27 março 2015

Música clássica previne doenças neurodegenerativas como Parkinson e demência



Escutar música clássica pode salvar sua vida.

De acordo com um estudo divulgado nesta sexta por cientistas da Universidade de Helsinque, a música clássica ativa genes associados à atividade cerebral.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram o sangue de 48 pessoas antes e depois de escutarem música.

A obra escolhida foi o Concerto para Violino n. 3, de Amadeus Wolfgang Mozart.
Após escutarem música, os genes envolvidos na secreção de dopamina, na aprendizagem e na memória foram mais ativados. Genes envolvidos na degeneração cerebral e do sistema imunológico foram suprimidos.
Segundo os pesquisadores, isso reduz o risco de contrair doenças neurodegenerativas como a Doença de Parkinson e a demência.

No entanto, este efeito benéfico da música só foi verificado em pessoas que já tinham intimidade com a música, seja tocando ou ouvindo.
Pois é: o que está esperando para aprender a tocar um instrumento musical? Além de ser gostoso, faz bem para o cérebro.






Nota Gilberto Theiss: Músicas de estilo clássico sempre passaram nos testes apresentando benefícios em seu estilo de composição. No entanto, o mesmo nunca foi possível detectar quantos aos estilos de rock, jazz, blues, hip hop, e outros. Por incrível que pareça, embora pouco usado atualmente, o Hinário Adventista do Sétimo dia foi projetado, em sua maior parte, de hinos com melodias clássicas. Não há dúvidas de que o Hinário Adventista, hoje, é o que a igreja Adventista tem de melhor na questão de música congressional, e por este motivo, deveríamos, com maior frequência, fazer uso dele na igreja, em casa ou em qualquer ambiente em que estivermos comungando com Deus. A mentalidade de que jovem aprecia apenas músicas dançantes com bateria e guitarra, ao meu ver, é argumento de pessoas mal informadas ou pressionadas pelos gostos equivocados e, por esse motivo, tentam empurrar goela abaixo na igreja e em seus eventos, os seus próprios gostos ao invés do que é adequado.

No vídeo abaixo, podemos perceber que mesmo a aptidão musical pode estar vinculada ao estilo de educação recebida na infância. Nossos filhos terão bons gostos musicais se assim os ensinarmos desde a infância. Me desculpe aos ofendidos, mas existe sim bom gosto e mau gosto musical. Esta ideia de que não há mau ou bom deriva do relativismo que impregnou o mundo da ideia de que apenas existem gostos variados e, por este motivo, não deveriam ser classificados como ruins ou bons. A filosofia de que tudo é bom e cultural deriva da estratégia diabólica de diluir as diferenças do que é santo e do que é profano. Não estou defendendo esse ou aquele estilo como sendo apropriado, mas alertando para estarmos mais atento quanto aos estilos que, até do ponto de vista científico, não fazem bem para a saúde psicológica e fisiológica. A este respeito aconselho a leitura do livro “O que Deus diz sobre a música”, de Eurydice Osterman, publicado pela editora Unaspress.

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26 março 2015

Comentário teológico da lição 1 - A primeira vinda de Jesus


O LIVRO DE LUCAS
Pr. Gilberto Theiss

Este importante evangelho, assim como os demais, era anônimo até o segundo século, mas, de acordo com a tradição antiga e confirmado pelos eruditos contemporâneos, foi escrito por um médico e pesquisador chamado Lucas, de origem gentílica (Cl 4:10-14), que, por sua vez, acredita-se, também foi o autor do livro de Atos. Embora não tenha sido apóstolo, deixou marcas profundas em seu ministério prático e escrito. O escritor foi amigo pessoal de Paulo e, segundo Tertuliano, por volta do segundo século, Paulo foi o grande iluminador de Lucas, encorajando-o e fornecendo-lhe grande parte das informações.[1]
O Evangelho foi escrito por volta de 61 a 63 d.C. e enviado a um converso grego chamado Teófilo e posteriormente espalhado entre os gregos e gentios que desfrutavam da fé cristã. A mensagem central e universal do evangelho, assim como em toda a Bíblia, é o tema da salvação fundamentada em Jesus Cristo e da proclamação das boas novas.
Lucas parecia ter em mente a necessidade de conciliar fatos reais da história de sua época com os testemunhos contidos a respeito de Jesus e Seu ministério. Apresentar Herodes como o rei da Judéia (Lc 1:5), o primeiro imperador Romano César Augusto após a morte do temível Júlio César (Lc 2:1) e do Sacerdote Zacarias, que cumpria o seu turno no templo de Jerusalém (Lc 1:5, 9), revela o interesse do escritor em evidenciar aos leitores que Jesus e a igreja primitiva tiveram um sólido fundamento histórico. Sob esta premissa, Lucas demonstra ter excelentes dons literários, historiográficos, além da habilidade em mostrar o significado teológico do ocorrido e da preocupação pastoral para com os seus leitores[2]. No intuito de reforçar um pouco mais a credibilidade de suas pesquisas, ele cita testemunhas que tiveram contato direto com Jesus e os primeiros anos de atos da igreja, além de apresentar com precisão o contexto político e geográfico. Toda essa precisão faz de Lucas um homem profundamente centrado, sábio, inteligente e excelente historiador. Por este motivo muitos eruditos reconhecem que Lucas, em muitos aspectos, se aproxima consideravelmente dos grandes escritores gregos da sua época.

