afirmou que “o casamento é a união de um homem e uma mulher” e que as “crianças precisam cada vez mais de um pai e uma mãe". Os organizadores do evento anunciaram o envio de uma carta ao presidente Barack Obama e ao Congresso expressando que "ninguém tem o direito de redefinir o casamento".


Nota Gilberto Theiss: Se Calvino pudesse presenciar este momento, com certeza rasgaria suas vestes. Não posso, nesta ocasião, usar um jargão bem popular: “se remoendo na sepultura”, pois, as cinzas do que lhe sobrou foram lançadas no lago. Por falar em cinzas, Calvino foi mártir  por defender princípios bíblicos bem definidos. Se pudesse retornar das cinzas pra defender novamente os valores bíblicos que tanto prezava, incluindo os do matrimônio bíblico, com certeza seria queimado novamente, no entanto, por seus próprios súditos. Bom, temos vagas para os novos Calvinos, Luteros, Knox, Wesleys, Lefreis, Valdenses, Jerônimos, Policarpos, Wycliffes, Huss, Zwinglios, Berquins, Petris, Whitefields, Columbas e Bretões para o nosso século. Alguém se candidata?

Vocalista ateu continua em banda gospel para vender CDs


Fãs da banda “As I Lay Dying”, um grupo de metal cristão, foram surpreendidos com a declaração de Tim Lambesis que se declarou ateu e confessou que mesmo depois de deixar de acreditar em Deus ele continuou fazendo shows como cristão.
Lambesis está preso por ter contratado um matador de aluguel para executar sua ex-esposa, Meggan Murphy Lambesis, mas além de confessar o crime o vocalista ainda fez outras declarações polêmicas ao “Alternative Press”.
Uma dessas declarações se refere ao fato dele não ter deixado a banda ou ter avisado aos fãs sobre sua nova posição religiosa que é o ateísmo. A justificativa dada por Lambesis é que tal afirmação causaria a diminuição da venda de discos da banda. “Nós conversamos sobre a possibilidade de continuar vendendo para os cristãos”, disse ele.
No pensamento da banda os fãs eram “crianças” que viviam em uma “bolha” e que precisavam das músicas para alimentar esse mundo paralelo do cristianismo.
“Tivemos essa ideia ‘nobre’ de pensar: ‘bem, não estamos passando ideias ruins, estamos apenas cantando coisas sobre a vida real. Essas crianças precisam ouvir sobre isso porque vivem em uma bolha”.
Ele também confessou que não era o único ateu da banda. “Eu não fui o primeiro cara do As I Lay Dying que deixou de ser cristão. Na verdade, eu acho, que fui o terceiro. Os dois que permaneceram pararam de falar sobre isso, então eu tenho certeza que eles caíram também”, disse.
Questionado se sentia hipócrita por cantar o que não acredita, o roqueiro afirmou que não e disse que a maioria das bandas cristãs que dividiu o palco com ele também não acreditam no que pregam.
“Em 12 anos de bandas conhecemos muitos grupos, posso afirmar que a maioria das bandas cristãs não são formadas por cristãos. Eu diria que talvez uma em cada dez bandas realmente são cristãs”.
Na entrevista ele chegou a confessar que quando um fã pedia uma oração ele desconversava e dizia que iria orar quando estivesse no ônibus, por não gostar de orar alto. Outras vezes apenas fechou os olhos e esperou que os fãs realizassem a oração. Com informações Christian Post e Whiplash.



Nota Gilberto Theiss: A música é um dos assuntos mais sérios no grande conflito, mas é tratada de forma leviana por muitos músicos cristãos, cantores evangélicos e adventistas. As pessoas serão capazes de entender o nível do perigo existente neste assunto somente quando compreenderem o significado da adoração. A adoração é o centro do grande conflito entre Cristo e Satanás e a música é um dos elementos que nos conduz à adoração. Portanto, fica a dica em forma de pergunta: quais elementos formam a verdadeira adoração? Quais elementos formam a falsa adoração? E quais elementos formam a adoração falsificada (contrafação)? Os mesmos elementos que conduz a falsa adoração no quesito musical não podem ser os mesmos da verdadeira adoração. No entanto, os elementos da falsa adoração podem fazer parte do quesito musical que conduz a uma adoração falsificada (mistura de santo com profano ou verdade com mentira). Na matéria acima fica claro o que todos já sabiam, os elementos musicais de um mundo decadente e das artes humanas associadas ao pecado adentraram sem pedir licença nas igrejas cristãs. O pior, trazidas por músicos, cantores e pastores cristãos. Por este motivo é que o assunto da música cristã mundana se tornou polêmico, simplesmente porque tem sido defendidas por alguns poucos levitas e sacerdotes de nosso tempo, se é que podemos chamá-los de levitas.

Outras Postagens semelhantes

Related Posts with Thumbnails