A primeira vinda de Jesus (lição 01) (Sábado)

Embora rejeitado por muitos estudiosos críticos, o nascimento de Jesus, com grande ênfase no livro de Lucas, é apresentado como um ato milagroso, uma ação sobrenatural de Deus através de uma mulher virgem. Os críticos afirmam que a ciência, por se basear no naturalismo científico, elimina a possibilidade de milagres. Para os naturalistas, o sobrenatural fere os limites da razão e do experimento, no entanto, esses não demonstram esse senso comum diante de fenômenos parecidos.Como bem afirmou Keith Ward, “as mesmas pessoas que não gostam de falar sobre milagres muitas vezes não têm maiores problemas para falar sobre fenômenos paranormais[3].”
Portanto parece haver uma dissonância intelectual, ou melhor, preconceito religioso nesse quesito. Outro argumento utilizado é que a história do nascimento de Jesus se assemelha ao nascimento dos grandes heróis concebidos por deuses ou por mulheres mortais que foram engravidadas por seres sobrenaturais, como é comum encontrar na mitologia grega. Desta forma, especula-se que essas mitologias tenham influenciado os cristãos judaizantes da época a compor uma narrativa específica sobre a sobrenaturalidade do Deus dos cristãos[4]. Embora essa classe de pensamento seja quase inexistente, é valido lembrar que as narrativas gregas pagãs são claramente reconhecidas pela academia científica como uma mera mitologia sem sentido filosófico ou histórico. Nenhum pesquisador, acadêmico, erudito atual admite realidade ou verdade nessas mitologias gregas, mas em se tratando das narrativas de Lucas, além de amplo testemunho de pessoas que conviveram com Jesus, os Seus atos sobrenaturais podem ser reforçados pelo profundo respaldo histórico, geográfico, arqueológico e filosófico. A premissa é exatamente esta, se os fatos narrados que compõem o enredo histórico são reais, como admite a grande maioria dos estudiosos, então o sobrenatural apresentado, entrelaçado, também deve receber um considerável peso de veracidade.  Sob esta premissa, podemos levar em conta, de maneira mais significativa, os dois atos sobrenaturais mais importantes da história de Cristo, o Seu nascimento e o Seu glorioso retorno.

“Uma exposição em ordem” (DOMINGO) (Lucas 1:1-3; At 1:1-3)

O livro de Lucas, segundo a descrição de Atos 1:1, foi o primeiro a ser escrito por Lucas e enviado ao amigo Teófilo. Em Lucas 1:3 o escritor chama Teófilo de “excelentíssimo”, destacando-o como um alto oficial a serviço de Roma, ou um membro da ordem equestre. Este fato também confirma a impressão de que era uma pessoa real, já discipulada ou no mínimo muito interessado em Jesus e sua mensagem[5].
A dedicação do livro a Teófilo também sugere que o evangelho estava começando a espalhar-se pelas comunidades mais cultas no mundo greco-romano, uma vez que já havia atingido boa parte da comunidade relativamente desfavorecida. Os livros intitulados de Lucas e Atos dos Apóstolos poderiam ser divididos em volume um e dois.
Lucas não foi testemunha ocular das obras de Cristo, no entanto, não há dúvidas de que ele tenha visto necessidade de dar um novo tratamento aos primórdios do cristianismo mediante relatos de tudo o que se seguiu. Ele fez uma investigação meticulosa dos fatos inserindo-os numa narrativa cronológica e clara[6]. Sua intenção ao escrever a Teófilo era fornecer um relato histórico de que o que ele havia aprendido sobre Jesus e Sua mensagem era solidamente sustentável. Cada discípulo, em sua redação, tinha um público alvo. No caso de Lucas, sendo um gentio, tinha como alvo, através de seus escritos, alcançar especialmente os gregos e gentios. O fato de intentar alcançar os gregos justifica sua preocupação em fornecer uma pesquisa sólida e científica para aquela época.

“A quem darás o nome de João” (SEGUNDA) (Lucas 1:5-22)

O historiador inicia a narrativa do ministério de Jesus com um prólogo que retrata o Seu nascimento de maneira extraordinária como o Filho de Deus. Mateus, em sua narrativa, parece se concentrar na pessoa de José, enquanto Lucas demonstra mais interesse em frisar um pouco mais a pessoa de Maria. Interligado a essas narrativas está o nascimento de João Batista, cuja missão era dar início a preparação do povo para receber o Messias. O fato de João ganhar espaço na narrativa indica o valor e importância deste mensageiro para o nascimento, propósito e missão do Messias. João Batista tinha um papel importante no plano de Deus, e Lucas permitiu que este fato fosse conhecido a seus leitores. Como Lucas colheu estas informações não sabemos, mas tudo indica que ele deve ter ouvido pessoas que presenciaram o ministério profético de João Batista.
O nome João significa “Deus é gracioso”, e talvez tenha sido dado justamente para simbolizar a bondade de Deus em conceder a Zacarias um filho, em concepção milagrosa, por sua esposa ser ultrapassada em idade, e também por ser ele, João, aquele que traria cumprimento às profecias referentes ao esperado Messias. João seria especialmente dedicado ao serviço de Deus como Samuel (1Sm 1:11), e receberia unção especial do Espírito Santo para exercer o seu ministério[7].
O conflito acirrado do monte Carmelo nos dias de Elias (I Rs 17:1; 18:1-19, 36-40) fez do profeta João uma marca do reavivamento e reforma em Israel. Nos dias de João essa mesma necessidade de reforma espiritual e de conversão plena trouxe sobre ele a prerrogativa de ser esse mensageiro especial descrito como vindo no espírito de Elias (Mt 3:1-10). Até os escribas compreenderam que “Elias deveria vir primeiro”, antes da vinda do Messias (Mt 17:10; Mc 9:11, 12). João assemelhava-se a Elias não apenas na obra que ele deveria fazer e na coragem com que deveria proclamar a verdade (I Rs 21:17-24; Mt 3:7-10), mas até mesmo em seu modo de vida e em sua aparência externa (Mt 3:4; II Rs 1:8). Por isso ambos sofreram perseguição (I Rs 18:10; 19:2; Mt 14:10). As semelhanças foram tantas que o povo e os líderes reconheceram a semelhança entre eles (Jo 1:19-21).[8]
            No final dos tempos, Deus levantaria homens e mulheres no mesmo espírito com o objetivo de preparar o povo para a segunda vinda de Cristo. Esses deverão proclamar a verdade com tamanha intrepidez que, a exemplo de Elias e de João, também sofrerão perseguições pela mensagem apresentada. Poderíamos dizer, por estar no final dos tempos, que esses dias já chegaram. A obra de Elias e de João são necessárias num tempo em que a cegueira espiritual e corrupção moral assolam as igrejas atuais. Há hoje uma necessidade de uma obra de reforma sincera, não apenas fora da igreja, mas, especialmente, dentro dela. Deus convida a todos que O amam e O servem para irem “no espírito e poder de Elias” [9].
            João Batista, sob a perspectiva profética, era o Elias para o tempo que antecederia o nascimento do Messias e, com certeza, deve ter sido uma surpresa para o profeta Zacarias. Ninguém menos do que Gabriel seria o mensageiro dessa boa nova. No entanto, por causa de sua idade avançada, Zacarias não recebeu a mensagem com muita confiança. Naquele tempo, com exceção dos sacerdotes que permaneciam na ativa até a morte, os Levitas aposentavam-se aos 50 anos de idade (Nm 8:24). Zacarias, neste tempo, provavelmente, tinha em torno de 60 a 70 anos e deve ter sido por este motivo que acabou não compreendendo bem a mensagem do anjo. O mais importante é que Deus não esqueceu do Seu povo, pois mesmo depois de 400 anos, mesmo período em que Israel havia sido aprisionado no Egito, Deus faz ressurgir a esperança de um libertador. João, a exemplo de Moisés, faz renascer a esperança da vinda dAquele que seria o grande Libertador de Seu povo das algemas do pecado e da ruína eterna.

“A quem chamarás pelo meu nome” (TERÇA) (Lucas 1:31)

Seis meses após o encontro com Zacarias, o anjo Gabriel agora vai ao encontro de Maria. Quando ela recebeu a mensagem que daria à luz de maneira milagrosa, sua reação foi bem mais amistosa do que a de Zacarias. Mesmo sendo virgem, ela encarou com alegria e confiança a notícia[10]
     O mais notável na narrativa e digno de reflexão é “como o Rei do universo poderia e condescenderia em ser feito carne (Jo 1:14), ser nascido de mulher (Gl 4:4), em semelhança de homens (Fp 2:7), é um mistério insondável e incompreensível que a Bíblia não revela. Com que temor e reverência o Céu deve ter observado o Filho de Deus descer do trono do Universo[11], partir das cortes da glória e condescender em tomar sobre Si a humanidade, ser feito em todas as coisas [...] semelhante aos irmãos (Hb 2:17), humilhar-Se e ser reconhecido em figura humana (Fp 2:7, 8; João 1)[12].
        Para uma cultura cética como a nossa, o nascimento de Jesus fere todo e qualquer racionalismo científico. No entanto, para os pesquisadores e testemunhas do Novo Testamento, por causa dos inúmeros milagres realizados por Jesus, o Seu nascimento sobrenatural não era obstáculo para a fé deles. A descrição do Seu nome explica imensuravelmente a Sua própria pessoa. Será “chamado filho de Deus” (v. 35) e receberá o nome de Jesus (v. 31).
        O nome Jesus, Iesous no grego, consta nos melhores manuscritos gregos mais antigos que temos do Novo Testamento. Esse nome é uma transliteração de Yehoshua do hebraico ou Yeshua para o latim em consonância com o nome de Josué. A própria enciclopédia Judaica registra o nome hebraico de Yehoshua  transliterado  como Jesus. 
        A expressão Jesus Cristo (At 5:42) é a combinação do nome “Jesus” (Messias), do hebraico, com “Cristo” (ungido), do grego[13].  Portanto, Jesus era, em essência, propósito e em nome, o cumprimento exato da promessa de Deus em Se tornar Deus-homem com o objetivo de renovar a esperança de remissão eterna à raça caída. Sobre este nome todo joelho se dobraria (Fl 2:5-10), receberíamos as mais preciosas bênçãos e cuidados (Jo 14:13-14), os demônios seriam enfrentados (At 16:18), e todos que o invocassem poderiam ser salvos (At 2:21).  Através deste nome é que nossa vida, sonhos, projetos, planejamentos e perspectivas deve ser pautada. Jesus precisa estar no centro de todas as nossas idealizações. Se assim for, o poder de Deus nos acompanhará por onde quer que andarmos e o Céu será uma realidade para as nossas vidas mesmo sem ainda termos chegado lá.

A manjedoura de Belém (QUARTA) (Lucas 2:7)

Belém fica a 9 km ao sul de Jerusalém e a 110 km ao sul de Nazaré. Além de ser a cidade natal do rei Davi, segundo os relatos, ali haviam morado Boaz e Rute [14].
A cidade em si não era especial para Jesus, mas a manjedoura, de forma inusitada, sim. Embora tenha sido recepcionado por um coro angelical, Seu nascimento ficou marcado pela simplicidade classificada como estando abaixo de uma família pobre. O Seu nascimento foi marcado também por grande tribulação, pois o imperador Otaviano, mais conhecido como César Augusto, sobrinho de Júlio César, audaciosamente se intitulou  “Divi Filius”, que significa filho do divino. Interessante notar que foi justamente em seu período de governo (27 a.C. a 14 d.C.) que Jesus, desprovido de trono, coroa, riqueza ou conforto nascera para implantar de vez o verdadeiro reino do verdadeiro Filho Divino [15].
Contrastando com a pompa de Seu suposto rival, humanamente falando, sob a perspectiva dos olhos da sociedade de Seu tempo, Jesus jamais seria reconhecido como rei. Seu comportamento, Suas palavras, maneira de vestir-Se e as pessoas com quem andava não era típico de um rei terreno. Sua vida foi notadamente humilde, simples e totalmente desprovida de qualquer tipo de conforto. “Em todos os atos de benignidade praticados por Jesus, Ele procurou impressionar os homens quanto aos atributos benévolos e paternais de Deus. Em todas as Suas lições, procurava ensinar aos homens a verdade de que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu O Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" [...]Jesus veio ao mundo para exemplificar o caráter de Deus em Sua vida, e afastou as falsidades originadas por Satanás, revelando a glória de Deus. Era unicamente vivendo entre os homens que Ele podia revelar a misericórdia, compaixão e amor de Seu Pai celeste; pois apenas por atos de beneficência podia Ele salientar a graça de Deus” [16]. “Naquela ocasião veio como o Filho do Deus infinito, mas Sua glória foi encoberta pelas vestes da humanidade. Veio daquela vez sem nenhuma distinção mundana de realeza, sem nenhuma visível manifestação de glória; mas ao aparecer pela segunda vez, virá com Sua própria glória e a glória do Pai, e acompanhado pelos exércitos angelicais do Céu. Em lugar daquela coroa de espinhos que Lhe feriu a fronte, usará uma coroa de glória. Não mais Se veste com os trajes da humildade, com o velho manto real que Lhe impuseram os escarnecedores. Não: Virá envergando vestes mais brancas que o mais alvo branco. Em Suas vestes e na Sua coxa, está escrito este nome: "Rei dos reis e Senhor dos senhores." Apoc. 19:16[17].

Os que deram testemunho a respeito do Salvador (Quinta e Sexta) (Lucas 2:22-32)

Simeão era homem justo e piedoso diante de Deus e diante dos homens. Ele pertencia ao grupo dos que estudavam e pesquisavam nas Escrituras as profecias referentes à vinda do Messias. Assim como Simeão, é nosso dever cavar o mais fundo possível para encontrar as gemas mais preciosas das verdade de Deus. A expressão “meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4:6) deve ser acompanhada de seu contexto de que perecem porque “rejeitam o conhecimento”. Assim, como nos dias de Jesus, o século XXI é repleto de revelações que visam o nosso amadurecimento e preparação espiritual para enfrentar os últimos eventos. Os que negligenciam o estudo apurado da Escritura serão como os perdidos daquele tempo que foram identificados como aqueles que não O conheceram e não O receberam (Jo 1:10-11).
Outro fato curioso a ser notado, exatamente no cântico de Simeão, é o tríplice ministério de Jesus; sendo a salvação através de Jesus; a salvação sendo preparada por Deus; e a salvação sendo estabelecida para todos os povos; que, inclusive, se harmoniza com as três mensagens angelicais de Apocalipse 14:6-12. Especialmente na primeira mensagem de Apocalipse 14:6 e 7, onde a salvação é apresentada pela expressão “evangelho eterno” (Ap 14:6ª), que, segundo Paulo, “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16), e é trazida do Céu, por Deus, mediante o ministério de um anjo simbólico. Na mesma descrição de João, esse evangelho que é vindo da parte de Deus é levado a “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6b).
Outra realidade desta mensagem do cântico testemunhal de Simeão, é que a verdade em Cristo é absoluta. Em contrapartida à visão relativista, a mensagem que se harmoniza com as três mensagens angelicais no tempo do fim, desafia consideravelmente o secularismo e suas bases relativistas. Em detrimento do que propaga o mundo atual, a Palavra pronunciada por Simeão e proclamada em Apocalipse apresenta um “Jesus exclusivista ao afirmar Ser a “verdade”, o Único meio de acesso a Deus (Jo 14:6), e que a vida eterna seria alcançada somente por quem se relacionasse com o Deus Verdadeiro e Ele, Seu representante (Jo 17:3). Além disso, Jesus identificou a Bíblia como a própria Verdade revelada (Jo 17:17). Por toda a Bíblia, profetas apóstolos e mesmo Jesus lutaram para estabelecer limites bem definidos para a Verdade, em oposição declarada às religiões pagãs, ao sincretismo religioso e a heresias dentro da fé. Seria impossível, desta forma, conciliar Cristianismo e Pós-modernismo, porque a fé cristã reivindica possuir uma verdade absoluta, revelada por Deus e aplicável a qualquer ser humano em qualquer época.[18]

REFERÊNCIAS


[1] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 727.
[2] CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo:  Vida Nova, 2009. P. 1472.
[3] ALEXANDER, Pat e David (Ed.). Manual Bíblico SBB. São Paulo:  Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 606.
[4] CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo:  Vida Nova, 2009. P. 1478.
[5] BRUCE, F. F. (Org.) Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Vida, 2008. p. 1759.
[6] Id., P. 1476
[7] Ibid.
[8] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 740.
[9] WHITE, Ellen G.; BUTLER, Raphael de Azambuja. Testemunhos seletos: Vol. 3. Tradução de Isolina Avelino Waldvogel. 5. ed. Santo André - SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985. v. 3. P. 61; NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5 P. 740
[10] ALEXANDER, Pat e David (Ed.). Manual Bíblico SBB. São Paulo:  Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 598.
[11] WHITE, Ellen G. O Desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A. Waldvogel. 22. ed. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007. P. 23.
[12] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 747.
[13] ELWELL, W. A. (Ed.) Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Vida, 2009. P. 367.
[14] ALEXANDER, Pat e David (Ed.). Manual Bíblico SBB. São Paulo:  Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 599
[15] McCullough, Colleen. Antony and Cleopatra. [S.l.]: Simon and Schuster, 2013). P. 457.
[16] WHITE, Ellen G. Filhos e filhas de Deus: meditações diárias. Tradução de Isolina A. Waldvogel. 1. ed. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005. P. 139.
[17] WHITE, Ellen G. Nos lugares celestiais: meditações matinais. 1. ed. Santo André - SP: Casa Publicadora Brasileira, 1968.  P. 357.
[18] REIS, D. Explosão Y: Adventismo, pós-modernismo e gerações emergentes. Ivatuba, PR: Instituto Adventista Paraense, 2013. P. 105.
* Contribuição em revisão ortográfica: Patrícia Vilela das Neves

Gilberto Theiss é  formado em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, com Especialização em Filosofia pela Universidade Cândido Mendes. Atualmente é pastor no estado do Ceará pela Associação Costa Norte da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

24 março 2015

Conselho de ética alemão quer legalizar sexo entre pais e filhos e entre irmãos

No filme "Pecados Inocentes", Julianne Moore vive um pertubador caso de incesto com o filho (Foto: divulgação revista glamour)

A lei de incesto pode deixar de existir no país porque pros envolvidos no projeto, o mais importante é que adultos possam ter “autodeterminação sexual”. Polêmica à vista.

Em 2010, a lei de incesto causou a maior polêmica na Alemanha quando Patrick Phil, um morador de Karlsruhe, no Sul do país, foi preso por manter relações e ter quatro filhos (dois deficientes) com sua irmã, Susan. De acordo com a Constituição alemã, condenação por incesto entre irmãos é crime e resulta em pena de prisão de até três anos. Mesmo assim, na época o advogado do réu afirmava que a prisão do seu cliente era "uma violação dos direitos fundamentais e uma relíquia histórica". Patrick, além de ter cumprido quase três anos de prisão, foi obrigado a se separar de Susan e perdeu a guarda de três dos quatros filhos.

Agora, esse quadro parece mudar: no que depender do Conselho de Ética do governo alemão, a lei de incesto vai deixar de existir. A gente explica: em assembleia feita recentemente, o Conselho afirmou que “o direito de irmãos adultos à autodeterminação sexual é mais importante do que a ideia abstrata de proteção à família”, antes de acrescentar que "o direito penal não é o meio adequado para preservar um tabu social, já que as chances das crianças nascerem deficientes são uma grande punição”. 

Mesmo assim, o partido CDU, da chanceler Angela Merkel, já deixou claro que não tem intenção de permitir que o incesto seja legalizado, alegando que tal atitude “iria completamente contra a obrigação de fazer de tudo pra que as crianças nasçam saudáveis”.O assunto, como era de se esperar, é o novo tabu na Alemanha. E você, o que pensa a respeito?



Nota Gilberto Theiss: A liberdade sexual plena era a marca de Sodoma que levou-a a ser sentenciada por Deus. Jesus foi contundente ao afirmar que os dias finais da história humana seriam semelhantes aos dias de Ló (Lc 17:18-30). Portanto, acredito que coisas piores ainda virão, especialmente com tanta apologia ao sexo livre como obtenção de prazer ilimitado e sem regras, e claro, além dos fatores financeiros que potencializam o sistema egoísta humano. 

Acredito, com base na narrativa histórica de Sodoma, que o caos se instalará na vida dos que ainda pretenderem se manter puros. Em breve será perdido o controle sobre a imoralidade e é nesse sentido que o caos se instalará sem que ninguém possa fazer absolutamente nada contra.

19 março 2015

Deus pode restaurar a sua vida

Curso bíblico do Apocalipse - Com o Pr. Arilton Oliveira (18 temas)

O erro fatal dos presbiterianos norte-americanos

New York Times acaba de publicar a notícia “Largest presbyterian denomination gives final approval for same-sex marriage”, ou seja, em tradução livre: “A maior de todas as igrejas presbiterianas aprova definitivamente o casamento homossexual”. O choque só seria maior se a manchete fosse publicada uns 10 anos atrás. Entretanto, ao ler o texto com atenção, percebe-se que em nenhum momento foi usado qualquer texto bíblico para apoiar tal decisão. Motivo: porque não existe! Obviamente que há passagens claras na Bíblia, sobretudo nos maravilhosos relatos dos evangelhos, acerca da vida e do ministério de Cristo, quanto à pregação e à defesa dos cansados e oprimidos (Mt 11:28-30). Porém, sempre que Jesus atendia àqueles que eram desprezados, hostilizados e injustiçados pela sociedade daquele tempo, Seu milagre para transformação sempre começava com o perdão, para depois ser seguido de “vá e não peques mais” (Jo 8:1-11).

A confusão da comunidade cristã internacional está vergonhosa. Além das tristes declarações da igreja católica acerca das origens, agora vem mais essa dessa outra igreja tradicional e que leva consigo mais de 1,8 milhão de fiéis só nos EUA. 

Que a igreja cristã deve e precisa urgentemente pregar com eficiência aos homossexuais é uma coisa, uma realidade; porém, uma apostasia dessa dimensão, em nível institucional, sem qualquer embasamento na Bíblia – que, para os cristãos verdadeiros, é a vontade de Deus expressa – traz tristeza e muita preocupação.

Grande desconforto pode até ser sentido ao imaginar as condições a que serão submetidos os pastores e anciãos daquela denominação (até porque os pastores poderão decidir se realizarão ou não cerimônias homossexuais). O resultado já é evidente e irá apenas aumentar: a divisão daquela igreja.

As instruções bíblicas acerca do tema são claras e várias (ver Gn 19:5-7; Lv 18:22; Dt 22:5; Rm 1:24-28; 1Co 6:9, 10; 1Tm 1:10). Porém, ao mesmo tempo, o chamado ao arrependimento, confissão, perdão e nova vida é por várias vezes anunciado por todos os seus autores. 

O dever da igreja é mostrar Cristo e Sua verdade imutável, e a certeza da esperança em um mundo sem esperança. Para tanto, alcançar os homossexuais têm sido uma missão difícil, sobretudo por conta de não se entender o amor e o perdão apresentados por Cristo a todos. Para “remediar” essa situação e/ou simplesmente atender a convicções pessoais de seus líderes e/ou à pressão de uma sociedade amoral, os líderes de uma tradicional denominação acabam por repudiar sua única arma e consolo ao mundo em que vivem: a Bíblia. 

18 março 2015

Casal de médicos abre hospital que cobra R$ 10 por consulta

Fonte: BBC Brasil
À primeira vista, os prédios vermelhos e brancos parecem um simples albergue público em meio ao barulho de Hajipur, uma cidade em rápido desenvolvimento no Estado de Bihar, no norte da Índia.

Mas olhe atentamente e você verá uma torrente de pessoas entrando no Hospital Aastha, administrado por um casal de médicos empreendedores que deixou empregos lucrativos no setor privado indiano para criar um lugar que oferecesse tratamento de qualidade a preços acessíveis.

O cirurgião Atul Varma e a oftalmologista Jayashree Shekhar estão conseguindo derrubar a ideia corrente de que só os ricos conseguem tratamento de saúde de qualidade na Índia... Continue lendo aqui

Nota Gilberto Theiss: Viver em benefício dos outros é algo difícil em um mundo onde se valoriza o dinheiro, o bem e as necessidades pessoais em detrimento da vida do próximo, do sentimento, do amor e do companheirismo. Não é fácil concorrer com o dinheiro e com os bens desta terra. 

Muitas pessoas estão dispostas a matar até mesmo para manter a posse de um mísero real, como foi o caso em Minas Gerais, de um irmão que matou o outro por causa desse valor. Golpes, fraudes, corrupção, assassinatos, roubos, furtos estão em alta devido ao pouco valor que se dá à vida.

Essa é a consequência de um mundo capitalista, especialmente sem Deus. Portanto, é digno de nota esse surpreendente exemplo de altruísmo desse casal que demonstra na prática o verdadeiro significado da vida humana.

13 março 2015

Vida artificial ou comprovação de design?


Poucos anos atrás, os principais jornais brasileiros anunciaram que o ser humano havia “criado” vida em laboratório. O Globo foi o mais enfático: “Criada vida artificial.” A Folha de S. Paulo também deu a manchete: “Ciência cria primeira célula sintética.” O artigo original foi publicado na revista Science, e a história não é bem assim.

O que os cientistas financiados pela empresa americana Synthetic Genomics fizeram foi copiar o DNA de uma bactéria e depois introduzi-lo em uma bactéria de outra espécie. Esta passou a se reproduzir, replicando as características impressas pelos pesquisadores. Foi, sem dúvida, uma grande façanha científica, mas não uma “revolução”, como alguns jornais apontaram.

Conforme ironizou Luciano Martins Costa, em artigo publicado no site Observatório da Imprensa, “talvez seja mesmo mais fácil criar vida sintética nas páginas do jornal do que encontrar vida inteligente no mundo real”.
William Dembski, no site Uncommon Descent, também comentou: “A retórica é interessante. O que eles fizeram foi enfiar um genoma sintético dentro de uma célula não sintética. No entanto, eles falharam ao falar de ‘síntese de célula bacteriana’. De fato, uma manchete diz: ‘A primeira célula sintética autorreplicante’. Isso é enganador.

 Se alguma coisa vai ser chamada de ‘sintética’, não devia a totalidade dessa coisa ser sintetizada, e não apenas uma parcela minúscula da mesma? E não sabemos que essa célula evidencia design e, em caso afirmativo, por que não haveriam as células que não foram tocadas pela Synthetic Genomics fazer o mesmo, ou seja, implicar design?”

Menos entusiasmo

A revista Veja da semana seguinte ajudou a diminuir o entusiasmo dos jornalistas sensacionalistas que anunciaram a criação de “vida sintética” em laboratório. Na matéria “Eles ainda não são deuses”, a semanal explicou: “O extraordinário anúncio de Craig Venter exige uma explicação que, para ser bem clara, deve começar pelo que a pesquisa com o genoma do Mycoplasma mycoides não é:
“Ela não é a criação artificial da vida, nem a criação de vida artificial. Isso significa que Venter não partiu de matéria inanimada e com ela produziu um ser vivo. Tampouco produziu um ser com base em alguma química vital misteriosa desconhecida da ciência.

“Não é a criação de célula ou bactéria sintéticas. A equipe americana conseguiu, sim, desenhar, sintetizar e montar o genoma de uma bactéria e inserir esse material em uma bactéria diferente. O genoma é o conjunto completo do material hereditário que a maioria dos seres vivos carrega e utiliza para produzir descendentes da mesma espécie. Portanto, não houve a criação sintética de um organismo vivo completo, mas apenas de seu núcleo genético.

“Não é a invenção de um novo genoma. Venter e equipe recriaram um genoma que já existe na natureza. A metáfora mais clara e obrigatória é com alguém que desmonta um relógio, depois remonta as peças, instala o conjunto em um estojo diferente e o mecanismo volta a funcionar normalmente. Ainda assim, para fazer o mecanismo genético sintético funcionar na nova célula a equipe americana precisou enxertar sua criação com DNA natural da célula receptora.

“Não é o maior avanço genético de todos os tempos. O título fica ainda com Crick e Watson, pais da biologia molecular. Craig Venter levaria o título se tivesse criado o primeiro ser vivo artificial, sem um antepassado, portanto, a partir de matéria inanimada. Isso ainda é privilégio da natureza. Continua de pé o repto lançado por Charles Darwin, pai da teoria da evolução, morto em 1882, segundo o qual todo o seu trabalho poderia ser jogado na lata de lixo se lhe apontassem um ‘único ser vivo que não tivesse um antepassado’.”

O fato é que os cientistas não criaram nada, mas provaram que mesmo a cópia da vida tem que ser projetada.

 [Créditos da imagem: Fotolia]


Michelson Borges é jornalista, editor na Casa Publicadora Brasileira e mantenedor do blog www.criacionismo.com.br

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